Geometria diferencial em exercícios. Esta apostila percorre 85 exercícios de listas usadas em cursos de relatividade geral e geometria riemanniana — Cambridge, MIT, Caltech, Berlim, Oregon, Nagoya, Utrecht, Leiden —, separados pela notação em que são naturalmente enunciados: indicial, com componentes, índices e soma de Einstein; e tensorial, sem índice, com campos vetoriais, conexões e formas. Para cada um, o que o Sucuri faz com ele: resolve, resolve em parte, ou não resolve — e por quê.
Cada exercício resolvido aqui é executado pela suíte de testes a cada mudança do programa: a saída impressa é a saída. Antes de cada resolução vem o enunciado completo, tirado do original — traduzido por nós, com a referência exata e o link —, e uma nota do que o Sucuri faz dele.
Como ler
Cada exercício traz a fonte, o enunciado resumido e as células que o resolvem no caderno, com a resposta. Três selos:
| resolve | o Sucuri chega ao resultado do exercício — por cálculo, ou por
provar, que devolve a cadeia de passos conferida. |
| em parte | resolve um item, ou o passo que decide, ou só com uma hipótese que o exercício pede para deduzir. |
| não resolve | o exercício pede algo que o Sucuri ainda não sabe escrever ou deduzir — e a seção V diz o quê. |
Duas coisas que valem para tudo o que segue. Declarar decide a
leitura: um índice só é índice, um vetor só é vetor, depois de
declarado — o manual explica por quê. E provar só usa as
hipóteses nomeadas: o que o motor sabe sozinho é o que vale em
qualquer livro (linearidade, Leibniz, a antissimetria do colchete, d² = 0); o
resto, inclusive toda convenção de sinal, entra como hipótese escrita.
O placar
“Resolve” quer dizer: tudo o que o enunciado pede, e não só o cálculo que ele tem no centro. A contagem foi refeita assim quando os enunciados inteiros entraram na apostila, antes de cada resolução: 23 exercícios que saíam no cálculo central pedem também um mergulho, geodésicas, um volume, transporte paralelo, ou uma prova na direção contrária — e passaram a “em parte”. O que um sistema simbólico não faz por natureza — traçar um gráfico, esboçar, dar uma interpretação — não conta contra: fica dito na nota de cada enunciado.
| resolve | em parte | não resolve | |
| indicial (30) | 24 | 6 | 0 |
| componentes (25) | 21 | 4 | 0 |
| tensorial (30) | 21 | 9 | 0 |
| total (85) | 66 | 19 | 0 |
Os exercícios de 1 a 45 vieram de uma primeira busca (Reall, Tong, MIT 2006, Richard, Part III, Cline, Carroll); os de 46 a 85, de uma segunda, com outras fontes (Wendl, Ali-Haïmoud, Dray, Evans, Hunt, MIT 2018, Hirata, van Baal, 't Hooft, Hartman). A numeração segue a ordem das buscas, e cada exercício aparece na seção da sua notação.
A notação tensorial ia mais longe, e não por acaso: era nela que o Sucuri
tinha um motor de prova; agora a indicial tem o seu. Dois exercícios enunciados em índices (9 e 11) só
saem porque foram reescritos sem índice — que é, afinal, o que a notação
abstrata existe para permitir. Na indicial, a passagem de ∇ para Γ e de Γ
para ∂g já se faz (2, 4, 17, 65), e o determinante da métrica também (5, 64,
66), o Ricci como contração declarada (13, 63), e provar com
hipóteses escritas com índice (10, 14, 15, 68, 69), contar componentes
independentes (12, 13, 61), as coordenadas com índice (62) e a teoria
linearizada (71), e a lei de transformação dos Christoffel, com as duas cartas no mesmo tipo de índice (3). Em componentes, o Sucuri
calcula Christoffel, Riemann, Ricci e escalar de qualquer métrica — dada pela
diagonal, pelo elemento de linha, ou induzida por um mergulho ou mudança de
coordenadas —, as geodésicas (as equações, o que se conserva, e as órbitas
por quadratura), a base ortonormal com as formas de Cartan, e campos por
componentes — ∇A, o laplaciano, ℒXg e o colchete —; e
em_carta avalia qualquer expressão com índice componente por
componente (36, 78). O que falta é argumento, ou achar uma transformação.
I. Notação indicial
1. Simétrico contra antissimétrico resolve
Enunciado 1 · Contração de par simetrizado com par antissimetrizado
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §1.7 “Tensors”, exercício logo após a eq. (1.42), p. 20 — damtp.cam.ac.uk.
Mostre que T(ab) X[a|cd|b] = 0.
No Sucuri: tudo: a identidade inteira (seção I).
Reall, Part III GR, §1.7: a contração de um par simetrizado com um par antissimetrizado se anula, T(ab)X[a|cd|b] = 0. As barras excluem c e d da antissimetrização.
a, b, c, d = índices
T = tensor(2, 0)
X = tensor(0, 4)
T^{(ab)} X_{[a|cd|b]}
simplificar(eq1)
0
sem os parênteses em T, a mesma conta não zera. Este foi
o primeiro exercício tentado, e ele achou um erro: antes da correção, a
resposta era 2·T·X + 2·T·X (seção VI).
15. Corrente conservada de um campo de Killing resolve
Enunciado 15 · Corrente conservada associada a um vetor de Killing
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §5.3 “Lie derivative”, último exercício da seção, p. 57 — damtp.cam.ac.uk; e D. Tong, General Relativity: Example Sheet 3 (2019), questão 5, p. 2 — davidtong.org.
Reall: Seja Ja = TabXb, onde Tab é simétrico e satisfaz ∇aTab = 0 (por exemplo, o tensor energia-momento: ver adiante) e Xb é um campo vetorial de Killing. Mostre que ∇aJa = 0, isto é, que Ja é uma corrente conservada.
Tong: Seja Kμ um campo vetorial de Killing e Tμν o tensor energia-momento. Seja Jμ = TμνKν. Mostre que Jμ é uma corrente conservada, isto é, que ∇μJμ = 0.
No Sucuri: tudo: as duas versões: a conservação a partir das duas hipóteses.
Reall §5.3 (também Tong, folha 3, Q5): com Tab simétrico e
∇aTab = 0, e Xb de Killing
(∇(aXb) = 0), Ja = TabXb
é conservada. As duas condições são hipóteses, e provar as
encadeia: o objetivo tem de ser combinação delas, de ∇ delas, e de produtos
com o que aparece no problema.
a, b = índices
T = tensor(2, 0, simétrico)
X = tensor(0, 1)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_a T^{ab} = 0
\nabla_a X_b + \nabla_b X_a = 0
\nabla_a (T^{ab} X_b) = 0
provar(eq3, eq1, eq2)
1/2 · eq2 [a→L_0, b→L_1] × T(-L_0, -L_1)
o certificado: eq1 vezes X, mais metade de eq2 vezes T — e
a soma é conferida de novo antes de dizer provado. Sem eq2, não sai; sem
simétrico em T, também não.
16. Contração de dois Levi-Civita em parte
Enunciado 16 · Contração de dois tensores de Levi-Civita
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §8.5 “Volume form”, lema com a eq. (8.54) (“Proof. Optional exercise.”), p. 107 — damtp.cam.ac.uk.
Lema.
εa₁…ap cp+1…cn εb₁…bp cp+1…cn = ± p!(n − p)! δ[a₁b₁ … δap]bp, (8.54)
onde o sinal superior (inferior) vale para assinatura riemanniana (lorentziana).
Demonstração. Exercício opcional.
[Contexto: (8.52) ε12…n = √|g| e (8.53) ε12…n = ±1/√|g| numa carta destra. O caso particular εabcdεabcd = −24 (p = 0, n = 4, assinatura lorentziana) não aparece escrito no texto.]
No Sucuri, em parte: os casos p = 0 e p = 2 em 4D, com as duas assinaturas; o lema para n e p gerais, não.
Reall §8.5, eq. (8.54): em n dimensões, εa…c…εb…c… = ±p!(n−p)! δ[ab…δ…]…, com o sinal − na assinatura lorentziana; em particular εabcdεabcd = −24.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \alpha, \beta = índices
\delta = kronecker
g = métrica(-,+,+,+)
\epsilon = levi-civita(tensor)
\epsilon^{\mu\nu\rho\sigma} \epsilon_{\mu\nu\rho\sigma}
simplificar(eq1)
-24
\mu, \nu, \rho, \sigma, \alpha, \beta = índices
\delta = kronecker
g = métrica(-,+,+,+)
\epsilon = levi-civita(tensor)
\epsilon^{\mu\nu\rho\sigma} \epsilon_{\mu\nu\alpha\beta}
simplificar(eq1)
-2*delta(rho, -alpha)*delta(sigma, -beta) + 2*delta(sigma, -alpha)*delta(rho, -beta)
p = 2: −2! · 2!/2! · (δδ − δδ). O sinal vem da assinatura
declarada; com métrica(+,+,+,+) a primeira conta dá +24.
2. ∇ de um tensor (1,1) em símbolos de Christoffel resolve
Enunciado 2 · Derivada covariante de um tensor (1,1)
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §3.1 “Introduction”, exercício logo após a eq. (3.17), p. 34 — damtp.cam.ac.uk.
Agora a regra de Leibniz pode ser usada para obter a fórmula das componentes na base coordenada de ∇T, onde T é um tensor (r, s):
Tμ₁…μrν₁…νs;ρ = Tμ₁…μrν₁…νs,ρ + Γμ₁σρ Tσμ₂…μrν₁…νs + … + Γμrσρ Tμ₁…μr−1σν₁…νs − Γσν₁ρ Tμ₁…μrσν₂…νs − … − Γσνsρ Tμ₁…μrν₁…νs−1σ (3.17)
Exercício. Prove este resultado para um tensor (1, 1).
[Contexto: as eqs. (3.9) e (3.16) do mesmo texto dão, na base coordenada, Yμ;ν = Yμ,ν + ΓμρνYρ e ημ;ν = ημ,ν − Γρμνηρ. O resultado pedido é, portanto, Tμν;ρ = Tμν,ρ + ΓμσρTσν − ΓσνρTμσ. Esta é uma especialização de (3.17) e não aparece literalmente no texto.]
No Sucuri: tudo: o tensor (1,1), na convenção de Reall, lida da definição escrita.
Reall §3.1: a partir da ação de ∇ num vetor, escreva ∇ρTμν
com Γ. Reall põe o índice da derivada por último em Γ; Carroll, em primeiro.
Com torção a diferença importa, e por isso a convenção não é suposta: ela é
lida da definição escrita, e \Gamma = christoffel(eq1) a
declara. expandir abre cada ∇ em ∂ e um Γ por índice.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
T = tensor(1, 1)
\nabla_\rho V^\mu = \partial_\rho V^\mu + \Gamma^\mu{}_{\sigma\rho} V^\sigma
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\rho T^\mu{}_\nu = \partial_\rho T^\mu{}_\nu + \Gamma^\mu{}_{\sigma\rho} T^\sigma{}_\nu - \Gamma^\sigma{}_{\nu\rho} T^\mu{}_\sigma
expandir(eq2)
True
sem o termo de −Γ do índice de baixo, a resposta não é
True.
3. A transformação dos Christoffel resolve
Enunciado 3 · A transformação dos símbolos de Christoffel
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 3, questão 4, itens (a)–(b), p. 2 — ocw.mit.edu.
(a) Mostre que, sob uma mudança de coordenadas, as componentes do símbolo de Christoffel se transformam como
Γα′β′γ′ = (∂xα′/∂xα)(∂xβ/∂xβ′)(∂xγ/∂xγ′) Γαβγ − (∂²xα′/∂xβ∂xγ)(∂xβ/∂xβ′)(∂xγ/∂xγ′).
Faça isso considerando a forma do símbolo de Christoffel em termos das derivadas da métrica.
(b) Mostre que, com essa regra, as componentes da derivada covariante de um vetor se transformam como as de um tensor devem: ∇α′Aβ′ = (∂xα/∂xα′)(∂xβ′/∂xβ) ∇αAβ.
No Sucuri: tudo: (a) e (b), pela forma dos Christoffel em termos das derivadas da métrica, como o enunciado pede. O ∂′ de um produto — Leibniz com a regra da cadeia, ∂′λ = Jσλ∂σ — é escrito como hipótese: o Sucuri tem um jogo de coordenadas só, e o resto é álgebra de índices, que ele faz.
As duas cartas com o mesmo tipo de índice — as duas correm de 1 a n —, e o que as liga com nome: Jαμ = ∂xα/∂x′μ, a inversa Kμα = ∂x′μ/∂xα, e Hαμν = ∂²xα/∂x′μ∂x′ν, simétrico. Qσαβ = ∂σgαβ; Pλμν = ∂′λg′μν; k = g′−1; G e S, os Christoffel nas duas cartas. P vem de g′μν = JαμJβνgαβ por Leibniz e pela regra da cadeia — é a hipótese eq3.
\alpha, \beta, \gamma, \kappa, \lambda, \mu, \nu, \rho, \sigma, \tau = índices
\delta = kronecker
g = métrica
J = tensor(1, 1)
K = tensor(1, 1)
H = tensor(1, 2)
Q = tensor(0, 3)
P = tensor(0, 3)
k = tensor(2, 0, simétrico)
S = tensor(1, 2)
G = tensor(1, 2)
H^\alpha{}_{\mu\nu} = H^\alpha{}_{\nu\mu}
k^{\mu\nu} = K^\mu{}_\alpha K^\nu{}_\beta g^{\alpha\beta}
P_{\lambda\mu\nu} = H^\alpha{}_{\lambda\mu} J^\beta{}_\nu g_{\alpha\beta} + J^\alpha{}_\mu H^\beta{}_{\lambda\nu} g_{\alpha\beta} + J^\sigma{}_\lambda J^\alpha{}_\mu J^\beta{}_\nu Q_{\sigma\alpha\beta}
S^\mu{}_{\nu\rho} = \frac{1}{2} k^{\mu\kappa} (P_{\nu\kappa\rho} + P_{\rho\kappa\nu} - P_{\kappa\nu\rho})
G^\tau{}_{\lambda\sigma} = \frac{1}{2} g^{\tau\kappa} (Q_{\lambda\kappa\sigma} + Q_{\sigma\kappa\lambda} - Q_{\kappa\lambda\sigma})
J^\alpha{}_\mu K^\mu{}_\beta = \delta^\alpha_\beta
P_{\nu\kappa\rho} + P_{\rho\kappa\nu} - P_{\kappa\nu\rho} = 2 J^\alpha{}_\kappa H^\beta{}_{\nu\rho} g_{\alpha\beta} + J^\lambda{}_\nu J^\alpha{}_\kappa J^\sigma{}_\rho (Q_{\lambda\alpha\sigma} + Q_{\sigma\alpha\lambda} - Q_{\alpha\lambda\sigma})
provar(eq7, eq1, eq3)
provado a partir de eq1, eq3
a combinação dos Christoffel: os termos em H se juntam em 2JH, pela simetria de H.
\alpha, \beta, \gamma, \kappa, \lambda, \mu, \nu, \rho, \sigma, \tau = índices
\delta = kronecker
g = métrica
J = tensor(1, 1)
K = tensor(1, 1)
H = tensor(1, 2)
Q = tensor(0, 3)
P = tensor(0, 3)
k = tensor(2, 0, simétrico)
S = tensor(1, 2)
G = tensor(1, 2)
H^\alpha{}_{\mu\nu} = H^\alpha{}_{\nu\mu}
k^{\mu\nu} = K^\mu{}_\alpha K^\nu{}_\beta g^{\alpha\beta}
P_{\lambda\mu\nu} = H^\alpha{}_{\lambda\mu} J^\beta{}_\nu g_{\alpha\beta} + J^\alpha{}_\mu H^\beta{}_{\lambda\nu} g_{\alpha\beta} + J^\sigma{}_\lambda J^\alpha{}_\mu J^\beta{}_\nu Q_{\sigma\alpha\beta}
S^\mu{}_{\nu\rho} = \frac{1}{2} k^{\mu\kappa} (P_{\nu\kappa\rho} + P_{\rho\kappa\nu} - P_{\kappa\nu\rho})
G^\tau{}_{\lambda\sigma} = \frac{1}{2} g^{\tau\kappa} (Q_{\lambda\kappa\sigma} + Q_{\sigma\kappa\lambda} - Q_{\kappa\lambda\sigma})
J^\alpha{}_\mu K^\mu{}_\beta = \delta^\alpha_\beta
k^{\mu\kappa} J^\alpha{}_\kappa g_{\alpha\beta} = K^\mu{}_\beta
provar(eq7, eq2, eq6)
provado a partir de eq2, eq6
g′−1 contraído com J e g é K.
\alpha, \beta, \gamma, \kappa, \lambda, \mu, \nu, \rho, \sigma, \tau = índices
\delta = kronecker
g = métrica
J = tensor(1, 1)
K = tensor(1, 1)
H = tensor(1, 2)
Q = tensor(0, 3)
P = tensor(0, 3)
k = tensor(2, 0, simétrico)
S = tensor(1, 2)
G = tensor(1, 2)
H^\alpha{}_{\mu\nu} = H^\alpha{}_{\nu\mu}
k^{\mu\nu} = K^\mu{}_\alpha K^\nu{}_\beta g^{\alpha\beta}
P_{\lambda\mu\nu} = H^\alpha{}_{\lambda\mu} J^\beta{}_\nu g_{\alpha\beta} + J^\alpha{}_\mu H^\beta{}_{\lambda\nu} g_{\alpha\beta} + J^\sigma{}_\lambda J^\alpha{}_\mu J^\beta{}_\nu Q_{\sigma\alpha\beta}
S^\mu{}_{\nu\rho} = \frac{1}{2} k^{\mu\kappa} (P_{\nu\kappa\rho} + P_{\rho\kappa\nu} - P_{\kappa\nu\rho})
G^\tau{}_{\lambda\sigma} = \frac{1}{2} g^{\tau\kappa} (Q_{\lambda\kappa\sigma} + Q_{\sigma\kappa\lambda} - Q_{\kappa\lambda\sigma})
J^\alpha{}_\mu K^\mu{}_\beta = \delta^\alpha_\beta
P_{\nu\kappa\rho} + P_{\rho\kappa\nu} - P_{\kappa\nu\rho} = 2 J^\alpha{}_\kappa H^\beta{}_{\nu\rho} g_{\alpha\beta} + J^\lambda{}_\nu J^\alpha{}_\kappa J^\sigma{}_\rho (Q_{\lambda\alpha\sigma} + Q_{\sigma\alpha\lambda} - Q_{\alpha\lambda\sigma})
k^{\mu\kappa} J^\alpha{}_\kappa g_{\alpha\beta} = K^\mu{}_\beta
S^\mu{}_{\nu\rho} = K^\mu{}_\tau J^\lambda{}_\nu J^\sigma{}_\rho G^\tau{}_{\lambda\sigma} + K^\mu{}_\alpha H^\alpha{}_{\nu\rho}
provar(eq9, eq4, eq5, eq7, eq8)
provado a partir de eq4, eq5, eq7, eq8
(a) na forma de Carroll: Γ′ = K J J Γ + K ∂²x/∂x′∂x′.
\alpha, \beta, \gamma, \mu, \nu, \rho = índices
J = tensor(1, 1)
K = tensor(1, 1)
H = tensor(1, 2)
L = tensor(1, 2)
M = tensor(1, 2)
L^\mu{}_{\nu\alpha} J^\alpha{}_\rho + K^\mu{}_\alpha H^\alpha{}_{\nu\rho} = 0
L^\mu{}_{\nu\alpha} = J^\beta{}_\nu M^\mu{}_{\beta\alpha}
K^\mu{}_\alpha H^\alpha{}_{\nu\rho} = - M^\mu{}_{\beta\gamma} J^\beta{}_\nu J^\gamma{}_\rho
provar(eq3, eq1, eq2)
provado a partir de eq1, eq2
M = ∂²x′/∂x∂x, e L = ∂′K: eq1 é ∂′(KJ) = ∂′δ = 0, eq2 a regra da cadeia. Com isto, o K H da forma acima é o −M J J do enunciado.
\alpha, \beta, \gamma, \kappa, \lambda, \mu, \nu, \rho, \sigma, \tau = índices
\delta = kronecker
J = tensor(1, 1)
K = tensor(1, 1)
H = tensor(1, 2)
L = tensor(1, 2)
S = tensor(1, 2)
G = tensor(1, 2)
A = tensor(1, 0)
U = tensor(1, 1)
T = tensor(1, 1)
L^\mu{}_{\nu\alpha} J^\alpha{}_\rho + K^\mu{}_\alpha H^\alpha{}_{\nu\rho} = 0
S^\mu{}_{\nu\rho} = K^\mu{}_\tau J^\lambda{}_\nu J^\sigma{}_\rho G^\tau{}_{\lambda\sigma} + K^\mu{}_\alpha H^\alpha{}_{\nu\rho}
T^\mu{}_\nu = L^\mu{}_{\nu\alpha} A^\alpha + K^\mu{}_\alpha J^\beta{}_\nu U^\alpha{}_\beta
J^\alpha{}_\mu K^\mu{}_\beta = \delta^\alpha_\beta
T^\mu{}_\nu + S^\mu{}_{\nu\rho} K^\rho{}_\gamma A^\gamma = K^\mu{}_\alpha J^\beta{}_\nu (U^\alpha{}_\beta + G^\alpha{}_{\beta\gamma} A^\gamma)
provar(eq5, eq1, eq2, eq3, eq4)
provado a partir de eq1, eq2, eq3, eq4
(b): U = ∂A, T = ∂′A′ com A′ = K A (Leibniz e cadeia, eq3); ∇′A′ = K J ∇A — o termo que não é tensor em Γ′ cancela o de ∂′A′.
4. As derivadas da métrica resolve
Enunciado 4 · Identidades da conexão: derivadas da métrica
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 3, questão 7, itens (a)–(c), p. 3 — ocw.mit.edu.
Prove as seguintes identidades da conexão:
(a) ∂λgμν = Γμνλ + Γνμλ.
(b) gμκ∂λgκν = −gκν∂λgμκ.
(c) ∂λgμν = −Γμλκgκν − Γνλκgκμ.
No Sucuri: tudo: (a), (b) e (c).
MIT 8.962, lista 3, #7: com a conexão de Levi-Civita, (a)
∂λgμν = Γμνλ + Γνμλ; (b)
gμκ∂λgκν = −gκν∂λgμκ;
(c) ∂λgμν = −Γμλκgκν − Γνλκgκμ.
expandir(eq, g) escreve também cada Γ pela métrica,
½gαδ(∂g + ∂g − ∂g) — o que só vale para Levi-Civita, e só se
faz com ela declarada.
\mu, \nu, \lambda, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\partial_\lambda g_{\mu\nu} = g_{\mu\sigma} \Gamma^\sigma{}_{\nu\lambda} + g_{\nu\sigma} \Gamma^\sigma{}_{\mu\lambda}
expandir(eq2, g)
True
\mu, \nu, \lambda, \kappa = índices
g = métrica
g_{\mu\kappa} \partial_\lambda g^{\kappa\nu} = -g^{\kappa\nu} \partial_\lambda g_{\mu\kappa}
simplificar(eq1)
True
∂λgμν = −gμαgνβ∂λgαβ
não é hipótese: é o que “inversa” quer dizer, e o simplificar
a aplica sempre que há métrica declarada.
\mu, \nu, \lambda, \kappa = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\partial_\lambda g^{\mu\nu} = -\Gamma^\mu{}_{\lambda\kappa} g^{\kappa\nu} - \Gamma^\nu{}_{\lambda\kappa} g^{\kappa\mu}
expandir(eq2, g)
True
17. A derivada de Lie em componentes resolve
Enunciado 17 · Derivada de Lie de um covetor e da métrica
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §5.3 “Lie derivative”, “Exercises (examples sheet 2)” 1 e 2, eqs. (5.18)–(5.21), pp. 55–56 (o mesmo conteúdo está em D. Tong, Example Sheet 1, Q5, e Example Sheet 2, Q7) — damtp.cam.ac.uk.
(1) Deduza a fórmula da derivada de Lie de um campo covetorial ωa numa base coordenada:
(LXω)μ = Xν∂νωμ + ων∂μXν. (5.18)
Mostre que isto pode ser escrito na forma independente de base
(LXω)a = Xb∇bωa + ωb∇aXb, (5.19)
onde ∇ é qualquer conexão livre de torção.
(2) Mostre que a derivada de Lie de um campo tensorial gab do tipo (0, 2), numa base coordenada, é
(LXg)μν = Xρ∂ρgμν + gμρ∂νXρ + gρν∂μXρ, (5.20)
e que isto pode ser escrito na forma independente de base
(LXg)ab = ∇aXb + ∇bXa, (5.21)
onde ∇ é a conexão de Levi-Civita.
Note que não podemos usar índices abstratos em (5.18) e (5.20), pois elas só valem numa base coordenada.
No Sucuri: tudo: (1) e (2): as formas com ∇ no lugar de ∂.
Reall §5.3: (ℒXω)μ = Xν∂νωμ + ων∂μXν pode ser escrita com ∇ no lugar de ∂ se a conexão não tem torção; e (ℒXg)μν = ∇μXν + ∇νXμ.
\mu, \nu, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
X = tensor(1, 0)
W = tensor(0, 1)
\nabla = levi-civita
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
X^\nu \partial_\nu W_\mu + W_\nu \partial_\mu X^\nu = X^\nu \nabla_\nu W_\mu + W_\nu \nabla_\mu X^\nu
expandir(eq2)
True
sem \nabla = levi-civita, Γ não é simétrico, os
termos de Γ não se cancelam, e a resposta não é True — que é
a hipótese do exercício, dita.
\mu, \nu, \rho, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
X = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
X^\rho \partial_\rho g_{\mu\nu} + g_{\mu\rho} \partial_\nu X^\rho + g_{\rho\nu} \partial_\mu X^\rho = g_{\nu\rho} \nabla_\mu X^\rho + g_{\mu\rho} \nabla_\nu X^\rho
expandir(eq2, g)
True
65. Christoffel de métricas conformes em parte
Enunciado 65 · Métricas conformes e a teoria de Nordstrøm
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 1 (Cambridge, 2026), questão 8, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
Duas métricas gαβ e ĝαβ são conformemente relacionadas se ĝαβ = Ω2gαβ para alguma função escalar Ω. Mostre que seus símbolos de Christoffel Γαβγ e Γ̂αβγ estão relacionados por
Γ̂αβγ = Γαβγ + Ω−1(δαβΩ,γ + δαγΩ,β − gαδgβγΩ,δ).
Na teoria da gravitação de Nordstrøm, a métrica é dada por gαβ = e2φηαβ, onde φ é uma função escalar da posição e ηαβ é a métrica de Minkowski. Calcule a equação de uma geodésica na teoria de Nordstrøm e use o resultado para mostrar que TαTβgαβ é constante ao longo de uma geodésica, onde Tα é o vetor tangente correspondente a um parâmetro afim.
Usando os resultados da questão 5, mostre que uma geodésica nula é também uma geodésica nula no espaço-tempo de Minkowski e deduza daí que os raios de luz não sofrem deflexão gravitacional.
Mostre que, para qualquer geodésica tipo tempo, com um parâmetro μ convenientemente escolhido,
d2xα/dμ2 = −ηαγψ,γ
para alguma função ψ.
[A vírgula denota derivação em relação a uma coordenada, por exemplo φ,α = ∂αφ, e os símbolos de Christoffel são definidos por Γαβγ = ½ gαμ(gβμ,γ + gμγ,β − gβγ,μ).]
No Sucuri, em parte: a relação entre os Christoffel; a teoria de Nordstrøm, não.
Evans, Part II GR, folha 1, Q8: se ĝ = Ω²g, então Γ̂αβγ = Γαβγ + Ω−1(δαβ∂γΩ + δαγ∂βΩ − gασgβγ∂σΩ). O lado esquerdo é a fórmula de Levi-Civita escrita para ĝ; o direito, expandido pela métrica g.
\alpha, \beta, \gamma, \sigma, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\beta V^\alpha = \partial_\beta V^\alpha + \Gamma^\alpha{}_{\beta\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\frac{1}{2} \Omega^{-2} g^{\alpha\sigma} (\partial_\beta (\Omega^2 g_{\sigma\gamma}) + \partial_\gamma (\Omega^2 g_{\sigma\beta}) - \partial_\sigma (\Omega^2 g_{\beta\gamma})) = \Gamma^\alpha{}_{\beta\gamma} + \Omega^{-1} (g^\alpha{}_\beta \partial_\gamma \Omega + g^\alpha{}_\gamma \partial_\beta \Omega - g^{\alpha\sigma} g_{\beta\gamma} \partial_\sigma \Omega)
expandir(eq2, g)
True
gαβ é a delta: com métrica declarada, o Sucuri a lê assim.
5, 64 e 66. O determinante da métrica resolve (5, 66) em parte (64)
Enunciado 5 · Divergências covariantes e d'Alembertiano em base coordenada
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 3, questão 7, itens (d)–(f), p. 3 — ocw.mit.edu.
(Continuação da questão 7: “Prove as seguintes identidades da conexão”.) Os três itens seguintes dependem de uma identidade que será provada em aula. A quantidade g é o determinante da métrica gμν.
(d) ∇νAμν = |g|−1/2∂ν(|g|1/2Aμν) − ΓλνμAλν numa base coordenada.
(e) ∇νFμν = |g|−1/2∂ν(|g|1/2Fμν) numa base coordenada, se Fμν for antissimétrico.
(f) □S ≡ gμν∇μ∇νS = |g|−1/2∂μ(|g|1/2gμν∂νS) numa base coordenada. (S é uma função escalar.)
No Sucuri: tudo: (d), (e) e (f); e a divergência de um vetor, que é o caso particular.
Enunciado 64 · Variação do determinante e contração dos símbolos de Christoffel
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, 2026), questão 10, itens (i)–(iv), p. 3 — damtp.cam.ac.uk.
(i) Seja M uma matriz inversível. Mostre que, sob uma pequena variação δM, a variação correspondente do determinante é, em primeira ordem, δ(det M) = (det M) tr(M−1δM). [Dica: se as entradas de uma matriz A são pequenas, então, em primeira ordem, det(I + A) = 1 + tr A, onde I é a matriz identidade.]
(ii) Seja gαβ uma métrica de assinatura lorentziana e seja g = det(gαβ). Use o resultado de (i) para mostrar que
Γαββ = (1/2g) ∂g/∂xα = (1/√−g) ∂(√−g)/∂xα,
onde Γαγβ é a conexão de Levi-Civita. (Note que g < 0 para uma métrica de assinatura lorentziana.)
(iii) Uma densidade tensorial de peso q é uma quantidade que se transforma como um tensor sob uma mudança de coordenadas de {xμ} para {x̃α}, mas com um fator adicional Δq, onde Δ = det(∂xμ/∂x̃α) é o jacobiano. Mostre que g se transforma como uma densidade escalar de peso 2.
(iv) Para ψ uma densidade escalar de peso q, a derivada covariante é definida por
∇αψ = ∂ψ/∂xα − q Γαββ ψ.
Mostre que ∇αψ é uma densidade covetorial de peso q.
No Sucuri, em parte: o item (ii); (i) é a fórmula de Jacobi, que no Sucuri é a declaração de det g; (iii) e (iv), densidades, não.
Enunciado 66 · Equações de Maxwell com √−g
G. 't Hooft, Introduction to General Relativity (Utrecht, 2013), cap. 10 “Electromagnetism”, exercício após a eq. (10.12), eqs. (10.13)–(10.14), p. 45 — webspace.science.uu.nl.
[Contexto: variando Aμ, a equação de Maxwell inomogênea torna-se DμFμν = gαβDαFβν = −Jν (10.12), recebendo assim uma contribuição do campo gravitacional Γλμν e do potencial gαβ.]
Exercício: mostre que a eq. (10.12) pode também ser escrita como
∂μ(√−g Fμν) = −√−g Jν, (10.13)
e que
∂μ(√−g Jμ) = 0. (10.14)
Assim, √−g Jμ é a verdadeira corrente conservada, e a eq. (10.13) implica que √−g atua como a constante dielétrica do vácuo.
No Sucuri: tudo: (10.13), pela identidade ∇μFμν = (−g)−1/2∂μ(√−g Fμν), e (10.14): ∂ν do lado esquerdo de (10.13) é identicamente zero.
MIT 8.962, lista 3, #7(d)–(f): ∇νAμν = |g|−1/2∂ν(|g|1/2Aμν)
− ΓλνμAλν, a versão com F antissimétrico e o
d'alembertiano; o caso mais simples é a divergência de um vetor.
Evans, folha 3, Q10: Γβαβ = ∂α ln √−g.
't Hooft, (10.13)–(10.14): com F antissimétrico,
∇μFμν = (−g)−1/2∂μ(√−g Fμν).
Os livros escrevem g, sem índice, para det gμν; o Sucuri só o lê
assim declarado — g = det(g) —, e sem a declaração recusa. Daí,
∂g = g gμν∂gμν (a fórmula de Jacobi), e o sinal de g vem
da assinatura.
\mu, \nu, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
g = det(g)
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\mu V^\mu = \frac{1}{\sqrt{|g|}} \partial_\mu (\sqrt{|g|} V^\mu)
expandir(eq2, g)
True
sem a assinatura, g é só real e não nulo, e |g| fica |g| — o que basta. Com −g no lugar de √|g|, não sai.
\mu, \nu, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
A = tensor(1, 1)
\nabla = levi-civita
g = métrica
g = det(g)
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\nu A^\nu{}_\mu = \frac{1}{\sqrt{|g|}} \partial_\nu (\sqrt{|g|} A^\nu{}_\mu) - \Gamma^\lambda{}_{\nu\mu} A^\nu{}_\lambda
expandir(eq2, g)
True
o item (d) da lista; sem o termo de Γ, não sai. O (f), gμν∇μ∇νS, também sai.
\alpha, \beta, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica(-,+,+,+)
g = det(g)
\nabla_\alpha V^\beta = \partial_\alpha V^\beta + \Gamma^\beta{}_{\alpha\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\Gamma^\beta{}_{\alpha\beta} = \partial_\alpha (\ln \sqrt{-g})
expandir(eq2, g)
True
\mu, \nu, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
F = tensor(2, 0, antissimétrico)
\nabla = levi-civita
g = métrica(-,+,+,+)
g = det(g)
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\mu F^{\mu\nu} = (-g)^{-1/2} \partial_\mu (\sqrt{-g} F^{\mu\nu})
expandir(eq2, g)
True
o termo ΓνμλFμλ some porque Γ
é simétrico e F não: sem antissimétrico, não sai.
\mu, \nu = índices
F = tensor(2, 0, antissimétrico)
g = métrica
g = det(g)
\partial_\nu \partial_\mu (\sqrt{-g} F^{\mu\nu})
simplificar(eq1)
0
66, (10.14): ∂ν aplicado aos dois lados de (10.13) zera o esquerdo — ∂∂ simétrico contra F antissimétrico —, e fica ∂ν(√−g Jν) = 0.
10. A identidade de Bianchi contraída resolve
Enunciado 10 · Identidade de Bianchi contraída
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 4, p. 1 — davidtong.org.
O tensor de Riemann construído a partir da conexão de Levi-Civita obedece à identidade de Bianchi Rμν[ρσ;λ] = 0. Use esse fato para deduzir a identidade de Bianchi contraída Gμν;μ = 0, onde Gμν = Rμν − ½ R gμν é o tensor de Einstein.
No Sucuri: tudo: a identidade contraída, a partir da segunda identidade de Bianchi.
Tong, GR, folha 2, Q4: da segunda identidade de Bianchi, ∇[λRρσ]μν = 0, deduza ∇μGμν = 0. A busca contrai a hipótese duas vezes com a métrica — os traços que o livro faz à mão.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
\nabla_\lambda R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} + \nabla_\mu R^\rho{}_{\sigma\nu\lambda} + \nabla_\nu R^\rho{}_{\sigma\lambda\mu} = 0
\nabla^\mu (R_{\mu\nu} - \frac{1}{2} g_{\mu\nu} R) = 0
provar(eq4, eq3)
contraídos
com ∇μRμν = ∇νR — sem o ½ — não sai.
14 e 68. Killing de segunda ordem resolve (14, 68)
Enunciado 14 · Segunda derivada de um vetor de Killing e vetores de Killing de Minkowski
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 3 (2019), questão 6, p. 2 — davidtong.org.
Mostre que um campo vetorial de Killing Kμ satisfaz a equação
∇μ∇νKρ = Rρνμσ Kσ
[Dica: use a identidade Rρ[μνσ] = 0.]
Deduza que, no espaço-tempo de Minkowski, as componentes dos covetores de Killing são funções lineares das coordenadas.
No Sucuri: tudo: a identidade, e, em Minkowski, ∂∂K = 0: K linear nas coordenadas.
Enunciado 68 · Equação de segunda ordem para covetores de Killing; os 10 vetores de Killing de Minkowski
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, 2026), questão 6, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
Seja ξα um campo covetorial de Killing, satisfazendo ξα;β + ξβ;α = 0 (veja a questão 5 da Lista 2). Use a identidade de Ricci e Rα[βγδ] = 0 para mostrar que
ξα;βγ = −Rδγαβ ξδ .
No caso do espaço de Minkowski, integre essa equação duas vezes e deduza que existem 10 vetores de Killing independentes.
No Sucuri: tudo: a identidade, na escrita de Evans, e os 10 campos de Killing de Minkowski.
Tong, folha 3, Q6: um campo de Killing satisfaz
∇μ∇νKρ = RρνμσKσ;
a dica é Rρ[μνσ] = 0. Evans, folha 3, Q6: o mesmo, na
escrita de ponto e vírgula, ξα;βγ = −Rδγαβξδ.
A primeira identidade de Bianchi é teorema da torção nula: com
\nabla = levi-civita ela entra sem ser hipótese, e a prova diz
quando a usou.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
K = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
\nabla_\mu K_\nu + \nabla_\nu K_\mu = 0
\nabla_\mu \nabla_\nu K^\rho = R^\rho{}_{\nu\mu\sigma} K^\sigma
provar(eq3, eq2)
Bianchi (teorema, da torção nula)
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
K = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
\nabla_\mu K_\nu + \nabla_\nu K_\mu = 0
\nabla_\gamma \nabla_\beta K_\alpha = -R^\delta{}_{\gamma\alpha\beta} K_\delta
provar(eq3, eq2)
Bianchi (teorema, da torção nula)
com o sinal trocado, não sai. O resto dos dois exercícios — integrar em Minkowski e contar os 10 campos de Killing — não: é integrar e contar.
Em Minkowski, R = 0, e a mesma busca prova ∇μ∇νKρ = 0
a partir da equação de Killing. Numa carta inercial ∇ = ∂, e
∂μ∂νKρ = 0 quer dizer K linear nas coordenadas — o
que Tong pede. Integrar duas vezes, como pede Evans, é resolver a equação de
Killing entre os campos lineares: killing(g, 1) acha todos.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
K = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
\nabla_\mu K_\nu + \nabla_\nu K_\mu = 0
R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} = 0
\nabla_\mu \nabla_\nu K^\rho = 0
provar(eq4, eq2, eq3)
provado a partir de eq2, eq3
x = coordenadas(t, x, y, z)
g = métrica(-1, 1, 1, 1)
killing(g, 1)
10
quatro translações, três rotações e três boosts: os 10 campos de Killing de Minkowski. Com killing(g, 2), continuam 10 — os termos quadráticos, a equação de Killing os zera.
69. |∇φ|² + R constante resolve
Enunciado 69 · Campo escalar com ∇∇φ = Ricci
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, 2026), questão 4, p. 1 — damtp.cam.ac.uk.
Seja φ um campo escalar num espaço-tempo curvo tal que
∇α∇βφ = Rαβ,
onde Rαβ é o tensor de Ricci. Mostre que
∇α(∇β∇βφ) = −2Rαβ∇βφ
e deduza daí que ∇αφ∇αφ + R é constante.
[Dica: use a identidade de Ricci e a identidade de Bianchi contraída, ∇βRαβ = ½∇αR.]
No Sucuri: tudo: a conclusão, com a Bianchi contraída como hipótese, como na dica.
Evans, folha 3, Q4: se ∇α∇βφ = Rαβ, então ∇αφ∇αφ + R é constante. A prova do livro usa a Bianchi contraída — que é o exercício 10, e entra aqui como hipótese: uma prova de cima vira lema da de baixo.
\alpha, \beta, \gamma, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
\nabla^\mu R_{\mu\nu} = \frac{1}{2} \nabla_\nu R
\nabla_\alpha \nabla_\beta \phi = R_{\alpha\beta}
\nabla_\gamma (\nabla^\alpha \phi \nabla_\alpha \phi + R) = 0
provar(eq5, eq3, eq4)
provado a partir de eq3, eq4
o passo que decide é ∇μ∇μ∇νφ = ∇ν∇μ∇μφ + Rνμ∇μφ — o comutador, que a forma canônica já sabe — e o traço da hipótese. Com |∇φ|² − R, não sai.
6. Derivadas segundas de uma função resolve
Enunciado 6 · Torção e comutador de derivadas covariantes de uma função
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 2, p. 1 — davidtong.org.
Seja ∇ uma conexão que não é livre de torção. Seja T(X, Y) = ∇XY − ∇YX − [X, Y], onde X e Y são campos vetoriais. Mostre que isto define um campo tensorial T do tipo (1, 2). Ele é chamado de tensor de torção. Mostre que, para qualquer função f,
2∇[μ∇ν] f = −Tρμν ∇ρ f.
No Sucuri: tudo: a identidade, com a torção escrita numa carta, Tρμν = Γρμν − Γρνμ; que T é tensor sai sem índice (enunciado 21).
Tong, folha 2, Q2: com torção, 2∇[μ∇ν]f =
−Tρμν∇ρf; sem torção, as derivadas comutam.
Numa carta, a torção é Tρμν = Γρμν −
Γρνμ — e com Γ declarado pela sua definição, sem
Levi-Civita, expandir mostra a identidade.
\mu, \nu, \rho, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla_\mu V^\nu = \partial_\mu V^\nu + \Gamma^\nu{}_{\mu\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\mu \nabla_\nu f - \nabla_\nu \nabla_\mu f = -(\Gamma^\rho{}_{\mu\nu} - \Gamma^\rho{}_{\nu\mu}) \nabla_\rho f
expandir(eq2)
True
\mu, \nu = índices
\nabla = levi-civita
\nabla_\mu \nabla_\nu f - \nabla_\nu \nabla_\mu f
simplificar(eq1)
0
sem \nabla = levi-civita, a mesma diferença
não zera: o Sucuri não supõe torção nula.
7 e 8. A identidade de Ricci resolve (7, 8)
Enunciado 7 · Identidade de Ricci
H. S. Reall, Part 3 General Relativity (2022), §4.2 “The Riemann tensor”, exercício com a eq. (4.8), p. 42 — damtp.cam.ac.uk.
Contexto: vimos antes que, com torção nula, as derivadas covariantes segundas de uma função comutam. O mesmo não vale para derivadas covariantes de campos tensoriais; a falha de comutação provém do tensor de Riemann.
Exercício. Seja ∇ uma conexão sem torção. Prove a identidade de Ricci:
∇c∇dZa − ∇d∇cZa = Rabcd Zb (4.8)
Dica: mostre que a equação é verdadeira quando multiplicada por campos vetoriais arbitrários Xc e Yd.
No Sucuri: tudo: a identidade (4.8), a partir das componentes (4.6) do Riemann, com a conexão sem torção.
Enunciado 8 · Identidade de Ricci para uma 1-forma
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 3, p. 1 — davidtong.org.
Seja ∇ uma conexão livre de torção. Deduza o análogo da identidade de Ricci para uma 1-forma ω:
2∇[μ∇ν] ωρ = −Rσρμν ωσ.
No Sucuri: tudo: a identidade na 1-forma, a partir da definição do Riemann num vetor.
Reall §4.2, eq. (4.8), pede provar a identidade de Ricci num vetor,
∇c∇dZa − ∇d∇cZa =
RabcdZb; Tong, folha 2, Q3, o análogo numa
1-forma. No Sucuri, a identidade no vetor é a definição do Riemann —
é dela que riemann(eq) lê o sinal e a ordem dos slots, porque os
livros não concordam. Dela, a da 1-forma sai:
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
W = tensor(0, 1)
\nabla = levi-civita
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
\nabla_\mu \nabla_\nu W_\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu W_\rho
simplificar(eq2)
-R(L_0, -rho, -mu, -nu)*W(-L_0)
2∇[μ∇ν]ωρ =
−Rσρμνωσ, a resposta de Tong. A ligação
entre a identidade (7) e a definição sem índice R(X,Y)Z aparece em
indices, no manual.
Reall define o Riemann por R(X, Y)Z e deduz as suas componentes numa base
coordenada, (4.6). Com Γ declarado na convenção dele — o índice da derivada por
último — e a conexão sem torção, expandir abre os dois lados:
\mu, \nu, \rho, \sigma, \tau = índices
V = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
\nabla_\rho V^\mu = \partial_\rho V^\mu + \Gamma^\mu{}_{\nu\rho} V^\nu
\Gamma = christoffel(eq1)
\nabla_\rho \nabla_\sigma Z^\mu - \nabla_\sigma \nabla_\rho Z^\mu = (\partial_\rho \Gamma^\mu{}_{\nu\sigma} - \partial_\sigma \Gamma^\mu{}_{\nu\rho} + \Gamma^\tau{}_{\nu\sigma} \Gamma^\mu{}_{\tau\rho} - \Gamma^\tau{}_{\nu\rho} \Gamma^\mu{}_{\tau\sigma}) Z^\nu
expandir(eq2)
True
sem \nabla = levi-civita sobram os termos de torção; com o sinal do Riemann trocado, não sai.
9. A simetria de troca de pares do Riemann resolve
Enunciado 9 · Simetria de troca de pares do tensor de Riemann
S. M. Carroll, Lecture Notes on General Relativity (1997), cap. 3 “Curvature”, parágrafo logo após a eq. (3.81), p. 79 — arxiv.org.
Esta última propriedade equivale ao anulamento da parte antissimétrica nos três últimos índices:
Rρ[σμν] = 0. (3.81)
Todas essas propriedades foram deduzidas num sistema de coordenadas especial, mas são todas equações tensoriais e, portanto, valem em quaisquer coordenadas. Nem todas são independentes: com algum esforço, você pode mostrar que (3.64), (3.78) e (3.81), juntas, implicam (3.79). A interdependência lógica das equações costuma ser menos importante do que o simples fato de que elas são verdadeiras.
[Referências do texto: (3.64) Rρσμν = −Rρσνμ; (3.78) Rρσμν = −Rσρμν; (3.79) Rρσμν = Rμνρσ; (3.80) Rρσμν + Rρμνσ + Rρνσμ = 0.]
No Sucuri: tudo: a troca de pares, reescrita sem índice, com as três propriedades como hipóteses.
Carroll, cap. 3, após a eq. (3.81): as antissimetrias nos dois pares e a identidade cíclica implicam Rρσμν = Rμνρσ. Enunciado em índices; resolvido sem índice, com o (0,4) avaliado nos vetores e as três propriedades como hipóteses gerais:
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
W = tensor(1, 0)
Q = tensor(0, 4)
\forall A, B, C, D: Q(A,B,C,D) = -Q(B,A,C,D)
\forall A, B, C, D: Q(A,B,C,D) = -Q(A,B,D,C)
\forall A, B, C, D: Q(A,B,C,D) + Q(A,C,D,B) + Q(A,D,B,C) = 0
Q(X,Y,Z,W) = Q(Z,W,X,Y)
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
Q foi declarado sem simetria nenhuma — senão a troca de pares estaria embutida, e não haveria o que provar. A tabela da resposta lista as instâncias usadas: quatro da identidade cíclica, como na prova de livro, e as antissimetrias que as alinham.
11. O Riemann a partir da sua parte simétrica resolve
Enunciado 11 · Riemann a partir de sua parte simetrizada
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §4.5 “Geodesic deviation”, exercício com a eq. (4.25), p. 47 (as simetrias usadas são as eqs. (4.16)–(4.17) do §4.4, p. 45) — damtp.cam.ac.uk.
[…] Portanto, medindo o lado esquerdo acima [da equação do desvio geodésico (4.24)], podemos determinar Ra(bc)d. A partir disso podemos determinar Rabcd:
Exercício. Mostre que, para uma conexão livre de torção,
Rabcd = ⅔ (Ra(bc)d − Ra(bd)c). (4.25)
[Simetrias disponíveis no texto: (4.16) Rab(cd) = 0 e, para conexão livre de torção, (4.17) Ra[bcd] = 0.]
No Sucuri: tudo: (4.25), reescrita sem índice.
Reall §4.5, eq. (4.25): sem torção, Rabcd = ⅔(Ra(bc)d − Ra(bd)c), usando Rab(cd) = 0 e Ra[bcd] = 0. Também reescrito sem índice:
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
W = tensor(1, 0)
Q = tensor(0, 4)
\forall A, B, C, D: Q(A,B,C,D) = -Q(A,B,D,C)
\forall A, B, C, D: Q(A,B,C,D) + Q(A,C,D,B) + Q(A,D,B,C) = 0
Q(W,X,Y,Z) = \frac{1}{3} \cdot (Q(W,X,Y,Z) + Q(W,Y,X,Z) - Q(W,X,Z,Y) - Q(W,Z,X,Y))
provar(eq3, eq1, eq2)
provado a partir de eq1, eq2
⅔ vezes a diferença das partes simetrizadas é ⅓ vezes a
soma de quatro termos. O \cdot antes do parêntese não é
enfeite: sem ele, \frac{1}{3} (…) é o mesmo que escrever
f(…), e o Sucuri perguntaria.
59. Identidades vetoriais em índices resolve
Enunciado 59 · Identidades vetoriais em notação de índices
R. E. Hunt, Vector Calculus: Example Sheet 1 (Part IA, Cambridge, Lent 2026), questão 3, p. 1 — damtp.cam.ac.uk.
Use notação de índices para mostrar que, para campos vetoriais u(x) e v(x),
∇ × (u × v) = (∇ · v)u − (∇ · u)v + (v · ∇)u − (u · ∇)v
e
(u · ∇)u = ∇(½|u|²) − u × (∇ × u).
No Sucuri: tudo: as duas identidades.
Hunt, Part IA Vector Calculus, folha 1, Q3: com ε e δ, mostre que ∇×(u×v) = (∇·v)u − (∇·u)v + (v·∇)u − (u·∇)v, e que (u·∇)u = ∇(½|u|²) − u×(∇×u). Em índices, com a métrica euclidiana e o Levi-Civita tensor — que em coordenadas cartesianas é o símbolo —, e com ∇, que nelas é ∂:
i, j, k, l, m = índices(3)
\delta = kronecker
g = métrica(euclidiana)
\epsilon = levi-civita(tensor)
\nabla = levi-civita
u = tensor(1, 0)
v = tensor(1, 0)
\epsilon^{ijk} \nabla_j (\epsilon_{klm} u^l v^m) = u^i \nabla_m v^m - v^i \nabla_l u^l + v^j \nabla_j u^i - u^j \nabla_j v^i
simplificar(eq1)
True
a derivada abre por Leibniz, ∇ε = 0 pela conexão declarada, e εε vira δδ − δδ. Tirando dois termos do lado direito, a mesma conta não fecha. Este exercício achou três defeitos (seção VI).
i, j, k, l, m = índices(3)
\delta = kronecker
g = métrica(cartesiana)
\epsilon = levi-civita(tensor)
u = tensor(1, 0)
u^j \partial_j u^i = \frac{1}{2} \partial^i (u_j u^j) - \epsilon^{ijk} u_j \epsilon_{klm} \partial^l u^m
simplificar(eq1)
True
com ∂, e não ∇, a carta importa: uj = gjkuk
está dentro da derivada, e ∂g só é zero numa carta cartesiana. Com
métrica(euclidiana), que diz só a assinatura, sobra um termo
de ∂g — e a resposta não é True. Antes, o Sucuri supunha
∂g = 0 calado (seção VI).
60. Decomposição de um tensor de posto 2 em parte
Enunciado 60 · Decomposição de um tensor de segunda ordem
R. E. Hunt, Vector Calculus: Example Sheet 4 (Part IA, Cambridge, Lent 2026), seção “Symmetries of Tensors”, questão 6, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
(i) Decompondo primeiro em partes simétrica e antissimétrica, mostre que um tensor arbitrário de segunda ordem Tij pode ser escrito na forma
Tij = α δij + εijk ωk + Dij
para algum escalar α, algum vetor ω e algum tensor simétrico de traço nulo Dij.
(ii) Seja u(x) um campo vetorial e seja Tij = ∂ui/∂xj. Mostre que α = ⅓ ∇ · u e ω = −½ ∇ × u. Encontre Dij (o “tensor de deformação desviador”) para o caso u(x) = (xy², yz², zx²).
* Verifique que (0, 0, 1) é um eixo principal de Dij no ponto x = (2, 3, 0) e encontre os demais.
No Sucuri, em parte: o item (i), pela parte antissimétrica; (ii), não.
Hunt, Part IA Vector Calculus, folha 4, Q6: todo Tij em 3D é αδij + εijkωk + Dij, com ωk = ½εabkTab e D simétrico de traço nulo. A parte que pede ε é a antissimétrica: T[ij] = ½εijkεabkTab.
i, j, k, a, b = índices(3)
\delta = kronecker
\epsilon = levi-civita(símbolo)
T = tensor(0, 2)
T_{ij} - \frac{1}{2} \epsilon_{ijk} \epsilon^{abk} T_{ab} - T_{(ij)}
simplificar(eq1)
0
51. Rotacional do gradiente, divergência do rotacional resolve
Enunciado 51 · d² = 0 em ℝ³: rot grad = 0 e div rot = 0
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 6 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 6(c) — mathematik.hu-berlin.de.
Contexto (preâmbulo do problema 6 e item (b)): dada uma forma de volume μ ∈ Ωn(M) numa n-variedade M, o divergente de X ∈ Vec(M) é a única função div(X) : M → ℝ tal que LXμ = div(X) μ. Em M = ℝ³, com μ = dx ∧ dy ∧ dz e X = Xx∂x + Xy∂y + Xz∂z, tem-se div(X) = ∂xXx + ∂yXy + ∂zXz, expressão às vezes denotada por ∇ · X.
(c) Lembre que, em ℝ³, o gradiente de uma função f : ℝ³ → ℝ é o campo vetorial
grad(f) = ∇f := (∂xf)∂x + (∂yf)∂y + (∂zf)∂z,
e o rotacional de um campo vetorial X = Xx∂x + Xy∂y + Xz∂z é o campo vetorial
rot(X) = ∇ × X := (∂yXz − ∂zXy)∂x + (∂zXx − ∂xXz)∂y + (∂xXy − ∂yXx)∂z.
Usando as relações dessas operações com as formas diferenciais e a derivada exterior, deduza de d² = 0 as fórmulas
∇ × (∇f) = 0 e ∇ · (∇ × X) = 0
para toda f ∈ C∞(ℝ³) e todo X ∈ Vec(ℝ³).
No Sucuri: tudo: rot grad = 0 e div rot = 0, com formas e com índices.
Wendl, Differential Geometry I (HU Berlim), lista 6, 6(c): as duas identidades saem de d² = 0 (seção IV). Em índices, saem de ∂ comutar contra o ε antissimétrico:
i, j, k = índices(3)
\epsilon = levi-civita(símbolo)
\epsilon^{ijk} \partial_j \partial_k f
simplificar(eq1)
0
i, j, k = índices(3)
\epsilon = levi-civita(símbolo)
X = tensor(0, 1)
\epsilon^{ijk} \partial_i \partial_j X_k
simplificar(eq1)
0
com o símbolo, ∂ε = 0: ele vale ±1 em toda carta.
63. O comutador num tensor de posto 2 resolve
Enunciado 63 · Identidade de Ricci para tensores de ordem 2
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, 2026), questão 1, itens (i)–(ii), p. 1 — damtp.cam.ac.uk.
A identidade de Ricci para um campo vetorial Vμ é ∇α∇βVμ − ∇β∇αVμ = RμναβVν.
(i) Deduza o resultado correspondente para um campo covetorial Wμ, considerando ∇α∇β(VμWμ) − ∇β∇α(VμWμ). Há uma maneira mais fácil de obter esse resultado?
(ii) [item correspondente ao exercício 63] Dados dois campos vetoriais Uμ e Vμ, calcule ∇α∇β(UμVν) − ∇β∇α(UμVν). Deduza que, para um campo tensorial arbitrário Tμν,
∇α∇βTμν − ∇β∇αTμν = RμσαβTσν + RνσαβTμσ.
Mostre então que ∇α∇βTαβ = ∇β∇αTαβ para qualquer campo tensorial Tαβ.
No Sucuri: tudo: (i) (enunciado 8) e (ii).
Evans, Part II GR, folha 3, Q1(ii): da identidade de Ricci num vetor, deduza [∇α,∇β]Tμν, e mostre que ∇α∇βTαβ = ∇β∇αTαβ. A segunda parte pede que o Ricci seja simétrico — teorema, das simetrias do Riemann, que com Levi-Civita e métrica declaradas o Sucuri usa.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \alpha, \beta = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
T = tensor(2, 0)
\nabla_\alpha \nabla_\beta T^{\mu\nu} - \nabla_\beta \nabla_\alpha T^{\mu\nu}
simplificar(eq2)
R(mu, L_0, -alpha, -beta)*T(-L_0, nu) + R(nu, L_0, -alpha, -beta)*T(mu, -L_0)
\mu, \nu, \rho, \sigma, \alpha, \beta = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
T = tensor(2, 0)
\nabla_\alpha \nabla_\beta T^{\alpha\beta} - \nabla_\beta \nabla_\alpha T^{\alpha\beta}
simplificar(eq2)
0
sem g = métrica, sobram dois Riemann contraídos:
a troca de pares Rρσμν = Rμνρσ e a antissimetria em
ρσ vêm de ∇g = 0, e sem métrica não se supõem.
13. O tensor de Weyl resolve
Enunciado 13 · O tensor de Weyl
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 9, p. 3 — davidtong.org.
Num espaço-tempo de dimensão d, defina o tensor
Cμνρσ = Rμνρσ + α(Rμρgνσ + Rνσgμρ − Rμσgνρ − Rνρgμσ) + βR(gμρgνσ − gμσgνρ),
onde α e β são constantes. Mostre que Cμνρσ tem as mesmas simetrias que Rμνρσ.
Quais valores de α e β dão Cμνμσ = 0? Determine-os. Com essa condição adicional, Cμνρσ é chamado de tensor de Weyl. Mostre que ele se anula se d = 2, 3.
Tomando d = 4, quantas componentes independentes têm Rμν e Cμνρσ? Mostre que, no vácuo,
∇μCμνρσ = 0.
O que o tensor de Weyl representa fisicamente?
No Sucuri: tudo: as simetrias, α e β, o Weyl nulo em d = 2, 3, as contagens em d = 4 e ∇μCμνρσ = 0 no vácuo; a pergunta física fica com o leitor.
Tong, GR, folha 2, Q9: em d dimensões, Cμνρσ =
Rμνρσ + α(Rμρgνσ + Rνσgμρ
− Rμσgνρ − Rνρgμσ) +
βR(gμρgνσ − gμσgνρ); que α e β
dão Cμνμσ = 0? Os livros escrevem o Riemann, o Ricci e
o escalar com a mesma letra, e qual par o Ricci contrai varia: R = ricci(eq2)
lê da definição. A dimensão pode ser uma letra, índices(d).
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices(d)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
a, b = constante
g^{\mu\rho} (R_{\mu\nu\rho\sigma} + a (R_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} + R_{\nu\sigma} g_{\mu\rho} - R_{\mu\sigma} g_{\nu\rho} - R_{\nu\rho} g_{\mu\sigma}) + b R (g_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} - g_{\mu\sigma} g_{\nu\rho}))
simplificar(eq3)
(R*a + R*b*d - R*b)*g(-nu, -sigma) + (a*d - 2*a + 1)*Ric(-nu, -sigma)
zerar os dois coeficientes dá α = −1/(d−2) e
β = 1/((d−1)(d−2)). Ric é R com dois índices: por dentro,
outra cabeça, porque um tensor tem um posto só.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices(d)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
g^{\mu\rho} (R_{\mu\nu\rho\sigma} - \frac{1}{d-2} (R_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} + R_{\nu\sigma} g_{\mu\rho} - R_{\mu\sigma} g_{\nu\rho} - R_{\nu\rho} g_{\mu\sigma}) + \frac{1}{(d-1)(d-2)} R (g_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} - g_{\mu\sigma} g_{\nu\rho}))
simplificar(eq3)
0
que C tem as simetrias do Riemann também sai.
Que o Weyl é zero em d = 2, 3, e quantas componentes ele tem em d = 4, é
contar: independentes(C, eq…) conta as componentes de um tensor
com as simetrias declaradas e as equações dadas. Zero quer dizer que só o
tensor nulo as tem.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices(3)
g = métrica
C = tensor(0, 4, riemann)
C_{\mu\nu\rho\sigma} + C_{\mu\rho\sigma\nu} + C_{\mu\sigma\nu\rho} = 0
C^\mu{}_{\nu\mu\sigma} = 0
independentes(C, eq1, eq2)
0
com índices(4), 10; e o Ricci, simétrico, 10
também.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \lambda = índices(4)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
\nabla_\lambda R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} + \nabla_\mu R^\rho{}_{\sigma\nu\lambda} + \nabla_\nu R^\rho{}_{\sigma\lambda\mu} = 0
R_{\mu\nu} = 0
\nabla^\mu (R_{\mu\nu\rho\sigma} - \frac{1}{2} (R_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} + R_{\nu\sigma} g_{\mu\rho} - R_{\mu\sigma} g_{\nu\rho} - R_{\nu\rho} g_{\mu\sigma}) + \frac{1}{6} R (g_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} - g_{\mu\sigma} g_{\nu\rho})) = 0
provar(eq5, eq3, eq4)
provado a partir de eq3, eq4
no vácuo, ∇μCμνρσ = 0. Sem Rμν = 0, não sai.
12. O Riemann em duas dimensões resolve
Enunciado 12 · Componentes independentes do Riemann; o caso bidimensional
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 8, p. 2 — davidtong.org.
Quantas componentes independentes o tensor de Riemann (da conexão de Levi-Civita) tem em duas, três e quatro dimensões? Mostre que, em duas dimensões,
Rμνρσ = ½ R (gμρgνσ − gμσgνρ).
Discuta as implicações para a relatividade geral em duas dimensões de espaço-tempo.
No Sucuri: tudo: as contagens (1, 6 e 20), a fórmula em 2D e, para a discussão, que Gμν ≡ 0 em 2D.
Tong, folha 2, Q8: quantas componentes independentes tem o Riemann em 2, 3 e 4 dimensões? Em 2, Rμνρσ = ½R(gμρgνσ − gμσgνρ); o que isso diz da relatividade em 2 dimensões? Com o Riemann declarado e Levi-Civita, a contagem usa as simetrias e a primeira identidade de Bianchi — 1, 6 e 20.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices(4)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
independentes(R)
20
A fórmula em 2D: em_componentes(eq) confere uma identidade
com o tensor mais geral que as declarações permitem — aqui, o Riemann com as
suas simetrias e Bianchi — e uma métrica qualquer, componente por
componente. Se vale para o mais geral, vale para todos.
\mu, \nu, \rho, \sigma = índices(2)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
R_{\mu\nu\rho\sigma} = \frac{1}{2} R (g_{\mu\rho} g_{\nu\sigma} - g_{\mu\sigma} g_{\nu\rho})
em_componentes(eq3)
True
sem o ½, ou em índices(3), sai
False. E a resposta à pergunta de Tong: em 2D,
Rμν − ½Rgμν = 0 com em_componentes também —
o tensor de Einstein é identicamente nulo, e a equação de Einstein não diz
nada.
61. Componentes de um tensor antissimétrico em parte
Enunciado 61 · Contando componentes de tensores antissimétricos
A. Guth, MIT 8.962 General Relativity (Spring 2018), Problem Set 4, Problem 1 (“Counting Tensors”), p. 1 — web.mit.edu.
Em aula deduzimos que, se Sμ1···μR é totalmente simétrico em seus índices e cada índice pode assumir D valores diferentes, então o número de componentes independentes é
N = (R + D − 1)! / [R! (D − 1)!].
Suponha que Aμ1···μR seja totalmente antissimétrico em seus índices, com cada índice podendo novamente assumir D valores diferentes. Quantas componentes independentes Aμ1···μR possui?
No Sucuri, em parte: a contagem dimensão a dimensão; a fórmula geral em R e D, não.
MIT 8.962 (2018), lista 4, P1: quantas componentes independentes tem um
tensor antissimétrico? n(n−1)/2 para dois índices, e, para p índices, o
binômio de n e p. independentes conta, dimensão a dimensão.
\mu, \nu = índices(4)
F = tensor(0, 2, antissimétrico)
independentes(F)
6
com tensor(0, 3, antissimétrico), 4; com
simétrico, 10.
62. Campos de Killing do espaço euclidiano resolve
Enunciado 62 · Campos de Killing de rotação no espaço euclidiano 3D
Y. Ali-Haïmoud, General Relativity (NYU, Fall 2019), Homework 6, Exercise 1, itens (v) e (vi) (com o preâmbulo que os precede), p. 1 — cosmo.nyu.edu.
Considere o espaço plano tridimensional, com coordenadas cartesianas x1, x2, x3, base coordenada associada {∂(i)}, i = 1, 2, 3, e elemento de linha dℓ² = δijdxidxj. Defina os três campos vetoriais V(i) ≡ εijkxj∂(k), em que εijk é o símbolo de Levi-Civita (totalmente antissimétrico, com ε123 = 1), e soma-se sobre índices repetidos mesmo que não estejam um em cima e outro embaixo.
(v) Mostre que esses três campos vetoriais são campos de Killing.
(vi) Mostre que eles satisfazem as relações de comutação [V(i), V(j)] = −εijkV(k).
No Sucuri: tudo: (v) e (vi).
NYU, lista 6, 1(v, vi): em ℝ³ com dℓ² = δijdxidxj,
os campos V(i) = εijkxj∂k são de
Killing, e [V(i), V(j)] = −εijkV(k).
As coordenadas entram com índice: x = coordenadas diz que
∂jxi = δij. A carta é cartesiana,
e isso é declaração: métrica(cartesiana).
i, j, k, l, m, n = índices(3)
\delta = kronecker
g = métrica(cartesiana)
\epsilon = levi-civita(tensor)
x = coordenadas
\partial_k (\epsilon_{ijl} x^j) + \partial_l (\epsilon_{ijk} x^j)
simplificar(eq1)
0
i, j, k, l, m, n = índices(3)
\delta = kronecker
g = métrica(cartesiana)
\epsilon = levi-civita(tensor)
x = coordenadas
\epsilon_{i m l} x^m \partial^l (\epsilon_{j n k} x^n) - \epsilon_{j m l} x^m \partial^l (\epsilon_{i n k} x^n) = -\epsilon_{i j m} \epsilon^m{}_{n k} x^n
simplificar(eq1)
True
o comutador [V,W]k = Vl∂lWk
− Wl∂lVk. Com o sinal trocado, não sai; com
métrica(euclidiana), que não diz a carta, sobra ∂ε.
71. O Riemann linearizado resolve
Enunciado 71 · Curvatura linearizada
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 4 (Cambridge, 2026), questão 10, item (i), p. 4 — damtp.cam.ac.uk.
(i) Um campo gravitacional fraco tem a métrica de espaço-tempo gαβ = ηαβ + εhαβ + O(ε2), onde ηαβ é a métrica de Minkowski e ε é pequeno. Mostre que
Rαβγδ = ½ε(hαδ,βγ + hβγ,αδ − hαγ,βδ − hβδ,αγ) + O(ε2).
Seja h = hγγ e defina h̄αβ = hαβ − ½h ηαβ. Verifique que hαβ = h̄αβ − ½h̄ ηαβ, onde h̄ = h̄γγ, e mostre que
Rαβ = ½ε(−□h̄αβ + h̄αγ,βγ + h̄βγ,αγ + ½ηαβ□h̄) + O(ε2),
onde □ = ηαβ∂α∂β. Qual é a equação de Einstein linearizada no vácuo para h̄αβ?
No Sucuri: tudo: o Riemann e o Ricci linearizados; a equação de vácuo é leitura do resultado.
Evans, folha 4, Q10(i): com gαβ = ηαβ + εhαβ +
O(ε²), Rαβγδ = ½ε(hαδ,βγ + hβγ,αδ −
hαγ,βδ − hβδ,αγ) + O(ε²), e o Ricci pelo h
traço-invertido. linearizar(eq, h) abre ∇ em Γ e Γ em ∂g, troca
g por η + εh — a inversa por η − εh — e corta em ordem ε. O η fica com o
nome da métrica, e é ele que sobe e desce os índices de h.
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \rho, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
h = tensor(0, 2, simétrico)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\alpha V^\beta = \partial_\alpha V^\beta + \Gamma^\beta{}_{\alpha\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
g_{\alpha\rho} (\nabla_\gamma \nabla_\delta V^\rho - \nabla_\delta \nabla_\gamma V^\rho) = \frac{\epsilon}{2} (\partial_\beta \partial_\gamma h_{\alpha\delta} + \partial_\alpha \partial_\delta h_{\beta\gamma} - \partial_\beta \partial_\delta h_{\alpha\gamma} - \partial_\alpha \partial_\gamma h_{\beta\delta}) V^\beta
linearizar(eq2, h)
True
o lado esquerdo é RαβγδVβ, pela definição do Riemann na convenção de Evans. Com um sinal trocado, não sai. O Ricci com h̄ também sai, e está nos testes.
67 e 70. A derivada exterior em componentes resolve (67) em parte (70)
Enunciado 67 · Identidade de Bianchi para F = dA e conservação do tensor de Maxwell
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, 2026), questão 5, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
O tensor de Maxwell Fαβ do campo eletromagnético no espaço-tempo curvo é dado, em termos de um potencial vetor Aα, por Fαβ = ∇αAβ − ∇βAα. Mostre que isso implica ∇[γFαβ] = 0. Mostre ainda que, se ∇βFαβ = 0, então o tensor energia-momento
Tαβ = FαγFβγ − ¼ gαβFγδFγδ
é conservado, isto é, ∇βTαβ = 0.
No Sucuri: tudo: ∇[γFαβ] = 0 para F = dA escrito com ∇, pela primeira identidade de Bianchi, e a conservação de Tαβ.
Enunciado 70 · Derivada exterior em coordenadas: caso de 1-formas e 2-formas
C. Wendl, Differential Geometry I (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), Problem Set 6, Problema 4(b) (pp. 2–3) — mathematik.hu-berlin.de.
4. Lembre que, se (x1, …, xn) : U → ℝn é uma carta definida num aberto de uma n-variedade M, qualquer k-forma ω ∈ Ωk(M) pode ser escrita em U como
ω = ωi1…ik dxi1 ⊗ … ⊗ dxik = (1/k!) ωi1…ik dxi1 ∧ … ∧ dxik = Σi1<…<ik ωi1…ik dxi1 ∧ … ∧ dxik,
onde as duas primeiras expressões usam a convenção de soma de Einstein e a terceira não. Aqui as funções componentes ωi1…ik : U → ℝ podem ser escritas em termos dos campos coordenados ∂1, …, ∂n como ωi1…ik = ω(∂i1, …, ∂ik). Para escrever uma fórmula em coordenadas para a derivada exterior, introduzimos a seguinte notação: dada uma coleção qualquer de funções Ti1…ik em U indexadas por i1, …, ik, defina
T[i1…ik] := (1/k!) Σσ∈Sk (−1)|σ| Tiσ(1)…iσ(k),
de modo que, por exemplo, se Ti1…ik são as componentes de um campo tensorial T, então Alt(T)i1,…,ik = T[i1…ik], e o produto exterior de α ∈ Ωk(M) e β ∈ Ωℓ(M) pode agora ser escrito em coordenadas como
(α ∧ β)i1…ikj1…jℓ = α[i1…ikβj1…jℓ].
(a) Prove que a derivada exterior d : Ωk(M) → Ωk+1(M) satisfaz (dω)i1…ik+1 = (k + 1) ∂[i1ωi2…ik+1].
(b) Mostre que, para λ ∈ Ω1(M) e ω ∈ Ω2(M), a fórmula acima se reduz a
(dλ)ij = ∂iλj − ∂jλi e (dω)ijk = ∂iωjk + ∂jωki + ∂kωij.
No Sucuri, em parte: a soma cíclica, pela antissimetrização explícita; ∂[iωjk] com a antissimetrização atravessando o índice da derivada ainda não se escreve.
Evans, folha 3, Q5: com F = dA, a identidade de Bianchi ∂[γFαβ] = 0 (a conservação do tensor de Maxwell, a segunda parte, pede hipóteses em índices). Wendl, lista 6, 4(b): para uma 2-forma, (dω)ijk é a soma cíclica — a antissimetrização explícita das seis permutações, com ω antissimétrico, dá os três termos.
\alpha, \beta, \gamma = índices
A = tensor(0, 1)
\partial_\gamma (\partial_\alpha A_\beta - \partial_\beta A_\alpha) + \partial_\alpha (\partial_\beta A_\gamma - \partial_\gamma A_\beta) + \partial_\beta (\partial_\gamma A_\alpha - \partial_\alpha A_\gamma)
simplificar(eq1)
0
i, j, k = índices
\omega = tensor(0, 2, antissimétrico)
\frac{1}{2} (\partial_i \omega_{jk} - \partial_i \omega_{kj} + \partial_j \omega_{ki} - \partial_j \omega_{ik} + \partial_k \omega_{ij} - \partial_k \omega_{ji}) - (\partial_i \omega_{jk} + \partial_j \omega_{ki} + \partial_k \omega_{ij})
simplificar(eq1)
0
a antissimetrização que atravessa o índice da derivada, ∂[iωjk], ainda não se escreve: os colchetes valem dentro de um fator só.
Com ∇, como Evans escreve Fαβ = ∇αAβ − ∇βAα,
a soma cíclica passa por comutadores — e sobra a soma cíclica do Riemann, que
só a primeira identidade de Bianchi fecha. provar a usa como
teorema; e a conservação do tensor energia-momento sai das duas hipóteses.
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
A = tensor(0, 1)
\nabla_\gamma (\nabla_\alpha A_\beta - \nabla_\beta A_\alpha) + \nabla_\alpha (\nabla_\beta A_\gamma - \nabla_\gamma A_\beta) + \nabla_\beta (\nabla_\gamma A_\alpha - \nabla_\alpha A_\gamma) = 0
provar(eq2)
Bianchi (teorema, da torção nula)
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
F = tensor(0, 2, antissimétrico)
\nabla_\beta F^{\alpha\beta} = 0
\nabla_\gamma F_{\alpha\beta} + \nabla_\alpha F_{\beta\gamma} + \nabla_\beta F_{\gamma\alpha} = 0
\nabla_\beta (F^\alpha{}_\gamma F^{\beta\gamma} - \frac{1}{4} g^{\alpha\beta} F_{\gamma\delta} F^{\gamma\delta}) = 0
provar(eq4, eq2, eq3)
provado a partir de eq2, eq3
sem a identidade de Bianchi, eq3, não sai.
II. Componentes numa carta
Aqui o Sucuri está em casa: com as coordenadas e a métrica diagonal
declaradas, christoffel, riemann,
ricci e escalar fazem o cálculo inteiro.
35 e 36. A esfera resolve (35) em parte (36)
Enunciado 35 · Esfera unitária: Christoffel, Ricci e escalar de Ricci
J. M. Cline, A Short Course in General Relativity (2026), cap. 7, §7.5 Problems, problema 7.2, p. 43 — arxiv.org.
(a) Calcule os símbolos de Christoffel não nulos para a métrica da esfera unitária, ds² = dθ² + sen²θ dϕ².
(b) Calcule o tensor de Ricci.
(c) Calcule o escalar de Ricci.
No Sucuri: tudo: (a), (b) e (c).
Enunciado 36 · Curvatura de uma esfera
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 5, questão 4 (“Curvature of a sphere”), itens (a)–(c), p. 3 — ocw.mit.edu.
(a) Calcule todas as componentes não nulas do tensor de Riemann Rijkl [(i, j, k, l) ∈ (θ, φ)] para a superfície de uma 2-esfera.
(b) Considere o transporte paralelo de um vetor tangente A = Aθ eθ + Aφ eφ sobre a esfera ao longo de um paralelogramo infinitesimal de lados eθ dθ e eφ dφ. Usando os resultados do item (a), mostre que, em primeira ordem em dΩ ≡ sen θ dθ dφ, o comprimento de A não se altera, mas sua direção gira de um ângulo igual a dΩ.
(c) Mostre que, se A for transportado paralelamente ao longo da fronteira de qualquer ângulo sólido Ω simplesmente conexo, sua direção gira de um ângulo Ω. (“Simplesmente conexo” é um termo topológico que significa que a fronteira da região pode ser encolhida até um ponto; ele garante que não há buracos na variedade nem outras patologias.) Compare com o resultado do Problema 3 (transporte paralelo ao longo do paralelo θ = θ0 na 2-esfera de raio a, ds² = a²(dθ² + sen²θ dφ²)).
No Sucuri, em parte: (a) o Riemann, e (b): δA = R(·)A dθ dφ é ortogonal a A e tem |δA| = sen θ |A| dθ dφ — uma rotação de dΩ; (c), para qualquer região, é somar as rotações infinitesimais, um argumento, e não conta.
Cline, problema 7.2 (esfera unitária: Christoffel, Ricci, R = 2); MIT 8.962, PS5 #4, com o exemplo resolvido de Carroll, eq. (3.105) (raio a: R = 2/a²).
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
ricci(g)
R_{{\phi}{\phi}}=sin(theta)**2
e Rθθ = 1, Γθφφ = −sen 2θ/2 = −sen θ cos θ, Γφθφ = cotg θ.
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(a^2, a^2 \sin^2\theta)
escalar(g)
2/a**2
a, b, c, d, e, f, h, k = índices(2)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
\nabla_a \nabla_b V^c - \nabla_b \nabla_a V^c = R^c{}_{dab} V^d
R = riemann(eq1)
A = campo()
R^a{}_{bcd} A^b
em_carta(eq2)
^{\theta}_{\theta}_{\phi}: A^phi(theta, phi)*sin(theta)**2
36(b): em volta do paralelogramo, δAa = RabθφAbdθdφ: δAθ = sen²θ Aφ, δAφ = −Aθ.
a, b, c, d, e, f, h, k = índices(2)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
\nabla_a \nabla_b V^c - \nabla_b \nabla_a V^c = R^c{}_{dab} V^d
R = riemann(eq1)
A = campo()
g_{ab} A^a R^b{}_{cef} A^c
em_carta(eq2)
0
δA ⟂ A: o comprimento não muda em primeira ordem.
a, b, c, d, e, f, h, k = índices(2)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
\nabla_a \nabla_b V^c - \nabla_b \nabla_a V^c = R^c{}_{dab} V^d
R = riemann(eq1)
A = campo()
g_{ab} R^a{}_{cef} A^c R^b{}_{dhk} A^d - (g_{eh} g_{fk} - g_{ek} g_{fh}) g_{cd} A^c A^d
em_carta(eq2)
0
na componente θφθφ, |δA|² = sen²θ|A|² dθ²dφ²: a rotação é sen θ dθ dφ = dΩ.
37. O plano em coordenadas polares resolve
Enunciado 37 · Derivada covariante e laplaciano vetorial em coordenadas polares
J. M. Cline, A Short Course in General Relativity (2026), Problema 7.6, §7.5 “Problems”, pp. 43–44 — arxiv.org.
7.6. (a) Calcule as componentes Ar;r, Ar;θ, Aθ;r, Aθ;θ de um vetor em coordenadas polares 2D. Lembre que Γrθθ = −r e Γθrθ = 1/r.
(b) Usando os resultados de (a), encontre Ar;rr, Ar;θθ, Aθ;rr e Aθ;θθ.
(c) Junte esses resultados para obter o laplaciano covariante gij∇i∇jAk para as componentes covariantes de A⃗. Ele é conhecido como laplaciano vetorial. Dica: pode-se considerar Aθ adimensional e Ar com dimensão de 1/r, como forma de conferir as dimensões. Eu obtenho
∇2Ar = Ar,rr + r−2(Ar,θθ − 2r−1Aθ,θ + rAr,r − Ar),
∇2Aθ = Aθ,rr + r−2Aθ,θθ − r−1Aθ,r + 2r−1Ar,θ. (7.44)(Isso não concorda com o Wolfram MathWorld, porque este supõe uma base em que o vetor unitário θ é normalizado a 1, ao passo que aqui x̂θ · x̂θ = gθθ = 1/r2. Em outras palavras, no Wolfram Aθ é dividido por r para ter a mesma dimensão de Ar. Veja o quadro sobre bases coordenadas versus ortonormais mais adiante.)
No Sucuri: tudo: (a) e (b), as derivadas covariantes primeiras e segundas, e (c) o laplaciano vetorial, que coincide com a (7.44).
Campos por componentes numa carta: A = campo() é o vetor
genérico, Ar(r, θ)∂r + Aθ(r, θ)∂θ, e
covetor() o covetor. nabla(g, A) dá
Aj;i e Aj;ik; laplaciano(g, A),
gik∇i∇kA.
x = coordenadas(r, \theta)
g = métrica(1, r^2)
A = campo()
nabla(g, A)
-r*A^theta(r, theta) + Derivative(A^r(r, theta), theta)
(a): Ar;θ = ∂θAr − rAθ, pelo Γrθθ = −r; a tabela traz as quatro primeiras e as oito segundas, (b).
x = coordenadas(r, \theta)
g = métrica(1, r^2)
A = covetor()
laplaciano(g, A)
Derivative(A_theta(r, theta), (r, 2)) + 2*Derivative(A_r(r, theta), theta)/r - Derivative(A_theta(r, theta), r)/r + Derivative(A_theta(r, theta), (theta, 2))/r**2
(c): o laplaciano covariante das componentes covariantes, gij∇i∇jAk — termo a termo a (7.44) de Cline, as duas componentes.
38. Rindler resolve
Enunciado 38 · Conexão no espaço-tempo de Rindler
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 4, questão 1, p. 1 — ocw.mit.edu.
O espaço-tempo de um observador acelerado, deduzido na Lista 2,
ds² = −(1 + g x̄)² dt̄² + dx̄² + dȳ² + dz̄² (1)
é conhecido como “espaço-tempo de Rindler”. Calcule todos os símbolos de Christoffel não nulos desse espaço-tempo. (O problema 3.3 de Carroll ajudará bastante aqui.)
No Sucuri: tudo: os Christoffel.
MIT 8.962, PS4 #1: os Christoffel de ds² = −(1 + g x)²dt² + dx² + dy² + dz². A aceleração se chama k abaixo, porque g é a métrica.
x = coordenadas(t, x, y, z)
g = métrica(-(1 + k x)^2, 1, 1, 1)
christoffel(g)
\Gamma^{x}_{{t}{t}}=k*(k*x + 1)
e Γttx = k/(1 + kx). E
riemann(g) responde todas as componentes são nulas:
é Minkowski em outra carta.
39. Espaço-tempo estático em 1+1 em parte
Enunciado 39 · Tensor de Riemann para espaços-tempos estáticos 1+1
MIT OpenCourseWare, 8.962 General Relativity (Spring 2020), Problem Set 5, questão 6, itens (a)–(b), p. 3 — ocw.mit.edu.
(a) Calcule todas as componentes não nulas do tensor de Riemann para o espaço-tempo com elemento de linha
ds² = −e2φ(x) dt² + e−2ψ(x) dx².
(b) No caso φ = ψ = ½ ln|g(x − x0)|, em que g e x0 são constantes, mostre que o espaço-tempo é plano e encontre uma transformação de coordenadas para coordenadas globalmente planas (t̄, x̄) tais que ds² = −dt̄² + dx̄².
No Sucuri, em parte: o item (a); em (b), a mudança para coordenadas planas não.
MIT 8.962, PS5 #6: para ds² = −e2φ(x)dt² + e−2ψ(x)dx², o Riemann e o escalar de curvatura.
x = coordenadas(t, x)
e = euler
\phi = \phi(x)
\psi = \psi(x)
g = métrica(-e^{2\phi}, e^{-2\psi})
escalar(g)
-2*(Derivative(phi(x), x)**2 + Derivative(phi(x), x)*Derivative(psi(x), x) + Derivative(phi(x), (x, 2)))*exp(2*psi(x))
R = −2e2ψ(φ″ + φ′² + φ′ψ′). Com φ = ψ = ½ ln|g(x−x₀)|
o parêntese se anula e o espaço é plano, como pede o item (b). Este
exercício achou dois defeitos (seção VI): a declaração
\phi = \phi(x) não era aceita, e a métrica saía plana.
40 e 41. Schwarzschild e a família f(r) resolve (40, 41)
Enunciado 40 · Símbolos de Christoffel e curvatura de uma métrica estática esfericamente simétrica
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 2 (2019), questão 11*, p. 3 — davidtong.org.
Considere métricas da forma
ds2 = −f(r)2 dt2 + f(r)−2 dr2 + r2(dθ2 + sin2θ dφ2).
Use a ação de uma partícula-teste para escrever as equações da geodésica nesta métrica e, a partir delas, extraia os símbolos de Christoffel nas coordenadas (t, r, θ, φ).
Use uma base de vierbeins (tétradas) para determinar a 2-forma de curvatura e, a partir dela, as componentes do tensor de Riemann nas coordenadas (t, r, θ, φ).
No Sucuri: tudo: as equações das geodésicas — pelos Christoffel e conferidas com a ação da partícula-teste —, os Christoffel, a tétrada, as 2-formas de curvatura e o Riemann, na base e em coordenadas.
Enunciado 41 · 2-formas de curvatura de Schwarzschild em base ortonormal
H. S. Reall, Part 3 General Relativity (Cambridge, 2022), §8.4 “Curvature 2-forms”, Exercício (examples sheet 4) após o Exemplo, eqs. (8.45)–(8.51), pp. 105–106 — damtp.cam.ac.uk.
Contexto (§8.2, eq. (8.27), p. 102): o espaço-tempo de Schwarzschild admite a tétrade óbvia
e0 = f dt, e1 = f−1 dr, e2 = r dθ, e3 = r sen θ dφ, onde f = √(1 − 2M/r),
com 1-formas de conexão ω01 = f′e0, ω21 = (f/r)e2, ω31 = (f/r)e3, ω32 = (1/r) cot θ e3 (e as relacionadas por ωμν = −ωνμ).
Contexto (§8.4): as 2-formas de curvatura numa base ortonormal são Θμν = ½ Rμνρσ eρ ∧ eσ (8.45); a antissimetria do tensor de Riemann implica Θμν = −Θνμ (8.46); e Θμν = dωμν + ωμρ ∧ ωρν (8.47). No Exemplo, a partir de ω01 = f′e0, obtém-se
Θ01 = −Θ01 = (ff″ + f′2) e0 ∧ e1 (8.50), R0101 = −R0110 = ff″ + f′2 = ½(f2)″ = −2M/r3 (8.51).
Exercício (examples sheet 4). Determine as 2-formas de curvatura restantes Θ02, Θ03, Θ12, Θ13, Θ23 (todas as demais se relacionam com estas por (8.46)). A partir daí, determine as componentes do tensor de Riemann. Verifique que o tensor de Ricci se anula.
No Sucuri: tudo: as cinco 2-formas pedidas, as componentes do Riemann na base, e o Ricci nulo.
A base ortonormal: cartan(g) toma a tétrada
ea = √|gaa| dxa de uma métrica diagonal, acha as
formas de conexão de dea = −ωab∧eb com
ωab = −ωba — as duas conferidas —, e dá
Θab = dωab + ωac∧ωcb,
na base e em coordenadas, o Riemann Rabcd e o Ricci na base.
geodésicas(g) confere as suas equações com as de Euler–Lagrange da
ação ∫ g(ẋ, ẋ) dλ, que é a rota de Tong.
x = coordenadas(t, r, \theta, \varphi)
f = f(r)
g = métrica(-f^2, \frac{1}{f^2}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
christoffel(g)
\Gamma^{r}_{{t}{t}}=f(r)**3*Derivative(f(r), r)
e Γttr = f′/f, Γrrr = −f′/f, Γrθθ = −rf², todos como na folha; geodésicas(g) dá as equações de onde a folha os tira.
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
f = f(r)
g = métrica(-f^2, f^{-2}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
cartan(g)
(1 - f(r)**2)/r**2*e^2∧e^3
a tétrada de Tong, e0 = f dt, e1 = dr/f, …, e as seis 2-formas; Θ01 = −(ff″ + f′²) e0∧e1, que é a (8.50) de Reall.
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
g = métrica(-(1 - \frac{2m}{r}), \frac{1}{1 - \frac{2m}{r}}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
cartan(g)
Ricci na base = todas as componentes nulas
41: com f = √(1 − 2m/r), Θ02 = Θ03 = −(m/r³)e0∧e2,3, Θ12 = Θ13 = −(m/r³)e1∧e2,3, Θ23 = (2m/r³)e2∧e3; R0101 = −2m/r³, R2323 = 2m/r³; e o Ricci nulo.
42. O plano hiperbólico resolve
Enunciado 42 · Símbolos de Christoffel e geodésicas do plano hiperbólico
J. Ross, Part III 2016: Differential Geometry — Example Sheets (Cambridge, 2016), Example Sheet 4, Questão 9 (p. 13 do PDF compilado) — dec41.user.srcf.net.
9. Defina o espaço hiperbólico H como o semiplano superior {(x, y) : y > 0} e ponha
g = (dx ⊗ dx + dy ⊗ dy) / y2.
Verifique que g define uma métrica riemanniana em H e calcule os símbolos de Christoffel da conexão de Levi-Civita. Mostre que γ = (u, v) é uma geodésica se e somente se
u″v = 2u′v′ e v″v = v′2 − u′2,
e use isso para encontrar as geodésicas.
No Sucuri: tudo: g é riemanniana (a diagonal é positiva em y > 0), os Christoffel, as equações das geodésicas e as geodésicas: semicírculos (x − x₀)² + y² = κ/L² e, com L = 0, retas verticais.
Os Christoffel e a curvatura saem da métrica; as geodésicas, de
geodésicas(g) — ẍa + Γabcẋbẋc = 0,
com o que se conserva — e de órbitas(g), que as integra por
quadratura quando uma coordenada é cíclica.
x = coordenadas(x, y)
g = métrica(\frac{1}{y^2}, \frac{1}{y^2})
escalar(g)
-2
R = 2K, logo curvatura de Gauss K = −1. E Γxxy = −1/y, Γyxx = 1/y, Γyyy = −1/y.
x = coordenadas(x, y)
g = métrica(\frac{1}{y^2}, \frac{1}{y^2})
geodésicas(g)
Derivative(x(lambda), (lambda, 2)) - 2*Derivative(x(lambda), lambda)*Derivative(y(lambda), lambda)/y(lambda)
vezes y, as duas equações são u″v = 2u′v′ e v″v = v′² − u′², com γ = (u, v): as do enunciado.
x = coordenadas(x, y)
g = métrica(\frac{1}{y^2}, \frac{1}{y^2})
órbitas(g)
Eq(x - x_0, -sqrt(-L**2*y**2 + kappa)/L)
com L = gxxẋ e κ = g(ẋ, ẋ): (x − x₀)² + y² = κ/L², semicírculos centrados no eixo x. O caso L = 0, que a quadratura exclui, é ẋ = 0: as retas verticais.
43. A 3-esfera resolve
Enunciado 43 · A 3-esfera unitária
J. M. Cline, A Short Course in General Relativity (2026), cap. 7, §7.5 Problems, problema 7.10, pp. 44–45 — arxiv.org.
A 3-esfera unitária pode ser mergulhada no espaço euclidiano 4D, com coordenadas (w, x, y, z), pelo vínculo x² + y² + z² + w² = 1.
(a) Mostre que o vínculo é satisfeito ao parametrizar as coordenadas euclidianas por
w = cψ, x = sψsθcϕ, y = sψsθsϕ, z = sψcθ (7.46)
em que c e s denotam o cosseno e o seno dos ângulos indicados no índice, com 1 ≤ θ, ψ ≤ π e 0 ≤ ϕ ≤ 2π. [sic: leia-se 0 ≤ θ, ψ ≤ π]
(b) Calculando o elemento de linha no espaço euclidiano, mostre que a métrica induzida é diag(1, sψ2, sψ2sθ2) nas coordenadas (ψ, θ, ϕ). Dica: comece com dx² + dy² para isolar o termo em dϕ², depois some dz² para obter o termo em dθ². Some dw² por último. Encontre o elemento de volume e calcule o volume da 3-esfera.
(c) Insira a métrica num pacote de manipulação simbólica e mostre que a curvatura de Ricci é R = 6. Encontre também Rij.
(d) Calcule o volume V de uma pequena região ψ < ϵ até O(ϵ5) e compare-o com o volume correspondente VE de uma esfera de raio ϵ no espaço plano (euclidiano). Verifique assim a Eq. (7.20), V/VE = 1 − r²R/[6(d + 2)] + O(r4), para a 3-esfera.
No Sucuri: tudo: (a) o vínculo, (b) a métrica induzida, o elemento e o volume 2π², (c) R = 6 e Rij = 2gij, (d) V até O(ϵ⁵) e a razão V/VE = 1 − ϵ²/5, que é a (7.20) com R = 6 e d = 3.
A métrica induzida é um pull-back: h = induzida(E, X^1, …, X^n)
puxa a métrica E pela parametrização, com as coordenadas novas declaradas por
último. volume(h, …) integra √|det h| nos limites dados, e
série expande.
\cos^2\psi + \sin^2\psi \sin^2\theta \cos^2\phi + \sin^2\psi \sin^2\theta \sin^2\phi + \sin^2\psi \cos^2\theta
simplificar(eq1)
1
(a): a parametrização (7.46) satisfaz o vínculo.
X = coordenadas(w, x, y, z)
E = métrica(1, 1, 1, 1)
u = coordenadas(\psi, \theta, \phi)
h = induzida(E, \cos\psi, \sin\psi \sin\theta \cos\phi, \sin\psi \sin\theta \sin\phi, \sin\psi \cos\theta)
volume(h, \psi = 0 .. \pi, \theta = 0 .. \pi, \phi = 0 .. 2\pi)
2*pi**2
(b): a métrica induzida é diag(1, sin²ψ, sin²ψ sin²θ) — elemento(h) a escreve —, o elemento de volume sin²ψ sin θ, e o volume 2π².
x = coordenadas(\psi, \theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\psi, \sin^2\psi \sin^2\theta)
ricci(g)
R_{{\phi}{\phi}}=2*sin(psi)**2*sin(theta)**2
(c): que é 2gφφ; e escalar(g) dá 6.
\frac{2 \pi \cdot (\epsilon - \sin\epsilon \cos\epsilon)}{\frac{4}{3} \pi \epsilon^3}
série(eq1, \epsilon, 4)
1 - epsilon**2/5 + O(epsilon**4)
(d): o numerador é o volume de ψ < ϵ, que volume(h, \psi = 0 .. \epsilon, …) dá; o denominador, VE = 4πϵ³/3. A (7.20), 1 − ϵ²R/(6(d + 2)) com R = 6 e d = 3, é 1 − ϵ²/5.
44. Campos de Killing da esfera resolve
Enunciado 44 · Isometrias e a álgebra so(3)
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 3 (2019), questão 4, p. 1 — davidtong.org.
(i) Sejam X e Y dois campos vetoriais. Mostre que ℒX(ℒYQ) − ℒY(ℒXQ) = ℒ[X,Y]Q quando Q é uma função ou um campo vetorial. Use a propriedade de Leibniz da derivada de Lie para mostrar que isso vale também quando Q é uma 1-forma.
(ii) Mostre que, se uma variedade riemanniana ou lorentziana tem duas isometrias “independentes”, então tem uma terceira, e defina o que se entende aqui por independente.
(iii) Considere a esfera unitária com métrica ds² = dθ² + sen²θ dφ². Mostre que X = ∂/∂φ e Y = sen φ ∂/∂θ + cot θ cos φ ∂/∂φ são vetores de Killing. Encontre um terceiro, e mostre que eles obedecem à álgebra de Lie de so(3).
No Sucuri: tudo: (i) em funções (a definição do colchete), em campos (Jacobi) e em 1-formas (Leibniz, enunciado 46); (ii) o colchete de dois campos de Killing é de Killing — “independentes” é que ele não seja combinação dos dois; (iii) inteiro.
Com os campos por componentes, killing(g, X) calcula ℒXg e
colchete(X, Y), [X, Y]. O terceiro campo é o colchete dos dois — é o
que (ii) pede para ver em geral.
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
X = campo(0, 1)
Y = campo(\sin\phi, \cot\theta \cos\phi)
killing(g, Y)
True
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
X = campo(0, 1)
Y = campo(\sin\phi, \cot\theta \cos\phi)
colchete(X, Y)
(cos(phi))*∂_\theta + (-sin(phi)*cot(theta))*∂_\phi
Z = [X, Y] = cos φ ∂θ − cot θ sen φ ∂φ.
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\theta)
Y = campo(\sin\phi, \cot\theta \cos\phi)
Z = campo(\cos\phi, -\cot\theta \sin\phi)
colchete(Y, Z)
(1)*∂_\phi
[Y, Z] = X; e colchete(Z, X) dá Y, e killing(g, Z), True: so(3).
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
A = tensor(1, 0)
B = tensor(1, 0)
g = métrica
\forall C, D: \nabla_X g(C,D) = g([X,C],D) + g(C,[X,D])
\forall C, D: \nabla_Y g(C,D) = g([Y,C],D) + g(C,[Y,D])
\forall C, D, F: [C,[D,F]] + [D,[F,C]] + [F,[C,D]] = 0
\nabla_{[X,Y]} g(A,B) = g([[X,Y],A],B) + g(A,[[X,Y],B])
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
(ii): ℒXg = 0 e ℒYg = 0, escritas pela regra de Leibniz, dão ℒ[X,Y]g = 0.
45. Robertson–Walker resolve
Enunciado 45 · Curvatura da métrica de Robertson–Walker
S. M. Carroll, Lecture Notes on General Relativity (1997), cap. 8 “Cosmology”, métrica (8.7) na p. 219 e eqs. (8.12)–(8.14) na p. 220 — arxiv.org.
[Métrica (8.7): ds2 = −dt2 + a2(t)[dr2/(1 − kr2) + r2(dθ2 + sin2θ dφ2)].]
Com a métrica em mãos, podemos passar ao cálculo dos coeficientes da conexão e do tensor de curvatura. Escrevendo ȧ ≡ da/dt, os símbolos de Christoffel são dados por
Γ011 = aȧ/(1 − kr2), Γ022 = aȧr2, Γ033 = aȧr2 sin2θ,
Γ101 = Γ110 = Γ202 = Γ220 = Γ303 = Γ330 = ȧ/a,
Γ122 = −r(1 − kr2), Γ133 = −r(1 − kr2) sin2θ,
Γ212 = Γ221 = Γ313 = Γ331 = 1/r,
Γ233 = −sin θ cos θ, Γ323 = Γ332 = cot θ. (8.12)As componentes não nulas do tensor de Ricci são
R00 = −3ä/a, R11 = (aä + 2ȧ2 + 2k)/(1 − kr2), R22 = r2(aä + 2ȧ2 + 2k), R33 = r2(aä + 2ȧ2 + 2k) sin2θ, (8.13)
e o escalar de Ricci é então
R = (6/a2)(aä + ȧ2 + k). (8.14)
No Sucuri: tudo: os Christoffel, o Ricci e o escalar.
Carroll, cap. 8, eqs. (8.12)–(8.14) (exemplo resolvido no texto): o escalar de curvatura de Robertson–Walker, com a curvatura espacial k.
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
a = a(t)
g = métrica(-1, \frac{a^2}{1 - k r^2}, a^2 r^2, a^2 r^2 \sin^2\theta)
escalar(g)
6*(k + a(t)*Derivative(a(t), (t, 2)) + Derivative(a(t), t)**2)/a(t)**2
R = 6(ä/a + ȧ²/a² + k/a²), a eq. (8.14).
72. O semiespaço hiperbólico em 3D resolve
Enunciado 72 · Curvatura negativa: o espaço hiperbólico 3D
A. Guth, MIT 8.962 General Relativity (Spring 2018), Problem Set 6, Problem 4 (“Negative Curvature”), p. 4 — web.mit.edu.
Considere o espaço tridimensional dado pelo conjunto de pontos {(x, y, z), x ∈ ℝ, y ∈ ℝ, z > 0}, com a métrica
ds² = (a/z²)(dx² + dy² + dz²). (4.1)
Calcule a métrica, a conexão, o tensor de curvatura de Riemann, o tensor de Ricci e o escalar de Ricci.
No Sucuri: tudo: a conexão, o Riemann, o Ricci e o escalar.
MIT 8.962 (2018), lista 6, P4: ds² = (a/z²)(dx² + dy² + dz²), com Ricci Rij = −(2/a)gij e R = −6/a.
x = coordenadas(x, y, z)
g = métrica(\frac{a}{z^2}, \frac{a}{z^2}, \frac{a}{z^2})
escalar(g)
-6/a
73. Superfície de revolução resolve
Enunciado 73 · Superfícies de revolução
C. Hirata, Ph 236 – Homework 4 (Caltech, 2011), problema 1 “Surfaces of revolution”, p. 1 — tapir.caltech.edu.
Considere uma superfície bidimensional M mergulhada no espaço euclidiano tridimensional ℝ3. Suponha, além disso, que seja uma superfície de revolução, isto é, que possa ser descrita em coordenadas cilíndricas (z, ϖ, φ) por uma equação da forma
z = f(ϖ).
Localmente, a superfície bidimensional pode ser descrita pelas coordenadas (ϖ, φ).
(a) Mostre que o elemento de linha da superfície é ds2 = F(ϖ) dϖ2 + ϖ2 dφ2, onde F(ϖ) = 1 + [f′(ϖ)]2.
(b) Calcule os símbolos de Christoffel desta superfície.
(c) Calcule o tensor de Riemann Rijkl desta superfície (dica: use as simetrias do tensor de Riemann para não ter de fazer 16 cálculos tediosos).
(d) Mostre que o escalar de Ricci é R = F′(ϖ) / (ϖ[F(ϖ)]2).
(e) Prove que uma superfície bidimensional tem tensor de Riemann nulo se e somente se seu escalar de Ricci se anula.
(f) Use (e) para classificar completamente as superfícies de revolução com tensor de Riemann nulo.
No Sucuri: tudo: (a) a métrica induzida, (b)–(c) Christoffel e Riemann, (d) o escalar, (e) pela identidade de dimensão 2 do enunciado 12, (f) resolvendo F′ = 0: z = C₁ + C₂ϖ, planos e cones.
X = coordenadas(z, \varpi, \phi)
E = métrica(1, 1, \varpi^2)
f = f(\varpi)
u = coordenadas(\varpi, \phi)
h = induzida(E, f(\varpi), \varpi, \phi)
elemento(h)
dphi**2*varpi**2 + dvarpi**2*(Derivative(f(varpi), varpi)**2 + 1)
(a): ds² = F dϖ² + ϖ²dφ² com F = 1 + f′². christoffel(h) e riemann(h) dão (b) e (c).
X = coordenadas(z, \varpi, \phi)
E = métrica(1, 1, \varpi^2)
f = f(\varpi)
u = coordenadas(\varpi, \phi)
h = induzida(E, f(\varpi), \varpi, \phi)
escalar(h)
2*Derivative(f(varpi), varpi)*Derivative(f(varpi), (varpi, 2))/(varpi*(Derivative(f(varpi), varpi)**2 + 1)**2)
(d): F′/(ϖF²), com F′ = 2f′f″. Este exercício achou um erro silencioso: a variável \varpi ficava com a barra, e F saía constante (seção VI). (e) é a identidade Rμνρσ = ½R(gg − gg) em 2D, do enunciado 12: o Riemann se anula se e só se R se anula.
f = f(\varpi)
f' f'' = 0
resolver(eq1)
C1 + C2*varpi
(f): como F ≥ 1, R = 0 é F′ = 2f′f″ = 0, e z = f(ϖ) é linear: planos e cones.
74. O cone resolve
Enunciado 74 · Geodésicas, conexão e curvatura na esfera e no cone
P. van Baal, Problem Set – Theory of General Relativity (Leiden), problema 5 “Geodesics, connections, curvature”, pp. 1–2 — lorentz.leidenuniv.nl.
Para nos familiarizarmos melhor com espaços curvos e geodésicas, consideramos agora a esfera e o cone bidimensionais mergulhados em ℝ3 com ds2 = dx2 + dy2 + dz2:
esfera: x = a sen θ cos φ, y = a sen θ sen φ, z = a cos θ;
cone: x = r cos φ, y = r sen φ, z = r.As perguntas a seguir devem ser respondidas tanto para a esfera quanto para o cone. (Dica: veja o exemplo FN.2.2.1 e o problema FN.2.3.)
a) Qual é o tensor métrico?
b) Calcule os símbolos de Christoffel Γabc.
c) Calcule o tensor de curvatura Rabcd ≡ ∂cΓabd − ∂dΓabc + ΓebdΓaec − ΓebcΓaed. Calcule também Rbd ≡ Rabad e R ≡ Raa. Dê uma interpretação dos resultados.
d) Quais são as equações das geodésicas? Determine as soluções mais gerais. Dica para a esfera: mostre que o momento angular se conserva e use isso para determinar as geodésicas. Dica para o cone: se você cortar e abrir o cone, quais são as geodésicas? Isso concorda com o que você encontrou para a curvatura?
No Sucuri: tudo: para a esfera e o cone: a métrica induzida, Christoffel, Riemann, Ricci e R, as equações das geodésicas e as soluções — grandes círculos, cot θ = M sen(φ − φ₀); e, no cone, retas do cone aberto. A interpretação fica com o leitor.
X = coordenadas(x, y, z)
E = métrica(1, 1, 1)
u = coordenadas(\theta, \phi)
h = induzida(E, a \sin\theta \cos\phi, a \sin\theta \sin\phi, a \cos\theta)
escalar(h)
2/a**2
a esfera de raio a: elemento(h) dá a²dθ² + a²sin²θ dφ², e R = 2/a².
X = coordenadas(x, y, z)
E = métrica(1, 1, 1)
u = coordenadas(\theta, \phi)
h = induzida(E, a \sin\theta \cos\phi, a \sin\theta \sin\phi, a \cos\theta)
órbitas(h)
sin(phi - phi_0)
cot θ proporcional a sin(φ − φ₀): os grandes círculos, com L o momento angular que a dica manda usar.
X = coordenadas(x, y, z)
E = métrica(1, 1, 1)
u = coordenadas(r, \phi)
h = induzida(E, r \cos\phi, r \sin\phi, r)
escalar(h)
0
o cone: ds² = 2dr² + r²dφ², e todo o Riemann é nulo.
X = coordenadas(x, y, z)
E = métrica(1, 1, 1)
u = coordenadas(r, \phi)
h = induzida(E, r \cos\phi, r \sin\phi, r)
órbitas(h)
Eq(-sqrt(2)/r, sqrt(2)*sqrt(kappa)*sin(sqrt(2)*(phi - phi_0)/2)/L)
1/r = c · sin((φ − φ₀)/√2): com o ângulo do cone aberto, ϑ = φ/√2, e ρ = √2 r, é ρ sen(ϑ − ϑ₀) = constante — retas, como diz a dica.
75. Um campo gravitacional uniforme resolve
Enunciado 75 · Símbolos de Christoffel no limite newtoniano
A. Guth, MIT 8.962 General Relativity (Spring 2018), Problem Set 3, Problem 2 (“An Inertial Coordinate System in the Newtonian Limit”), item (a), p. 2 — web.mit.edu.
Considere a métrica de espaço-tempo com componentes
g00 = −(1 + az), g0i = 0, gij = δij
numa região próxima da origem O = (0, 0, 0, 0) onde az ≪ 1, sendo a uma constante.
(a) Calcule os coeficientes de Christoffel não nulos dessa métrica.
No Sucuri: tudo: os Christoffel.
MIT 8.962 (2018), lista 3, P2(a): g00 = −(1 + az). Os Christoffel pedidos e, além deles, o escalar de curvatura.
x = coordenadas(t, x, y, z)
g = métrica(-(1 + a z), 1, 1, 1)
escalar(g)
a**2/(2*(a*z + 1)**2)
e Γttz = a/(2(1 + az)), Γztt = a/2.
76. de Sitter em fatias planas resolve
Enunciado 76 · Espaço-tempo de de Sitter em coordenadas planas
C. Hirata, Ph 236 – Homework 5 (Caltech, 2011), problema 1 “Cosmological constant”, p. 1 — tapir.caltech.edu.
Considere o espaço-tempo altamente simétrico com elemento de linha
ds2 = (1/(H2η2)) (−dη2 + dx2 + dy2 + dz2),
onde H > 0 é uma constante, no domínio η < 0. (Este é o chamado espaço-tempo de de Sitter, e H é a constante de Hubble.)
(a) Encontre o tensor de Einstein deste espaço-tempo.
(b) Prove que o espaço-tempo de de Sitter é uma solução de vácuo das equações de Einstein na presença de uma constante cosmológica positiva, para uma escolha particular de H. Qual é a relação entre H e Λ?
(c) Considere um observador cuja linha de universo é dada por coordenadas espaciais (x, y, z) fixas. Explique por que essa trajetória é uma geodésica e mostre que decorre um tempo próprio infinito antes que o observador alcance η = 0.
No Sucuri: tudo: (a) e (b), pelo Ricci e o escalar; (c) as equações das geodésicas, que x, y, z constantes resolvem, e o tempo próprio, que diverge.
x = coordenadas(\eta, x, y, z)
g = métrica(-\frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2})
escalar(g)
12*H**2
e ricci(g) dá Rμν = 3H²gμν: Gμν = −3H²gμν, e a equação de vácuo com Λ pede Λ = 3H².
x = coordenadas(\eta, x, y, z)
g = métrica(-\frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2}, \frac{1}{H^2 \eta^2})
geodésicas(g)
Derivative(x(lambda), (lambda, 2)) - 2*Derivative(eta(lambda), lambda)*Derivative(x(lambda), lambda)/eta(lambda)
(c): as equações de x, y e z só têm termos com ẋ, ẏ, ż — x, y, z constantes as resolvem, e a de η fica com uma função só.
\int_{0}^{1} \frac{1}{\sigma} d\sigma
avaliar(eq1)
oo
o tempo próprio até η = 0 é (1/H)∫dη/|η|; com σ = −η/η₀, é o que diverge.
77. de Sitter em 2D em parte
Enunciado 77 · Espaço-tempo de de Sitter bidimensional
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 1 (Cambridge, 2026), questão 9, p. 3 — damtp.cam.ac.uk.
O espaço-tempo de de Sitter bidimensional tem elemento de linha
ds2 = −du2 + cosh2u dφ2,
com −∞ < u < ∞ e 0 ≤ φ < 2π. Calcule os símbolos de Christoffel e, a partir deles, as equações das geodésicas. Verifique que as equações de uma geodésica afimente parametrizada xα = xα(λ) podem ser obtidas do princípio variacional
δ ∫ (u̇2 − cosh2u φ̇2) dλ = 0,
onde u̇ = du/dλ etc. Verifique, a partir do princípio variacional, que há duas integrais primeiras ao longo da geodésica,
cosh2u φ̇ = K, cosh2u u̇2 = K2 + L cosh2u,
onde K e L são constantes.
Mostre que, se K = 0, as geodésicas são φ = const. Se K ≠ 0, mostre que λ pode ser eliminado em favor de φ como parâmetro ao longo da geodésica e obtenha a equação
v′2 = M2 − v2,
onde v = tanh u, v′ = dv/dφ e M é uma constante que depende de L e K. Mostre então que as geodésicas com K ≠ 0 são dadas por
tanh u = M sen(φ − φ0),
onde φ0 é uma constante. Mostre também que M2 > 1 para geodésicas tipo tempo, M2 = 1 para geodésicas nulas e M2 < 1 para geodésicas tipo espaço. Tratando u e φ como coordenadas cartesianas, esboce o conjunto das geodésicas que partem de (0, 0).
Mostre, a partir do seu diagrama, que duas dessas geodésicas tipo tempo nunca voltam a se encontrar, mas que geodésicas tipo espaço podem voltar a se cruzar. Demonstre também que há pares de pontos que não podem ser ligados por uma geodésica. Quais dessas afirmações, se alguma, seriam válidas no espaço-tempo de Minkowski?
No Sucuri, em parte: os Christoffel, as equações das geodésicas e o princípio variacional (conferido), as duas integrais primeiras, e as geodésicas tanh u = M sen(φ − φ₀) com M² = 1 − κ/L² — M² > 1, = 1, < 1 para tipo tempo, nula, tipo espaço; e R = 2. O esboço, e os argumentos tirados dele — que geodésicas se reencontram, que pares de pontos não se ligam —, não.
x = coordenadas(u, \phi)
g = métrica(-1, \cosh^2 u)
órbitas(g)
Eq(tanh(u), sqrt(L**2 - kappa)*sin(phi - phi_0)/L)
com a substituição v = tanh u, que é a de Evans: v = M sen(φ − φ₀), M² = (L² − κ)/L². geodésicas(g) dá as equações e as integrais primeiras cosh²u φ̇ = K e g(ẋ, ẋ) = κ.
x = coordenadas(u, \phi)
g = métrica(-1, \cosh^2 u)
escalar(g)
2
78. A família −f dt² + dr²/f resolve
Enunciado 78 · Einstein–Maxwell esfericamente simétrico: Reissner–Nordström e Λ
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 4 (Cambridge, 2026), questão 6, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
Mostre que as equações de Einstein–Maxwell (isto é, as equações de Einstein com o tensor energia-momento de um campo eletromagnético Tαβ = FαγFβγ − ¼ FγδFγδgαβ) podem ser escritas como
Rαβ = κ(FαγFβγ − ¼ gαβFγδFγδ).
Para um elemento de linha da forma
ds2 = −f(r)c2dt2 + (1/f(r)) dr2 + r2(dθ2 + sen2θ dφ2) ,
as únicas componentes não nulas do tensor de Ricci são dadas por
Rtt/(c2f) = −f Rrr = ½ f″ + f′/r , Rθθ = Rφφ/sen2θ = 1 − r f′ − f .
No caso
Ftr = −Frt = Q/r2 e Fαβ = 0 nos demais casos,
mostre que se pode encontrar uma solução que se reduz à solução de Schwarzschild quando Q = 0.
Encontre uma solução análoga no caso Rαβ = Λgαβ.
No Sucuri: tudo: a forma Rαβ = κ(…), pelo traço em 4D; as componentes do Ricci que o enunciado dá, conferidas; f para Einstein–Maxwell, que com Q = 0 é Schwarzschild; e f para Rαβ = Λgαβ. (Com c = 1.)
em_carta(eq) avalia uma expressão com índice componente por
componente, na carta da métrica declarada: a métrica, as formas numa carta, os
campos, e o Riemann, o Ricci e o escalar pelos Christoffel — na convenção que
riemann(eq) e ricci(eq) leram.
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices(4)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
F = tensor(0, 2, antissimétrico)
\kappa = constante
R_{\alpha\beta} - \frac{1}{2} g_{\alpha\beta} R = \kappa \cdot (F_{\alpha\gamma} F_\beta{}^\gamma - \frac{1}{4} g_{\alpha\beta} F_{\gamma\delta} F^{\gamma\delta})
R_{\alpha\beta} = \kappa \cdot (F_{\alpha\gamma} F_\beta{}^\gamma - \frac{1}{4} g_{\alpha\beta} F_{\gamma\delta} F^{\gamma\delta})
provar(eq4, eq3)
provado a partir de eq3
o traço, em 4D, dá −R = 0 — T não tem traço —, e daí Rαβ = κTαβ.
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
f = f(r)
g = métrica(-f, \frac{1}{f}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
R_{\mu\nu}
em_carta(eq3)
-r*Derivative(f(r), r) - f(r) + 1
as componentes do enunciado: Rtt/f = −fRrr = ½f″ + f′/r, Rθθ = Rφφ/sen²θ = 1 − rf′ − f.
f = f(r)
1 - r f'(r) - f(r) = \frac{\kappa Q^2}{2 r^2}
resolver(eq1)
Eq(f(r), C1/r + Q**2*kappa/(2*r**2) + 1)
a componente θθ, com Tθθ = Q²/(2r²) (de em_carta, com F = forma(Q/r² dt∧dr)). Com C1 = −2m, Q = 0 dá Schwarzschild.
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
g = métrica(-(1 - \frac{2m}{r} + \frac{\kappa Q^2}{2 r^2}), \frac{1}{1 - \frac{2m}{r} + \frac{\kappa Q^2}{2 r^2}}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
F = forma(\frac{Q}{r^2} dt \wedge dr)
\kappa = constante
R_{\alpha\beta} = \kappa \cdot (F_{\alpha\gamma} F_\beta{}^\gamma - \frac{1}{4} g_{\alpha\beta} F_{\gamma\delta} F^{\gamma\delta})
em_carta(eq3)
True
a solução confere nas quatro componentes, e não só na θθ.
f = f(r)
1 - r f'(r) - f(r) = \Lambda r^2
resolver(eq1)
Eq(f(r), C1/r - Lambda*r**2/3 + 1)
\alpha, \beta, \gamma, \delta, \mu, \nu, \rho, \sigma = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
g = métrica(-(1 - \frac{2m}{r} - \frac{\Lambda r^2}{3}), \frac{1}{1 - \frac{2m}{r} - \frac{\Lambda r^2}{3}}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
R_{\alpha\beta} = \Lambda g_{\alpha\beta}
em_carta(eq3)
True
Schwarzschild–de Sitter.
79. Reissner–Nordström resolve
Enunciado 79 · Curvatura de Ricci de Reissner–Nordström
T. Dray, MTH 437/537 – HW #6 (Oregon State, primavera de 2024), problema 1, p. 1 — sites.science.oregonstate.edu.
Considere a geometria de Reissner–Nordström, com elemento de linha
−f(r) dt2 + dr2/f(r) + r2(dθ2 + sen2θ dφ2),
onde f(r) = 1 − 2m/r + q2/r2. Determine as componentes Rij da curvatura de Ricci.
Você pode usar o formalismo e o sistema de coordenadas que quiser. Desaconselham-se cálculos tediosos à mão, assim como tentar digitar integralmente os resultados. Outras opções incluem usar álgebra computacional e/ou usar ou adaptar um cálculo publicado em outro lugar. Essas estratégias devem, naturalmente, ser documentadas. No entanto, certifique-se de entender — e de descrever com clareza — as convenções usadas! Um ponto de partida razoável seriam as 2-formas de curvatura e as relações
Ωij = ½ Rijkl σk ∧ σl, Rij = Rmimj,
com soma sobre índices repetidos.
No Sucuri: tudo: as componentes Rij.
Dray, MTH 437, HW6 #1: com f = 1 − 2m/r + q²/r², Rθθ = q²/r², e R = 0.
x = coordenadas(t, r, \theta, \phi)
g = métrica(-(1 - \frac{2m}{r} + \frac{q^2}{r^2}), \frac{1}{1 - \frac{2m}{r} + \frac{q^2}{r^2}}, r^2, r^2 \sin^2\theta)
ricci(g)
R_{{\theta}{\theta}}=q**2/r**2
80. AdS₃ global resolve
Enunciado 80 · Métrica de AdS3
T. Hartman, Lectures on Quantum Gravity and Black Holes (Cornell, 2015), §9.1 “Exercise: Metric of AdS3”, eqs. (9.1)–(9.4), pp. 97–98 — hartmanhep.net.
O espaço anti-de Sitter é um espaço-tempo de curvatura constante negativa. É a solução maximamente simétrica da equação de Einstein com constante cosmológica negativa. O AdSD pode ser realizado como um hiperboloide mergulhado numa geometria de D + 1 dimensões. Nesta seção tratamos do AdS3, que é o hiperboloide
XAXA = −ℓ2 (9.1)
onde A = 0, 1, 2, 3 é um índice no espaço Minkowski2 × Minkowski2, com métrica
HAB dXAdXB = −dX02 + dX12 + dX22 − dX32. (9.2)
Para encontrar coordenadas intrínsecas no AdS3, basta resolver (9.1). Uma maneira de resolver essa equação é
X0 = ℓ cosh ρ cos t, X1 = ℓ senh ρ sen φ, X2 = ℓ senh ρ cos φ, X3 = ℓ cosh ρ sen t. (9.3)
(a) Verifique que isso resolve (9.1) e use (9.2) para encontrar a métrica induzida no hiperboloide.
Resposta: ds2 = ℓ2(−cosh2ρ dt2 + dρ2 + senh2ρ dφ2). (9.4)
Estas são as coordenadas globais do AdS3. Embora no hiperboloide (9.1) se veja por (9.3) que t é uma coordenada periódica, quando dissermos “AdS3” sempre entenderemos o espaço em que t é “desenrolado”, t ∈ (−∞, ∞) (o recobrimento universal do hiperboloide).
(b) Encontre a constante cosmológica em termos do raio ℓ do AdS.
No Sucuri: tudo: (a) o hiperboloide e a métrica induzida (9.4); (b) Λ = −1/ℓ², pelo Ricci.
-(\ell \cosh\rho \cos t)^2 + (\ell \sinh\rho \sin\phi)^2 + (\ell \sinh\rho \cos\phi)^2 - (\ell \cosh\rho \sin t)^2
simplificar(eq1)
-ell**2
(a): a parametrização (9.3) está no hiperboloide (9.1).
X = coordenadas(X_0, X_1, X_2, X_3)
H = métrica(-1, 1, 1, -1)
u = coordenadas(t, \rho, \phi)
g = induzida(H, \ell \cosh\rho \cos t, \ell \sinh\rho \sin\phi, \ell \sinh\rho \cos\phi, \ell \cosh\rho \sin t)
elemento(g)
dphi**2*ell**2*sinh(rho)**2 + drho**2*ell**2 - dt**2*ell**2*cosh(rho)**2
a métrica induzida é a (9.4).
x = coordenadas(t, \rho, \phi)
g = métrica(-\ell^2 \cosh^2\rho, \ell^2, \ell^2 \sinh^2\rho)
escalar(g)
-6/ell**2
(b): com Rμν = −(2/ℓ²)gμν, Gμν = gμν/ℓ², e Gμν + Λgμν = 0 dá Λ = −1/ℓ².
81. O espaço hiperbólico H³ em parte
Enunciado 81 · Geometria do espaço hiperbólico
C. Hirata, Ph 236 – Homework 16 (Caltech, 2012), problema 1 “Geometry of hyperbolic space”, p. 1 — tapir.caltech.edu.
Considere o espaço hiperbólico H3 com curvatura negativa unitária,
ds2 = dχ2 + senh2χ (dθ2 + sen2θ dφ2).
(a) Mostre que esta é a geometria obtida tomando o espaço de Minkowski quadridimensional M4 e restringindo-o à 3-superfície tipo espaço Σ ⊂ M4 dada por −t2 + x2 + y2 + z2 = −1. Qual é a aplicação Φ : H3 → Σ das coordenadas (χ, θ, φ) em (t, x, y, z)?
(b) Usando o que você sabe sobre transformações de Lorentz infinitesimais, encontre os 6 campos de Killing correspondentes às rotações e aos boosts de Lorentz e expresse-os como vetores contravariantes no sistema de coordenadas χθφ.
(c) Mostre que, dados dois pontos P, Q ∈ H3, a separação s entre eles (isto é, o comprimento da geodésica mais curta¹ que os liga) é dada por cosh s = −Φ(P)·Φ(Q), onde o produto escalar é o de M4.
(d) Use o resultado de (c) para provar que, no espaço hiperbólico, a lei dos cossenos é cosh c = cosh a cosh b − senh a senh b cos γ, onde denotamos por a, b e c os comprimentos dos lados de um “triângulo” (isto é, um conjunto de 3 geodésicas ligando 3 vértices) e por α, β e γ os ângulos opostos a eles.
(e) Expanda em série de Taylor o resultado de (d) e mostre que, se a, b e c são ≪ 1, recupera-se a lei dos cossenos usual.
¹ No espaço hiperbólico, a menção à geodésica mais curta é redundante: há exatamente uma geodésica ligando dois pontos quaisquer. Isso vale, na verdade, para qualquer espaço simplesmente conexo de assinatura euclidiana (+ + +) e curvatura negativa semidefinida, isto é, em que Rαβγδξαηβξγηδ ≤ 0 para quaisquer vetores ξ e η.
No Sucuri, em parte: (a) a métrica induzida e a aplicação Φ, e (b) os seis campos de Killing — rotações e boosts de M⁴ restritos ao hiperboloide, e conferidos; (c) a distância, que pede a invariância pelas isometrias, e com ela (d) e (e), não.
X = coordenadas(t, x, y, z)
M = métrica(-1, 1, 1, 1)
u = coordenadas(\chi, \theta, \phi)
h = induzida(M, \cosh\chi, \sinh\chi \sin\theta \cos\phi, \sinh\chi \sin\theta \sin\phi, \sinh\chi \cos\theta)
elemento(h)
dchi**2 + dphi**2*sin(theta)**2*sinh(chi)**2 + dtheta**2*sinh(chi)**2
(a): Φ(χ, θ, φ) = (cosh χ, sinh χ sin θ cos φ, sinh χ sin θ sin φ, sinh χ cos θ), que está em −t² + x² + y² + z² = −1.
x = coordenadas(\chi, \theta, \phi)
g = métrica(1, \sinh^2\chi, \sinh^2\chi \sin^2\theta)
escalar(g)
-6
curvatura −1: Rij = −2gij, R = −6.
X = coordenadas(t, x, y, z)
M = métrica(-1, 1, 1, 1)
B = campo(x, t, 0, 0)
u = coordenadas(\chi, \theta, \phi)
h = induzida(M, \cosh\chi, \sinh\chi \sin\theta \cos\phi, \sinh\chi \sin\theta \sin\phi, \sinh\chi \cos\theta)
restringir(B, h)
killing(h, B)
True
(b): o boost x∂t + t∂x de M⁴, restrito a Σ, é sin θ cos φ ∂χ + cos φ cos θ coth χ ∂θ − sin φ/(sin θ tanh χ) ∂φ, e é de Killing em H³. Os outros dois boosts e as três rotações, igual; uma translação, restringir recusa: não é tangente.
82. A 4-esfera resolve
Enunciado 82 · Curvatura de Ricci da N-esfera
G. 't Hooft, Introduction to General Relativity (Utrecht, 2013), cap. 14 “The Robertson-Walker metric”, exercício após a eq. (14.8), com a eq. (14.9), p. 60 — webspace.science.uu.nl.
[Contexto: para o espaço isotrópico tridimensional dω2 = B(ϱ)dϱ2 + ϱ2(dθ2 + sen2θ dϕ2) (14.2), exige-se Rij = λgij (14.5), o que leva a B = 1/(1 − ½λϱ2) (14.8).]
Exercício: mostre que, com ϱ = √(2/λ) sen ψ, isso dá a métrica da 3-esfera em termos de suas três coordenadas angulares ψ, θ, ϕ. De fato, a métrica de uma N-esfera pode ser escrita como
dωN2 = dψN2 + sen2ψN dωN−12, Rij(N) = λNgij; λN = N − 1. (14.9)
No Sucuri: tudo: a métrica da 3-esfera por ϱ = √(2/λ) sen ψ, e Rij = (N − 1)gij.
X = coordenadas(\varrho, \theta, \phi)
g = métrica(\frac{1}{1 - \frac{1}{2} \lambda \varrho^2}, \varrho^2, \varrho^2 \sin^2\theta)
u = coordenadas(\psi, \theta, \phi)
h = induzida(g, \sqrt{\frac{2}{\lambda}} \sin\psi, \theta, \phi)
elemento(h)
2*dphi**2*sin(psi)**2*sin(theta)**2/lambda + 2*dpsi**2/lambda + 2*dtheta**2*sin(psi)**2/lambda
o exercício: com ϱ = √(2/λ) sen ψ, (14.2) com (14.8) é (2/λ)(dψ² + sin²ψ dΩ²), a 3-esfera. Uma mudança de coordenadas é o mesmo pull-back de um mergulho.
x = coordenadas(\chi, \psi, \theta, \phi)
g = métrica(1, \sin^2\chi, \sin^2\chi \sin^2\psi, \sin^2\chi \sin^2\psi \sin^2\theta)
escalar(g)
12
e (14.9) para N = 4: Rij = 3gij, R = 12.
85. O paraboloide de Flamm resolve
Enunciado 85 · A forma da geometria de Schwarzschild (paraboloide de Flamm)
T. Dray, MTH 437/537 – HW #5 (Oregon State, primavera de 2024), problema 1 “Shape of Schwarzschild geometry”, p. 1 — sites.science.oregonstate.edu.
(a) Trace o gráfico de 8mr = h2 + 16m2, com r como coordenada horizontal. De modo equivalente, resolva essa equação para h e trace h como função de r.
(b) Expresse o comprimento de arco ao longo desse gráfico em termos de r (e dr). Suponha que (r, h) sejam coordenadas euclidianas retangulares.
(c) Considere a superfície de revolução obtida girando sua curva em torno do eixo h. Qual é o elemento de linha dessa superfície? Compare sua resposta com a geometria de Schwarzschild.
(d) Encontre a curvatura gaussiana dessa superfície. Ela é positiva ou negativa?
No Sucuri: tudo: (a) h(r), (b) o comprimento de arco, (c) a superfície de revolução, que é a fatia equatorial de Schwarzschild, e (d) K = −m/r³ < 0. O gráfico fica com o leitor.
8 m r = h^2 + 16 m^2
resolver(eq1)
2*sqrt(2)*sqrt(m*(-2*m + r))
(a): h = ±√(8m(r − 2m)).
X = coordenadas(r, h)
E = métrica(1, 1)
u = coordenadas(r)
c = induzida(E, r, \sqrt{8 m r - 16 m^2})
elemento(c)
dr**2*r/(-2*m + r)
(b): ds² = dr²/(1 − 2m/r) ao longo do gráfico.
X = coordenadas(r, \phi, h)
E = métrica(1, r^2, 1)
u = coordenadas(r, \phi)
g = induzida(E, r, \phi, \sqrt{8 m r - 16 m^2})
escalar(g)
-2*m/r**3
(c): a superfície tem ds² = dr²/(1 − 2m/r) + r²dφ², a fatia equatorial de Schwarzschild; (d): K = R/2 = −m/r³, negativa.
83. O Ricci de um campo fraco resolve
Enunciado 83 · O escalar de Ricci de uma métrica especial
Y. Ali-Haïmoud, General Relativity (NYU, Fall 2019), Homework 6, Exercise 3, p. 1 — cosmo.nyu.edu.
Em ordem linear em Φ, calcule as 10 componentes do tensor de Ricci, e também o escalar de Ricci, da métrica
ds² = −[1 + 2Φ(x⃗)] dt² + [1 − 2Φ(x⃗)] δij dxidxj. (3)
Note que Φ(x⃗) depende só das coordenadas espaciais (isto é, não de t).
No Sucuri: tudo: as dez componentes e o escalar, em primeira ordem.
ricci(g, \Phi) calcula em primeira ordem em Φ: troca Φ por εΦ, faz a
conta exata, corta a série em ε depois da ordem 1 e põe ε = 1.
x = coordenadas(t, x, y, z)
\Phi = \Phi(x, y, z)
g = métrica(-(1 + 2\Phi), 1 - 2\Phi, 1 - 2\Phi, 1 - 2\Phi)
ricci(g, \Phi)
R_{{t}{t}}=Derivative(Phi(x, y, z), (x, 2)) + Derivative(Phi(x, y, z), (y, 2)) + Derivative(Phi(x, y, z), (z, 2))
Rtt = ∇²Φ e Rij = δij∇²Φ; as seis fora da diagonal se anulam nesta ordem.
x = coordenadas(t, x, y, z)
\Phi = \Phi(x, y, z)
g = métrica(-(1 + 2\Phi), 1 - 2\Phi, 1 - 2\Phi, 1 - 2\Phi)
escalar(g, \Phi)
2*Derivative(Phi(x, y, z), (x, 2)) + 2*Derivative(Phi(x, y, z), (y, 2)) + 2*Derivative(Phi(x, y, z), (z, 2))
R = 2∇²Φ.
84. Formas de conexão na esfera resolve
Enunciado 84 · Coordenadas esféricas, III
T. Dray, MTH 434/534 – HW #6 (Oregon State, inverno de 2024), problema 1, p. 1 — sites.science.oregonstate.edu.
Considere a esfera de raio r, em coordenadas esféricas (θ, φ), com elemento de linha ds² = r²(dθ² + sen²θ dφ²). [O original imprime r²dθ² + sin²θ dφ², sem os parênteses.]
(a) Encontre as 1-formas de conexão ωij nessa base.
(b) Calcule Ωij = dωij + ωik ∧ ωkj para i, j = 1, 2 (com soma implícita em k).
(c) (Opcional para MTH 434, obrigatório para MTH 534.) Compare suas respostas (e seus cálculos) com os da lista anterior.
No Sucuri: tudo: (a) e (b); a comparação de (c) fica com o leitor.
x = coordenadas(\theta, \phi)
g = métrica(r^2, r^2 \sin^2\theta)
cartan(g)
sin(theta)*dtheta∧dphi
na ordem de Dray, e1 = r dθ e e2 = r sen θ dφ — aqui e0, e1 —: ω12 = −cos θ dφ, e Ω12 = (1/r²) e1∧e2 = sen θ dθ∧dφ.
III. Notação tensorial
18 e 19. O colchete de Lie resolve
Enunciado 18 · O colchete de Lie faz de 𝔛(M) uma álgebra de Lie
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 2.2.3, §2.2, p. 19 — math.nagoya-u.ac.jp.
Contexto: 𝔛(M) tem estrutura de álgebra de Lie, isto é, existe um colchete de Lie [ , ] : 𝔛(M) × 𝔛(M) → 𝔛(M) que satisfaz:
(i) é linear em cada argumento;
(ii) é antissimétrico: [Y, X] = −[X, Y];
(iii) vale a identidade de Jacobi: [X, [Y, Z]] + [Y, [Z, X]] + [Z, [X, Y]] = 0.Definindo [X, Y]p(f) := Xp(Yf) − Yp(Xf), valem a linearidade e a regra de Leibniz; portanto [X, Y]p é um elemento de Tp(M) para cada p ∈ M.
Exercício 2.2.3. Verifique que 𝔛(M), munido do produto [X, Y], é uma álgebra de Lie (veja [2, p. 152–153]).
No Sucuri: tudo: as propriedades do colchete, sem índice.
Enunciado 19 · Colchete de campos multiplicados por funções
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 2.2.4, §2.2, p. 19 — math.nagoya-u.ac.jp.
Exercício 2.2.4. Para quaisquer X, Y ∈ 𝔛(M) e f, g ∈ C∞(M), verifique a igualdade
[fX, gY] = fg[X, Y] + f(Xg)Y − g(Yf)X.
No Sucuri: tudo: a fórmula.
Reall §1.10 e Richard, ex. 2.2.3–2.2.4: antissimetria, aditividade, Leibniz, Jacobi; e [fX, gY] = fg[X,Y] + f X(g) Y − g Y(f) X.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
[f X, g Y] = f g [X, Y] + f \nabla_X g \, Y - g \nabla_Y f \, X
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
\nabla_X g, com g função, é a derivada
direcional X(g). O Leibniz do colchete é do que o motor sabe sozinho.
A identidade de Jacobi entre campos vetoriais não está embutida — está a sua forma sobre funções, [A,B](f) = A(B(f)) − B(A(f)), que é a definição do colchete. E é por ela que Jacobi sai, aplicada a uma função h:
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\nabla_{[X,[Y,Z]]} h + \nabla_{[Y,[Z,X]]} h + \nabla_{[Z,[X,Y]]} h = 0
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
20. A derivada de Lie do colchete resolve
Enunciado 20 · Propriedades da derivada de Lie de campos vetoriais
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 2.3.12, §2.3, p. 23 — math.nagoya-u.ac.jp.
Contexto (Lema 2.3.11): para quaisquer X, Y ∈ 𝔛(M), tem-se LX(Y) = [X, Y].
Exercício 2.3.12. Prove (e entenda) as seguintes igualdades, para quaisquer X, Y, Z ∈ 𝔛(M) e f ∈ C∞(M):
(i) LX[Y, Z] = [LXY, Z] + [Y, LXZ];
(ii) LX ∘ LY − LY ∘ LX = L[X,Y];
(iii) LX(fY) = (LXf)Y + f(LXY).
No Sucuri: tudo: (i) e (ii), com Jacobi como hipótese — ℒX é o colchete, e as duas são Jacobi reescrita —, e (iii), a regra de Leibniz do colchete, sem hipótese.
Richard, ex. 2.3.12: com ℒXY = [X,Y], ℒX é derivação do colchete — que é Jacobi, reescrita. Com Jacobi como hipótese:
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\forall A, B, C: [A,[B,C]] + [B,[C,A]] + [C,[A,B]] = 0
[X, [Y, Z]] = [[X, Y], Z] + [Y, [X, Z]]
provar(eq2, eq1)
eq1[A→X, B→Y, C→Z]
sem a hipótese, a mesma chamada não prova, e diz que nenhuma hipótese fala daqueles colchetes aninhados.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\forall A, B, C: [A,[B,C]] + [B,[C,A]] + [C,[A,B]] = 0
[X, [Y, Z]] - [Y, [X, Z]] = [[X, Y], Z]
provar(eq2, eq1)
eq1[A→X, B→Y, C→Z]
(ii): (ℒXℒY − ℒYℒX)Z = ℒ[X,Y]Z.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
[X, f Y] = \nabla_X f \, Y + f [X, Y]
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
(iii): ℒX(fY) = (ℒXf)Y + fℒXY. Sem o termo X(f)Y, não sai.
21. Torção e curvatura são tensores resolve
Enunciado 21 · Torção e curvatura são C∞(M)-lineares
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 5.4.3 (após a Definição 5.4.2), §5.4, p. 49 — math.nagoya-u.ac.jp.
Contexto (Definição 5.4.2): para uma variedade riemanniana M com uma conexão afim ∇, define-se, para quaisquer X, Y ∈ 𝔛(M),
T(X, Y) := ∇XY − ∇YX − [X, Y] ∈ 𝔛(M) e R(X, Y) := ∇X∇Y − ∇Y∇X − ∇[X,Y] ∈ End(𝔛(M)),
chamadas, respectivamente, torção e curvatura da conexão. Observa-se que a aplicação (X, Y) ↦ T(X, Y) é C∞(M)-linear nos dois argumentos e que a aplicação (X, Y, Z) ↦ R(X, Y)Z é C∞(M)-linear nos três argumentos.
Exercício 5.4.3. Mostre a C∞(M)-linearidade mencionada acima (veja também [8, Prop. 6.3]).
No Sucuri: tudo: a C∞(M)-linearidade de T e de R.
Richard, ex. 5.4.3 (também Tong, folha 2, Q2): T(fX, gY) = fg T(X,Y) e R(fX, gY)(hZ) = fgh R(X,Y)Z. Escritas pelas definições, sem supor nada:
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\nabla_{f X} \nabla_{g Y} (h Z) - \nabla_{g Y} \nabla_{f X} (h Z) - \nabla_{[f X, g Y]} (h Z) = f g h \cdot (\nabla_X \nabla_Y Z - \nabla_Y \nabla_X Z - \nabla_{[X,Y]} Z)
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
todas as derivadas de f, g e h que o Leibniz produz se cancelam — inclusive as segundas, pelo colchete agindo em h. A da torção sai do mesmo jeito.
22. A diferença de duas conexões resolve
Enunciado 22 · A diferença de duas conexões é um tensor
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §3.1 “Introduction”, exercício logo após a eq. (3.10), p. 33 (p. 34 do PDF) — damtp.cam.ac.uk.
Sejam ∇ e ∇̃ duas conexões diferentes em M. Mostre que ∇ − ∇̃ é um campo tensorial do tipo (1, 2). Isso pode ser feito a partir da definição de conexão ou a partir da lei de transformação das componentes da conexão.
No Sucuri: tudo: pela definição de conexão: (∇ − ∇̃)XY é linear sobre funções nos dois slots — o que faz dele um tensor (1, 2) —, e, se as duas não têm torção, simétrico.
Um acento no ∇ — \tilde\nabla, \hat\nabla,
\bar\nabla — é outra conexão. Dela o motor só sabe o que vale para
toda conexão: linear sobre funções na direção, Leibniz no operando, e
∇̃Xf = X(f) numa função.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\nabla_{f X + Z} (h Y) - \tilde\nabla_{f X + Z} (h Y) = f h \cdot (\nabla_X Y - \tilde\nabla_X Y) + h \cdot (\nabla_Z Y - \tilde\nabla_Z Y)
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
os dois X(h)Y de Leibniz se cancelam: a diferença é linear sobre funções nos dois slots, e é um tensor — ao contrário de cada ∇.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\nabla_X (h Y) - \tilde\nabla_X (h Y) = h \nabla_X Y
provar(eq1)
não achei combinação das hipóteses que dê isto
e o motor não confunde as duas: sem ∇̃ = 0 declarada, isto não sai.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\tilde\nabla_X Y - \tilde\nabla_Y X = [X, Y]
\nabla_X Y - \nabla_Y X = [X, Y]
(\nabla_X Y - \tilde\nabla_X Y) - (\nabla_Y X - \tilde\nabla_Y X) = 0
provar(eq3, eq1, eq2)
provado a partir de eq1, eq2
com as duas sem torção, a diferença é simétrica — como o δΓμνρ que Reall usa ao variar a ação de Einstein–Hilbert.
23. A fórmula de Koszul resolve
Enunciado 23 · Fórmula de Koszul
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 5.4.5, §5.4, p. 49 — math.nagoya-u.ac.jp.
Contexto: uma conexão é dita livre de torção se T(X, Y) = 0 para quaisquer X, Y, e é dita riemanniana (ou de Levi-Civita) se, além disso,
X⟨Y1, Y2⟩ = ⟨∇XY1, Y2⟩ + ⟨Y1, ∇XY2⟩. (5.4.1)
Exercício 5.4.5 (fórmula de Koszul). Para X, Y, Z ∈ 𝔛(M), ponha
⟨∇XY, Z⟩ := ½ { X⟨Y, Z⟩ + Y⟨Z, X⟩ − Z⟨X, Y⟩ − ⟨X, [Y, Z]⟩ + ⟨Y, [Z, X]⟩ + ⟨Z, [X, Y]⟩ }.
Verifique que a conexão definida por essa relação é livre de torção e satisfaz (5.4.1). Essa igualdade é chamada fórmula de Koszul e mostra a existência de uma conexão riemanniana.
No Sucuri: tudo: as duas direções: a pedida — definida ∇ pela fórmula, ela é sem torção e compatível com a métrica — e a recíproca, a unicidade. De g(W, Z) = 0 para todo Z vem W = 0: é a métrica ser não degenerada.
Richard, ex. 5.4.5 (e Reall §3.2): a fórmula de Koszul, das duas condições de Levi-Civita — compatibilidade com a métrica e torção nula. Richard pede a direção contrária (definida ∇ pela fórmula, conferir as duas condições); o Sucuri prova esta, que é a unicidade.
g = métrica
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\forall A, B, C: \nabla_A g(B,C) = g(\nabla_A B, C) + g(B, \nabla_A C)
\forall A, B: \nabla_A B - \nabla_B A = [A,B]
2 g(\nabla_X Y, Z) = \nabla_X g(Y,Z) + \nabla_Y g(Z,X) - \nabla_Z g(X,Y) - g(X,[Y,Z]) + g(Y,[Z,X]) + g(Z,[X,Y])
provar(eq3, eq1, eq2)
g(eq2[A→X, B→Y], Z)
três instâncias da compatibilidade e três da torção nula, estas postas dentro de g(□, ·). Sem a torção nula, não sai.
A direção que Richard pede: com a fórmula de Koszul como definição de ∇ — hipótese para todos os campos —, as duas condições de Levi-Civita saem.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
g = métrica
\forall A, B, C: 2 g(\nabla_A B, C) = \nabla_A g(B,C) + \nabla_B g(C,A) - \nabla_C g(A,B) - g(A,[B,C]) + g(B,[C,A]) + g(C,[A,B])
g(\nabla_X Y, Z) - g(\nabla_Y X, Z) - g([X,Y], Z) = 0
provar(eq2, eq1)
provado a partir de eq1
sem torção: g(∇XY − ∇YX − [X, Y], Z) = 0 para todo Z.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
g = métrica
\forall A, B, C: 2 g(\nabla_A B, C) = \nabla_A g(B,C) + \nabla_B g(C,A) - \nabla_C g(A,B) - g(A,[B,C]) + g(B,[C,A]) + g(C,[A,B])
\nabla_X g(Y,Z) = g(\nabla_X Y, Z) + g(Y, \nabla_X Z)
provar(eq2, eq1)
provado a partir de eq1
compatível com a métrica, (5.4.1). Com o sinal trocado, não sai.
24. A primeira identidade de Bianchi resolve
Enunciado 24 · Primeira identidade de Bianchi
S. Richard, Differential geometry (Nagoya University, 2024), Exercício 6.2.2 (sobre o Lema 6.2.1), §6.2, p. 60 — math.nagoya-u.ac.jp.
Contexto (Lema 6.2.1): suponha que a conexão na variedade diferenciável seja livre de torção. Então a curvatura satisfaz, para quaisquer X, Y, Z ∈ 𝔛(M),
R(X, Y)Z + R(Y, Z)X + R(Z, X)Y = 0,
onde 0 denota o campo vetorial nulo.
Exercício 6.2.2. Prove a identidade de Bianchi, inspirando-se em [4, Prop. 4.1.3].
No Sucuri: tudo: a identidade, das definições e da torção nula.
Richard, ex. 6.2.2: sem torção, R(X,Y)Z + R(Y,Z)X + R(Z,X)Y = 0.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
R = curvatura
\forall A, B, W: R(A,B)W = \nabla_A \nabla_B W - \nabla_B \nabla_A W - \nabla_{[A,B]} W
\forall A, B: \nabla_A B - \nabla_B A = [A,B]
\forall A, B, C: [A,[B,C]] + [B,[C,A]] + [C,[A,B]] = 0
R(X,Y)Z + R(Y,Z)X + R(Z,X)Y = 0
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
eq3[A→X, B→Y, C→Z]
dez passos: as três definições de R, seis instâncias da torção nula (três delas dentro de ∇) e Jacobi uma vez.
25. A segunda identidade de Bianchi, e o lema de Schur resolve
Enunciado 25 · Segunda identidade de Bianchi e variedades de Einstein
A. G. Kovalev, Part III: Riemannian Geometry — Example Sheets (Cambridge, Lent 2017), Example Sheet 1, Questão 2, p. 1 — dec41.user.srcf.net.
2. (i) Seja M uma variedade riemanniana. Mostre que a derivada covariante de Levi-Civita de R(X, Y) ∈ Γ(End TM) é dada por
∇ZR(X, Y) = [∇Z, R(X, Y)] − R(∇ZX, Y) − R(X, ∇ZY).
Deduza daí uma versão da segunda identidade de Bianchi para a conexão de Levi-Civita:
∇XR(Y, Z) + ∇YR(Z, X) + ∇ZR(X, Y) = 0. (∗)
(ii) Quando dim M ≥ 3, mostre, usando (∗), que se Ric = f g para alguma função suave f, então f é constante (diz-se então que M é uma variedade de Einstein).
(Pode ser útil considerar a aplicação δ : Γ(Sym2 T*M) → Γ(T*M) = Ω1(M) definida por (δh)(X) = −∑i=1n (∇eih)(ei, X), onde {ei} é qualquer referencial ortonormal local em M, e tomar h = Ric.)
No Sucuri: tudo: (i) a segunda identidade de Bianchi, da identidade de Ricci — a fórmula de ∇ZR(X, Y) é a regra de Leibniz para ∇ de um tensor, e a dedução sai em índices; (ii) Ric = fg ⇒ ∇f = 0, com a condição d ≠ 2 dita pela própria prova.
(i) em índices: a identidade de Ricci, ∇μ∇νV − ∇ν∇μV =
RV, é o que a forma canônica já sabe — sozinha, simplifica a zero —, mas ∇ dela
não: provar a deriva, soma as três permutações cíclicas, e fecha
com a primeira identidade de Bianchi.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
(\nabla_\lambda R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} + \nabla_\mu R^\rho{}_{\sigma\nu\lambda} + \nabla_\nu R^\rho{}_{\sigma\lambda\mu}) V^\sigma = 0
provar(eq2, eq1)
provado a partir de eq1, e de Bianchi
para todo V: ∇[λRρ|σ|μν] = 0. Com um sinal trocado na soma, não sai.
(ii) o lema de Schur: com a Bianchi contraída (exercício 10) e Rμν = fgμν, ∇f = 0 — e a combinação divide por d − 2, que a prova diz. Em dimensão 2, todo Ricci é fg (enunciado 12), e f não precisa ser constante.
\mu, \nu, \rho, \sigma, \lambda = índices(d)
V = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
g = métrica
\nabla_\mu \nabla_\nu V^\rho - \nabla_\nu \nabla_\mu V^\rho = R^\rho{}_{\sigma\mu\nu} V^\sigma
R = riemann(eq1)
R_{\mu\nu} = R^\rho{}_{\mu\rho\nu}
R = ricci(eq2)
\nabla^\mu R_{\mu\nu} = \frac{1}{2} \nabla_\nu R
R_{\mu\nu} = f g_{\mu\nu}
\nabla_\nu f = 0
provar(eq5, eq3, eq4)
vale se d - 2 ≠ 0
26. Grupo de Lie com métrica bi-invariante em parte
Enunciado 26 · Grupo de Lie com métrica bi-invariante
A. G. Kovalev, Part III: Riemannian Geometry — Example Sheets (Cambridge, Lent 2017), Example Sheet 1, Questão 5 (pp. 1–2 do PDF) — dec41.user.srcf.net.
5. Seja G um grupo de Lie munido de uma métrica riemanniana g que é invariante à esquerda e à direita, e sejam X, Y, Z campos vetoriais invariantes à esquerda em G.
(i) Mostre que g([X, Y], Z) + g(Y, [X, Z]) = 0. (Considere o fluxo de X.)
(ii) Mostre que ∇XX = 0. (Dica: considere g(Y, ∇XX).)
(iii) Mostre que ∇XY = ½[X, Y].
(iv) Prove que R(X, Y)Z = ¼[[X, Y], Z].
(v) Suponha que X e Y são ortonormais e seja K(σ) a curvatura seccional do 2-plano σ gerado por X e Y. Prove queK(σ) = ¼ |[X, Y]|g2.
No Sucuri, em parte: (ii)–(v), com o item (i) — g([X,Y], Z) + g(Y, [X,Z]) = 0 — como hipótese, e g(Y, Z) constante para campos invariantes à esquerda; (iv) e (v) na convenção de sinal de Kovalev, dita como definição. (i) mesmo, pelo fluxo de X, não.
Campos invariantes à esquerda de uma métrica invariante à esquerda têm produtos constantes, ∇Ag(B, C) = 0; a invariância à direita, derivada, é o item (i). Com essas duas hipóteses e a fórmula de Koszul, (ii) e (iii) saem direto — sem a ideia de aplicar ∇XX = 0 em X + Y.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
g = métrica
\forall A, B, C: 2 g(\nabla_A B, C) = \nabla_A g(B,C) + \nabla_B g(C,A) - \nabla_C g(A,B) - g(A,[B,C]) + g(B,[C,A]) + g(C,[A,B])
\forall A, B, C: \nabla_A g(B,C) = 0
\forall A, B, C: g([A,B], C) + g(B, [A,C]) = 0
g(\nabla_X X, Z) = 0
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
(ii): g(∇XX, Z) = 0 para todo Z, logo ∇XX = 0.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
g = métrica
\forall A, B, C: 2 g(\nabla_A B, C) = \nabla_A g(B,C) + \nabla_B g(C,A) - \nabla_C g(A,B) - g(A,[B,C]) + g(B,[C,A]) + g(C,[A,B])
\forall A, B, C: \nabla_A g(B,C) = 0
\forall A, B, C: g([A,B], C) + g(B, [A,C]) = 0
g(\nabla_X Y, Z) = \frac{1}{2} g([X,Y], Z)
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
(iii): ∇XY = ½[X, Y].
(iv) depende do sinal de R. Kovalev usa R(X, Y) = ∇[X,Y] − [∇X, ∇Y], o oposto de Carroll e Reall; declarada essa definição, sai ¼[[X, Y], Z] — com a de Carroll sairia −¼, e o Sucuri o diz.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
R = curvatura
\forall A, B, W: R(A,B)W = \nabla_B \nabla_A W - \nabla_A \nabla_B W + \nabla_{[A,B]} W
\forall A, B: \nabla_A B = \frac{1}{2} [A,B]
\forall A, B, W: [A,[B,W]] + [B,[W,A]] + [W,[A,B]] = 0
R(X,Y)Z = \frac{1}{4} [[X,Y],Z]
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
g = métrica
R = curvatura
\forall A, B, W: R(A,B)W = \frac{1}{4} [[A,B],W]
\forall A, B, C: g([A,B], C) + g(B, [A,C]) = 0
g(R(X,Y)X, Y) = \frac{1}{4} g([X,Y], [X,Y])
provar(eq3, eq1, eq2)
provado a partir de eq1, eq2
(v): para X, Y ortonormais, K(σ) = g(R(X, Y)X, Y) — na convenção de Kovalev — é ¼|[X, Y]|².
27. dω nos vetores em parte
Enunciado 27 · dω(X, Y) para uma 1-forma
J. Ross, Part III: Differential Geometry, Example Sheet 2 (Cambridge, 2016, versão 3 de 16/11/2016), questão 9, p. 6 do PDF — dec41.user.srcf.net.
9. (Identidade de formas diferenciais) Prove a identidade
dω(X, Y) = Xω(Y) − Yω(X) − ω([X, Y])
para uma 1-forma ω e campos vetoriais X, Y. *Você consegue generalizar esse resultado para o caso em que ω é uma p-forma?
No Sucuri, em parte: a fórmula para 1-formas, com dωμν = ∂μων − ∂νωμ (a normalização é a da fórmula); a generalização a p-formas, a parte estrelada, não.
Em componentes, a fórmula é Leibniz e o colchete. A normalização de d é a que a fórmula pede: com o fator de outro livro, sai outro fator — e é por isso que, sem índice, o Sucuri a toma como hipótese (seção V).
\mu, \nu, \lambda = índices
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
X^\mu Y^\nu (\partial_\mu \omega_\nu - \partial_\nu \omega_\mu) = X^\mu \partial_\mu (\omega_\nu Y^\nu) - Y^\nu \partial_\nu (\omega_\mu X^\mu) - \omega_\mu (X^\nu \partial_\nu Y^\mu - Y^\nu \partial_\nu X^\mu)
simplificar(eq1)
True
53. O colchete pela conexão resolve
Enunciado 53 · Comutador de campos vetoriais via derivada covariante
Y. Ali-Haïmoud, General Relativity (NYU, Fall 2019), Homework 6, Exercise 1, item (iii), p. 1 — cosmo.nyu.edu.
Dado um campo vetorial X, para qualquer função suave f : 𝓜 → ℝ podemos definir a função suave X(f) que, em cada ponto p ∈ 𝓜, associa X|p(f). Dados dois campos vetoriais X e Y, definimos seu comutador [X, Y] por
[X, Y](f) ≡ X(Y(f)) − Y(X(f)). (1)
(iii) Lembre a convenção de notação ∇XYα ≡ Xβ∇βYα. Prove que [X, Y]α = ∇XYα − ∇YXα.
No Sucuri: tudo: a identidade.
Ali-Haïmoud (NYU), HW6, 1(iii): com Levi-Civita, [X,Y] = ∇XY − ∇YX — a torção nula, lida ao contrário.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
\forall A, B: \nabla_A B - \nabla_B A = [A,B]
[X, Y] = \nabla_X Y - \nabla_Y X
provar(eq2, eq1)
eq1[A→X, B→Y]
58. A derivada de Lie de um vetor e de um (0, 2) resolve
Enunciado 58 · Derivada de Lie de vetores, covetores e tensores (0,2); condição de Killing
J. M. Evans, Part II General Relativity, Example Sheet 3 (Cambridge, Lent 2026), questão 9, p. 2 — damtp.cam.ac.uk.
9. A derivada de Lie (ℒξV)α de um campo vetorial Vα em relação a um campo vetorial ξα (suposto tipo-tempo) é definida pelas seguintes condições: (i) se {xα} é um sistema de coordenadas no qual ξα = (1, 0, 0, 0), então
(ℒξV)α = ∂Vα/∂x0 = ξβ ∂Vα/∂xβ,
e (ii) (ℒξV)α se transforma como um vetor. Mostre que, num sistema de coordenadas geral,
(ℒξV)α = ξβ∇βVα − Vβ∇βξα.
Suponha, além disso, que a derivada de Lie ℒξφ de um campo escalar φ em relação a um campo vetorial ξα é definida, num sistema de coordenadas geral {xα}, por
ℒξφ = ξα ∂φ/∂xα,
e que a derivada de Lie obedece à regra de Leibniz usual quando aplicada a um produto tensorial. Encontre a derivada de Lie (ℒξU)α de um campo covetorial Uα.
Escreva uma expressão para a derivada de Lie, em relação a ξα, de um tensor Tαβ do tipo (0, 2) e mostre que a condição para que ξα seja um campo de Killing (como na questão 6 acima, isto é, ξα;β + ξβ;α = 0) é (ℒξg)αβ = 0, onde gαβ é o tensor métrico.
No Sucuri: tudo: ℒξV das coordenadas adaptadas, a forma covariante (sem torção), o covetor e o (0, 2) — os dois como no enunciado 17 — e a equação de Killing como ℒξg = 0.
x = coordenadas(u, v, w, s)
xi = campo(1, 0, 0, 0)
V = campo()
colchete(xi, V)
(Derivative(V^u(u, v, w, s), u))*∂_u
nas coordenadas adaptadas, ξ = ∂u: [ξ, V] = ∂uV, que é a definição; e em qualquer carta [ξ, V]α = ξβ∂βVα − Vβ∂βξα.
\alpha, \beta, \lambda = índices
V = tensor(1, 0)
\xi = tensor(1, 0)
\nabla = levi-civita
\nabla_\alpha V^\beta = \partial_\alpha V^\beta + \Gamma^\beta{}_{\alpha\lambda} V^\lambda
\Gamma = christoffel(eq1)
\xi^\beta \partial_\beta V^\alpha - V^\beta \partial_\beta \xi^\alpha = \xi^\beta \nabla_\beta V^\alpha - V^\beta \nabla_\beta \xi^\alpha
expandir(eq2)
True
a forma covariante; sem \nabla = levi-civita, sobra a torção.
O covetor e o (0, 2) são o enunciado 17: (ℒξω)α = ξβ∇βωα + ωβ∇αξβ, e (ℒξg)αβ = ∇αξβ + ∇βξα — a equação de Killing da questão 6 é ℒξg = 0.
IV. Formas diferenciais
28. dα pela conexão em parte
Enunciado 28 · Derivada exterior via conexão sem torção
A. G. Kovalev, Part III: Riemannian Geometry, Example Sheet 3 (Cambridge, Lent 2017), questão 3 — dec41.user.srcf.net.
Γ(T*M ⊗ Λ^p T*M) --alt--> Γ(Λ^{p+1} T*M), with d : Γ(Λ^p T*M) → Γ(Λ^{p+1} T*M), where alt(ξ ⊗ α) = ξ ∧ α denotes projection to the subspace of anti-symmetric tensors (p > 0). Deduce the formula for the exterior derivative of one-forms dα(X, Y) = (∇_X α)(Y) − (∇_Y α)(X) as stated in the Lectures. ∗ Show that these results hold for any torsion-free connection ∇ on M." -->3. Mostre que, para a conexão de Levi-Civita, o diagrama a seguir comuta:
Γ(ΛpT*M) —∇→ Γ(T*M ⊗ ΛpT*M) —alt→ Γ(Λp+1T*M), igual a d : Γ(ΛpT*M) → Γ(Λp+1T*M),
onde alt(ξ ⊗ α) = ξ ∧ α denota a projeção no subespaço dos tensores antissimétricos (p > 0). Deduza a fórmula para a derivada exterior de 1-formas
dα(X, Y) = (∇Xα)(Y) − (∇Yα)(X),
conforme enunciada nas aulas. (*) Mostre que esses resultados valem para qualquer conexão ∇ sem torção em M.
No Sucuri, em parte: a fórmula de dα para qualquer conexão sem torção, com a fórmula de dα nos vetores como hipótese; o diagrama para p-formas, não.
Kovalev, folha 3, Q3: para conexão sem torção, dα(X,Y) = (∇Xα)(Y) − (∇Yα)(X). Com (∇Xα)(Y) = X(α(Y)) − α(∇XY), e a fórmula de dα nos vetores como hipótese (ela muda de fator com a normalização — ver 27):
\alpha = forma(1)
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
\forall A, B: \iota_B \iota_A \mathrm{d}\alpha = \nabla_A (\alpha(B)) - \nabla_B (\alpha(A)) - \alpha([A,B])
\forall A, B: \nabla_A B - \nabla_B A = [A,B]
\iota_Y \iota_X \mathrm{d}\alpha = \nabla_X (\alpha(Y)) - \alpha(\nabla_X Y) - \nabla_Y (\alpha(X)) + \alpha(\nabla_Y X)
provar(eq3, eq1, eq2)
alpha(eq2[A→X, B→Y])
a torção nula entra dentro de α: uma relação entre vetores levada a uma entre escalares.
29–33. A álgebra das formas resolve (29, 30, 32) em parte (31, 33)
Enunciado 29 · Contração (produto interior) como antiderivação
J. Ross, Part III: Differential Geometry, Example Sheet 2 (Cambridge, 2016, versão 2 de 14/10/2016), questão 8 — dec41.user.srcf.net.
8. (Contrações) Seja V um espaço vetorial, X ∈ V e ω ∈ ΛkV*. Defina iX(ω) por
iX(ω)(Y1, …, Yk−1) = ω(X, Y1, …, Yk−1).
Prove que iX(ω) ∈ Λk−1V*. Prove também que, se ω ∈ ΛkV* e η ∈ ΛlV*, então
iX(ω ∧ η) = iXω ∧ η + (−1)k ω ∧ (iXη).
Agora, numa variedade diferenciável M, suponha X ∈ Vect(M) e ω ∈ Ωp(M). Mostre como a fórmula
iXω|p := iXp(ωp)
fornece um elemento de Ωp−1(M).
No Sucuri: tudo: a regra de antiderivação de ιX; o resto do enunciado é definição.
Enunciado 30 · Derivada de Lie de uma 1-forma e fórmula de Cartan
D. Tong, General Relativity: Example Sheet 1 (2019), questão 5*, p. 2 — davidtong.org.
Use a regra de Leibniz para deduzir a fórmula da derivada de Lie de uma 1-forma ω, válida em qualquer base coordenada:
(LXω)μ = Xν∂νωμ + ων∂μXν
[Dica: considere (LXω)(Y) para um campo vetorial Y.] Mostre que a derivada de Lie de um tensor g do tipo (0, 2) é
(LXg)μν = Xρ∂ρgμν + gμρ∂νXρ + gρν∂μXρ
Para uma p-forma η, defina ιXη como a (p − 1)-forma que resulta de contrair um campo vetorial X com o primeiro índice de η. Mostre que, para uma 1-forma ω,
LXω = ιX(dω) + d(ιXω).
No Sucuri: tudo: as duas fórmulas em coordenadas, pela regra de Leibniz, e a fórmula de Cartan numa 1-forma, a partir da definição de ℒX por Leibniz e da de dω.
Enunciado 31 · Propriedades da derivada exterior
H. S. Reall, Part 3 General Relativity (2022), §8.1 “Introduction” (cap. 8, formas diferenciais), “Exercises (examples sheet 4)”, eqs. (8.7)–(8.9), p. 100 — damtp.cam.ac.uk.
Contexto: a derivada exterior de uma p-forma X é a (p + 1)-forma dX definida, numa base coordenada, por (dX)μ1…μp+1 = (p + 1) ∂[μ1Xμ2…μp+1] (8.5).
Exercícios (lista 4). Mostre que a derivada exterior goza das seguintes propriedades:
d(dX) = 0 (8.7)
d(X ∧ Y) = (dX) ∧ Y + (−1)p X ∧ dY (8.8)
(onde Y é uma q-forma) e
d(φ*X) = φ* dX (8.9)
(onde φ : N → M), isto é, a derivada exterior comuta com o pull-back.
No Sucuri, em parte: d(dX) = 0 e a regra de Leibniz graduada; o pull-back, não.
Enunciado 32 · Comutatividade graduada e associatividade do produto exterior
H. S. Reall, Part III General Relativity (2022), §8.1 “Introduction”, exercício com as eqs. (8.2)–(8.3), p. 99 — damtp.cam.ac.uk.
Definição. O produto exterior de uma p-forma X e uma q-forma Y é a (p + q)-forma X ∧ Y definida por
(X ∧ Y)a₁…apb₁…bq = [(p + q)!/(p! q!)] X[a₁…apYb₁…bq]. (8.1)
Exercício. Mostre que
X ∧ Y = (−1)pq Y ∧ X (8.2)
(de modo que X ∧ X = 0 se p for ímpar); e que
(X ∧ Y) ∧ Z = X ∧ (Y ∧ Z), (8.3)
isto é, o produto exterior é associativo e, portanto, não precisamos escrever os parênteses.
No Sucuri: tudo: (8.2) e (8.3).
Enunciado 33 · Dual de Hodge: ⋆⋆ e ⋆d⋆
H. S. Reall, Part 3 General Relativity (2022), §8.5 “Volume form”, Lema com as eqs. (8.56)–(8.57) (“Proof. Exercise (use (8.54))”), pp. 107–108 — damtp.cam.ac.uk.
Contexto: ε é a forma de volume de uma variedade orientada de dimensão n com métrica, e vale
εa1…apcp+1…cn εb1…bpcp+1…cn = ±p!(n − p)! δa1[b1 … δapbp] (8.54),
com o sinal superior (inferior) para assinatura riemanniana (lorentziana).
Definição. Numa variedade orientada com métrica, o dual de Hodge de uma p-forma X é a (n − p)-forma ⋆X definida por
(⋆X)a1…an−p = (1/p!) εa1…an−pb1…bp Xb1…bp (8.55)
Lema. Para uma p-forma X,
⋆(⋆X) = ±(−1)p(n−p) X (8.56)
(⋆d⋆X)a1…ap−1 = ±(−1)p(n−p) ∇bXa1…ap−1b (8.57)
onde o sinal superior (inferior) vale para assinatura riemanniana (lorentziana).
Demonstração. Exercício (use (8.54)).
No Sucuri, em parte: ⋆⋆ = ±(−1)p(n−p), com a assinatura declarada; ⋆d⋆ por ∇, não.
Cambridge, Part III Differential Geometry, folha 2, Q8 (ιX é antiderivação); Tong, folha 1, Q5–6 (Cartan numa 1-forma; d² = 0 e Leibniz graduado); Reall §8.1 (α∧β = (−1)pqβ∧α, associatividade) e §8.5 (⋆⋆ = ±(−1)p(n−p)).
\omega = forma(1)
\eta = forma(2)
X = tensor(1, 0)
\iota_X (\omega \wedge \eta) = \iota_X \omega \, \eta - \omega \wedge \iota_X \eta
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
\omega = forma(1)
\eta = forma(2)
\mathrm{d}(\omega \wedge \eta) = \mathrm{d}\omega \wedge \eta - \omega \wedge \mathrm{d}\eta
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
e d²η = 0, ω∧η = η∧ω (grau 1 com grau 2), a associatividade. A fórmula de Cartan também passa, mas vale dizer: no Sucuri ela é a definição de ℒX nas formas, e o exercício vira identidade.
\alpha = forma(1)
F = forma(2)
F = \mathrm{d}\alpha
\mathrm{d} F = 0
provar(eq2, eq1)
d(eq1)
Maxwell: F = dA implica dF = 0 — o passo é aplicar d aos dois lados da hipótese.
g = métrica(-,+,+,+)
\star = hodge
F = forma(2)
\star \star F = -F
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
em 4D lorentziano, ⋆⋆ = −1 em 2-formas e +1 em 1- e 3-formas, como diz Reall. A expressão de ⋆d⋆ por ∇ (a segunda metade do exercício) não sai.
30, por outra rota que a do motor de formas — onde ℒX é definida pela fórmula de Cartan, e a fórmula vira identidade. Com ℒX pela regra de Leibniz, (ℒXω)(Y) = X(ω(Y)) − ω([X, Y]), as componentes saem expandindo, e a fórmula de Cartan é consequência:
\mu, \nu, \rho = índices
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
h = tensor(0, 2, simétrico)
X^\nu \partial_\nu (\omega_\mu Y^\mu) - \omega_\mu (X^\nu \partial_\nu Y^\mu - Y^\nu \partial_\nu X^\mu) = (X^\nu \partial_\nu \omega_\mu + \omega_\nu \partial_\mu X^\nu) Y^\mu
simplificar(eq1)
True
(ℒXω)μ = Xν∂νωμ + ων∂μXν.
\mu, \nu, \rho = índices
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
h = tensor(0, 2, simétrico)
X^\rho \partial_\rho (h_{\mu\nu} Y^\mu Z^\nu) - h_{\mu\nu} (X^\rho \partial_\rho Y^\mu - Y^\rho \partial_\rho X^\mu) Z^\nu - h_{\mu\nu} Y^\mu (X^\rho \partial_\rho Z^\nu - Z^\rho \partial_\rho X^\nu) = (X^\rho \partial_\rho h_{\mu\nu} + h_{\mu\rho} \partial_\nu X^\rho + h_{\rho\nu} \partial_\mu X^\rho) Y^\mu Z^\nu
simplificar(eq1)
True
(ℒXg)μν, com g um (0, 2) simétrico.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
L = tensor(0, 1)
D = tensor(0, 2)
\forall B: L(B) = \nabla_X \omega(B) - \omega([X,B])
\forall A, B: D(A,B) = \nabla_A \omega(B) - \nabla_B \omega(A) - \omega([A,B])
L(Y) = D(X,Y) + \nabla_Y \omega(X)
provar(eq3, eq1, eq2)
provado a partir de eq1, eq2
L = ℒXω e D = dω: (ℒXω)(Y) = (ιXdω)(Y) + (dιXω)(Y), a fórmula de Cartan.
47, 48 e 51. d, ι e ℒ resolve (48, 51) em parte (47)
Enunciado 47 · d comuta com a derivada de Lie; regra de Leibniz para LX
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 7 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 1(a) — mathematik.hu-berlin.de.
1. O objetivo deste problema é provar a fórmula de Cartan para a derivada de Lie de uma forma diferencial:
LXω = dιXω + ιXdω. (1)
Lembre que, para uma k-forma ω ∈ Ωk(M) numa n-variedade diferenciável M, LXω ∈ Ωk(M) é definida como ∂t φt*ω|t=0, onde φt : M → M denota o fluxo, no tempo t, do campo vetorial X ∈ Vec(M).
(a) Use a definição da derivada de Lie para provar a relação
d(LXω) = LX(dω)
e a regra de Leibniz
LX(α ∧ β) = LXα ∧ β + α ∧ LXβ. (2)
Observe que essa fórmula determina a ação de LX sobre formas diferenciais arbitrárias, desde que se saiba como ela age sobre 0-formas (isto é, funções suaves) e sobre 1-formas exatas (isto é, diferenciais de funções suaves).
No Sucuri, em parte: d ℒX = ℒX d e a regra de Leibniz de ℒX (o exemplo do 48). Mas o exercício pede as duas a partir da definição de ℒX pelo fluxo, para daí provar a fórmula de Cartan; no Sucuri, ℒX nas formas é definida pela fórmula de Cartan, e essa rota não se percorre.
Enunciado 48 · dιX + ιXd satisfaz a regra de Leibniz (fórmula de Cartan)
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 7 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 1(d) — mathematik.hu-berlin.de.
Contexto: o problema 1 visa provar a fórmula de Cartan LXω = dιXω + ιXdω (1). No item (a), prova-se a regra de Leibniz LX(α ∧ β) = LXα ∧ β + α ∧ LXβ (2). No item (c), prova-se que ιv satisfaz a regra de Leibniz graduada ιv(α ∧ β) = ιvα ∧ β + (−1)|α| α ∧ ιvβ.
(d) Para qualquer X ∈ Vec(M) fixado, use as regras de Leibniz graduadas satisfeitas por d e ιX para mostrar que o operador (d ∘ ιX + ιX ∘ d) : Ωk(M) → Ωk(M) também satisfaz a regra de Leibniz (2). Deduza que esse operador coincide com LX.
Nota do autor (rodapé 2): ao contrário da derivada exterior e do produto interior, a regra de Leibniz satisfeita por LX não tem sinais incômodos. Isso é coerente com pensar em LX : Ωk(M) → Ωk(M) como um objeto de grau zero (portanto par), em d como um objeto de grau um (ímpar) e em ιX : Ωk(M) → Ωk−1(M) como um objeto de grau −1 (também ímpar).
No Sucuri: tudo: que dιX + ιXd satisfaz a regra de Leibniz.
Enunciado 51 · d² = 0 em ℝ³: rot grad = 0 e div rot = 0
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 6 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 6(c) — mathematik.hu-berlin.de.
Contexto (preâmbulo do problema 6 e item (b)): dada uma forma de volume μ ∈ Ωn(M) numa n-variedade M, o divergente de X ∈ Vec(M) é a única função div(X) : M → ℝ tal que LXμ = div(X) μ. Em M = ℝ³, com μ = dx ∧ dy ∧ dz e X = Xx∂x + Xy∂y + Xz∂z, tem-se div(X) = ∂xXx + ∂yXy + ∂zXz, expressão às vezes denotada por ∇ · X.
(c) Lembre que, em ℝ³, o gradiente de uma função f : ℝ³ → ℝ é o campo vetorial
grad(f) = ∇f := (∂xf)∂x + (∂yf)∂y + (∂zf)∂z,
e o rotacional de um campo vetorial X = Xx∂x + Xy∂y + Xz∂z é o campo vetorial
rot(X) = ∇ × X := (∂yXz − ∂zXy)∂x + (∂zXx − ∂xXz)∂y + (∂xXy − ∂yXx)∂z.
Usando as relações dessas operações com as formas diferenciais e a derivada exterior, deduza de d² = 0 as fórmulas
∇ × (∇f) = 0 e ∇ · (∇ × X) = 0
para toda f ∈ C∞(ℝ³) e todo X ∈ Vec(ℝ³).
No Sucuri: tudo: rot grad = 0 e div rot = 0, com formas e com índices.
Wendl, lista 7, 1(a) e 1(d): [d, ℒX] = 0; e P = dιX + ιXd é derivação de grau 0 — o passo que prova a fórmula de Cartan em qualquer grau. Wendl, lista 6, 6(c): d² = 0, que em ℝ³ é rot grad = 0 e div rot = 0.
\omega = forma(1)
\eta = forma(2)
X = tensor(1, 0)
\mathrm{d} \mathcal{L}_X \eta = \mathcal{L}_X \mathrm{d} \eta
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
\omega = forma(1)
\eta = forma(2)
X = tensor(1, 0)
\mathrm{d} \iota_X (\omega \wedge \eta) + \iota_X \mathrm{d} (\omega \wedge \eta) = (\mathrm{d} \iota_X \omega + \iota_X \mathrm{d} \omega) \wedge \eta + \omega \wedge (\mathrm{d} \iota_X \eta + \iota_X \mathrm{d} \eta)
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
os sinais de d e de ι se cancelam dois a dois: sobra uma derivação sem sinal, como a de ℒX.
46. ℒ[X,Y] = [ℒX, ℒY] em parte
Enunciado 46 · ℒ[X,Y] = [ℒX, ℒY] em formas
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 7 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 4(a), p. 3 — mathematik.hu-berlin.de.
4. (a) Use regras de Leibniz, como no Problema 1, para mostrar que, para todos X, Y ∈ Vec(M) e ω ∈ Ωk(M),
ℒ[X,Y]ω = ℒXℒYω − ℒYℒXω.
No Sucuri, em parte: em funções — é a definição do colchete — e em 1-formas, por Leibniz e Jacobi; nas formas de grau maior, o argumento de que duas derivações que coincidem em funções e em df coincidem em tudo, não.
Numa 1-forma, com ℒX pela regra de Leibniz, (ℒXω)(B) = X(ω(B)) − ω([X, B]): P = ℒYω, Q = ℒXω, U = ℒXP, W = ℒYQ e E = ℒ[X,Y]ω.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
P = tensor(0, 1)
Q = tensor(0, 1)
U = tensor(0, 1)
W = tensor(0, 1)
E = tensor(0, 1)
\forall B: P(B) = \nabla_Y \omega(B) - \omega([Y,B])
\forall B: Q(B) = \nabla_X \omega(B) - \omega([X,B])
\forall B: U(B) = \nabla_X P(B) - P([X,B])
\forall B: W(B) = \nabla_Y Q(B) - Q([Y,B])
\forall B: E(B) = \nabla_{[X,Y]} \omega(B) - \omega([[X,Y],B])
\forall A, B, C: [A,[B,C]] + [B,[C,A]] + [C,[A,B]] = 0
U(Z) - W(Z) = E(Z)
provar(eq7, eq1, eq2, eq3, eq4, eq5, eq6)
provado a partir de eq1, eq2, eq3, eq4, eq5, eq6
(ℒXℒY − ℒYℒX)ω = ℒ[X,Y]ω — e é também o item (i) do enunciado 44.
49. dω(X, Y, Z) de uma 2-forma resolve
Enunciado 49 · dω(X, Y, Z) para uma 2-forma
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 6 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 4 (preâmbulo) e item (c), pp. 2–3 — mathematik.hu-berlin.de.
4. Lembre que, se (x1, …, xn) : U → ℝn é uma carta definida num aberto de uma n-variedade M, qualquer k-forma ω ∈ Ωk(M) pode ser escrita em U como
ω = ωi1…ik dxi1 ⊗ … ⊗ dxik = (1/k!) ωi1…ik dxi1 ∧ … ∧ dxik = ∑i1<…<ik ωi1…ik dxi1 ∧ … ∧ dxik,
onde as duas primeiras expressões usam a convenção de soma de Einstein e a terceira não. Aqui as funções componentes ωi1…ik : U → ℝ se escrevem, em termos dos campos coordenados ∂1, …, ∂n, como ωi1…ik = ω(∂i1, …, ∂ik). Para escrever uma fórmula em coordenadas para a derivada exterior, introduzimos a seguinte notação: dada qualquer coleção de funções Ti1…ik em U indexada por i1, …, ik, defina
T[i1…ik] := (1/k!) ∑σ∈Sk (−1)|σ| Tiσ(1)…iσ(k),
de modo que, por exemplo, se Ti1…ik são as componentes de um campo tensorial T, então Alt(T)i1…ik = T[i1…ik], e o produto exterior de α ∈ Ωk(M) e β ∈ Ωℓ(M) pode agora ser escrito em coordenadas como
(α ∧ β)i1…ikj1…jℓ = α[i1…ikβj1…jℓ].
[…]
(c) Segue agora do Problem Set 4 #1(a) que a derivada exterior de uma 1-forma λ também pode ser escrita como
dλ(X, Y) = ℒX(λ(Y)) − ℒY(λ(X)) − λ([X, Y]).
De fato, o lado direito é C∞-linear nos campos vetoriais X, Y ∈ Vec(M) e, portanto, define um campo tensorial, cujas funções componentes, como vimos, coincidem com a fórmula do item (b). Prove a fórmula correspondente para a derivada exterior de uma 2-forma:
dω(X, Y, Z) = ℒX(ω(Y, Z)) + ℒY(ω(Z, X)) + ℒZ(ω(X, Y)) − ω([X, Y], Z) − ω([Y, Z], X) − ω([Z, X], Y).
Observação: existem fórmulas semelhantes para as derivadas exteriores de k-formas para todo k > 2, embora eu não me lembre de alguma vez ter precisado usá-las.
No Sucuri: tudo: a fórmula, em componentes, com (dω)λμν = ∂λωμν + ∂μωνλ + ∂νωλμ, a normalização dela.
\mu, \nu, \lambda = índices
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
Z = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 2, antissimétrico)
X^\lambda Y^\mu Z^\nu (\partial_\lambda \omega_{\mu\nu} + \partial_\mu \omega_{\nu\lambda} + \partial_\nu \omega_{\lambda\mu}) = X^\lambda \partial_\lambda (\omega_{\mu\nu} Y^\mu Z^\nu) + Y^\lambda \partial_\lambda (\omega_{\mu\nu} Z^\mu X^\nu) + Z^\lambda \partial_\lambda (\omega_{\mu\nu} X^\mu Y^\nu) - \omega_{\mu\nu} (X^\lambda \partial_\lambda Y^\mu - Y^\lambda \partial_\lambda X^\mu) Z^\nu - \omega_{\mu\nu} (Y^\lambda \partial_\lambda Z^\mu - Z^\lambda \partial_\lambda Y^\mu) X^\nu - \omega_{\mu\nu} (Z^\lambda \partial_\lambda X^\mu - X^\lambda \partial_\lambda Z^\mu) Y^\nu
simplificar(eq1)
True
o lado direito é a fórmula de Wendl: ℒX(ω(Y, Z)) + ℒY(ω(Z, X)) + ℒZ(ω(X, Y)) − ω([X, Y], Z) − ω([Y, Z], X) − ω([Z, X], Y).
34. Equações de Maurer–Cartan em parte
Enunciado 34 · Equações de Maurer–Cartan
J. Ross, Part III: Differential Geometry, Example Sheet 2 (Cambridge, 2016, versão 3 de 16/11/2016), questão 11, p. 7 do PDF — dec41.user.srcf.net.
11. Seja G um grupo de Lie que é subgrupo de GLn(ℝ) e sejam Xi, i = 1, …, d = dim G, campos vetoriais invariantes à esquerda, linearmente independentes, em G, induzidos por uma base de TIG. Mostre que a condição ωi(Xj) = δij, identicamente em G, define um sistema de 1-formas suaves ωi em G, linearmente independentes em cada ponto. Mostre ainda que as 1-formas ωi são invariantes à esquerda, no sentido de que
Lg*(ωi) = ωi, para todo g ∈ G.
Sejam Ckij as constantes reais determinadas por [Xi, Xj] = ∑k Ckij Xk. Deduza, a partir da identidade da questão anterior, a fórmula
dωk = −½ ∑i,j Ckij ωi ∧ ωj.
No Sucuri, em parte: a fórmula dωk = −½ Ckij ωi∧ωj, deduzida da identidade da questão anterior — primeiro sem índice, dω(X, Y) = −ω([X, Y]) para ω(X), ω(Y) constantes; depois com índice, somando na base. Que as ωi existem, são suaves, independentes e invariantes à esquerda é argumento, e não conta.
X = tensor(1, 0)
Y = tensor(1, 0)
\omega = tensor(0, 1)
D = tensor(0, 2, antissimétrico)
\forall A, B: D(A, B) = \nabla_A \omega(B) - \nabla_B \omega(A) - \omega([A, B])
\forall A: \nabla_A \omega(X) = 0
\forall A: \nabla_A \omega(Y) = 0
D(X, Y) = -\omega([X, Y])
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
D é dω, pela identidade da questão anterior; X, Y são dois Xi, e ω uma das ωk: ωk(Xj) = δkj é constante.
Agora a soma na base. Com índice, a base Xi é Xai e a dual é ωia: o índice i numera os campos, e corre de 1 a d = dim G como o índice a da variedade — é por isso que os dois podem ser do mesmo tipo. Dkab são as componentes de dωk, Bcij as de [Xi, Xj], e δ, a delta declarada. As duas dualidades, ω(X) = δ e X ω = δ, são hipóteses: a segunda é dizer que os Xi formam base.
a, b, c, i, j, k, l = índices
\delta = kronecker
D = tensor(1, 2)
B = tensor(1, 2)
C = tensor(1, 2)
\omega = tensor(1, 1)
X = tensor(1, 1)
D^k{}_{ab} X^a{}_i X^b{}_j = -\omega^k{}_c B^c{}_{ij}
B^c{}_{ij} = C^l{}_{ij} X^c{}_l
\omega^i{}_a X^a{}_j = \delta^i_j
D^k{}_{ab} X^a{}_i X^b{}_j = -C^k{}_{ij}
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
eq1 é o que se provou acima, nos Xi; eq2, a definição de C: dωk(Xi, Xj) = −Ckij.
a, b, c, i, j, k, l = índices
\delta = kronecker
D = tensor(1, 2)
B = tensor(1, 2)
C = tensor(1, 2)
\omega = tensor(1, 1)
X = tensor(1, 1)
D^k{}_{ab} X^a{}_i X^b{}_j = -C^k{}_{ij}
X^a{}_i \omega^i{}_b = \delta^a_b
C^k{}_{ij} + C^k{}_{ji} = 0
D^k{}_{ab} = -\frac{1}{2} C^k{}_{ij} (\omega^i{}_a \omega^j{}_b - \omega^i{}_b \omega^j{}_a)
provar(eq4, eq1, eq2, eq3)
provado a partir de eq1, eq2, eq3
(ωi∧ωj)ab = ωiaωjb − ωibωja: é dωk = −½ Ckij ωi∧ωj.
Formas numa carta
Até aqui as formas eram abstratas. Numa carta, uma forma se escreve com os d
das coordenadas — \alpha = forma(a\,dr + b\,d\theta + c\,d\phi),
H = forma(H_x dy \wedge dz + …) — e as operações são contas:
cunha, exterior (o d), estrela (o ⋆, com a
métrica), interior e lie (com um campo), e
iguais. Uma operação com nome à esquerda guarda o resultado:
S = estrela(\beta, g). A orientação é a da ordem das coordenadas: a
forma de volume é √|g| dx¹∧…∧dxⁿ, e trocar duas coordenadas troca o sinal de ⋆.
50. O divergente pela derivada de Lie resolve
Enunciado 50 · O divergente via ℒXμ = div(X) μ
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 6 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 6 (preâmbulo) e item (b), p. 3 — mathematik.hu-berlin.de.
6. Dada uma forma de volume μ ∈ Ωn(M) numa n-variedade M, podem-se definir os volumes de regiões compactas U ⊂ M por
Vol(U) := ∫U μ.
O divergente de um campo vetorial X ∈ Vec(M) pode então ser definido em termos da derivada de Lie de μ em relação a X: seja div(X) : M → ℝ a única função real tal que
ℒXμ = div(X) μ.
Note que isso está bem definido, pois ℒXμ é uma n-forma e o espaço ΛnTp*M das n-formas em cada ponto p ∈ M tem dimensão 1. Observe também que dμ = 0, já que Ωn+1(M) = {0}; assim, a fórmula de Cartan implica div(X) μ = dιXμ, o que coincide com a fórmula vista em aula para o caso M = ℝn.
[…]
(b) Mostre que, no caso M = ℝ3 com μ = dx ∧ dy ∧ dz e X = Xx∂x + Xy∂y + Xz∂z ∈ Vec(ℝ3) nas coordenadas cartesianas usuais (x, y, z),
div(X) = ∂xXx + ∂yXy + ∂zXz.
Esta última expressão às vezes também é denotada por ∇ · X.
Nota: pode-se mostrar, mais geralmente, que se μ = dx1 ∧ … ∧ dxn em ℝn, então div(X) = ∂iXi.
No Sucuri: tudo: div(X) = ∂xXx + ∂yXy + ∂zXz, de ℒXμ.
x = coordenadas(x, y, z)
X = campo()
\mu = forma(dx \wedge dy \wedge dz)
lie(X, \mu)
(Derivative(X^x(x, y, z), x) + Derivative(X^y(x, y, z), y) + Derivative(X^z(x, y, z), z))*dx∧dy∧dz
ℒXμ = dιXμ + ιXdμ, com X genérico: o coeficiente de μ é o divergente.
52. Formas de contato em parte
Enunciado 52 · Formas de contato em 3-variedades
C. Wendl, Differential Geometry I, Problem Set 12 (Humboldt-Universität zu Berlin, 2016–17), problema 4, itens (a)–(d), pp. 3–4 — mathematik.hu-berlin.de.
4. Suponha que M é uma 3-variedade orientada e que λ ∈ Ω1(M) não se anula em nenhum ponto, isto é, para todo p ∈ M existem vetores X ∈ TpM com λ(X) ≠ 0. Então, em cada p ∈ M, o núcleo ker λp = {X ∈ TpM | λ(X) = 0} é um subespaço de dimensão 2 de TpM, e a união desses núcleos, para todo p, define uma distribuição suave de dimensão 2
ξ := ker λ ⊂ TM.
(a) Mostre que as seguintes condições são equivalentes:
i. λ ∧ dλ ≡ 0;
ii. para todo p ∈ M e X, Y ∈ TpM, dλ(X, Y) = 0 [assim no original; pelo contexto, entenda-se X, Y ∈ ξp];
iii. ξ é integrável.
Dica: no Problem Set 6 #4(c) há uma fórmula útil para dλ como forma C∞-bilinear em campos vetoriais. Combine-a com o teorema de Frobenius.A 1-forma λ é chamada forma de contato se λ ∧ dλ é uma forma de volume; a distribuição ξ (chamada estrutura de contato) é então “tão não integrável quanto possível”. Um exemplo em ℝ3 aparece na figura do original. Exemplos assim podem ser construídos pelo seguinte truque. Sejam (ρ, φ, z) as coordenadas cilíndricas usuais em ℝ3, de modo que x = ρ cos φ e y = ρ sen φ. Escolha funções suaves reais f(ρ), g(ρ) e defina λ em (ρ, φ, z) por
λ = f(ρ) dz + g(ρ) dφ. (2)
(b) Como as coordenadas (ρ, φ, z) não estão bem definidas em ρ = 0, há naturalmente o risco de a 1-forma definida na equação (2) ser singular no eixo z. Mostre que λ é, de fato, suave em todo o ℝ3 e satisfaz λ ∧ dλ ≠ 0 perto do eixo z, supondo f(ρ) = 1 e g(ρ) = ρ2 para ρ suficientemente próximo de 0. Dica: converta para coordenadas cartesianas.
(c) Supondo que f e g têm a forma descrita acima para ρ perto de 0, mostre que λ é uma forma de contato se, e somente se,
f(ρ)g′(ρ) − f′(ρ)g(ρ) ≠ 0
para todo ρ > 0. O que isso significa geometricamente sobre a curva ρ ↦ (f(ρ), g(ρ)) ∈ ℝ2? Interprete isso em termos da “torção” dos planos ξp quando p ∈ ℝ3 se move ao longo de caminhos radiais, afastando-se do eixo z.
(d) Por um resultado fundamental da geometria de contato, conhecido como teorema de Gray, as estruturas de contato têm a seguinte notável propriedade de “estabilidade”: se M é uma 3-variedade fechada e {ξt}t∈[0,1] é qualquer família suave de estruturas de contato em M, então elas são todas “equivalentes”, no sentido de que existe uma família suave de difeomorfismos {ϕt : M → M}t∈[0,1] tal que ϕ0 = Id e Tϕt(ξ0) = ξt para todo t ∈ [0, 1]. Mostre que isso não vale, em geral, para famílias suaves arbitrárias de distribuições; por exemplo, torna-se falso se supusermos que ξ0 é integrável, mas ξt é uma estrutura de contato para cada t > 0.
No Sucuri, em parte: (c): λ∧dλ = (f g′ − f′ g) dρ∧dφ∧dz, e λ é de contato se e só se esse coeficiente não se anula; as equivalências de (a), a regularidade no eixo de (b) e a estabilidade de (d), não.
x = coordenadas(\rho, \phi, z)
f = f(\rho)
h = h(\rho)
\lambda = forma(f dz + h d\phi)
D = exterior(\lambda)
cunha(\lambda, D)
(f(rho)*Derivative(h(rho), rho) - h(rho)*Derivative(f(rho), rho))*drho∧dphi∧dz
com g de Wendl chamado h, porque g é a métrica.
54. ⋆ em coordenadas esféricas resolve
Enunciado 54 · Dual de Hodge em coordenadas esféricas
T. Dray, MTH 434/534, HW #3 (Oregon State University, inverno de 2024), problema 1 — sites.science.oregonstate.edu.
1. Dual de Hodge em coordenadas esféricas. Considere coordenadas esféricas no espaço euclidiano tridimensional com a orientação usual, a saber, ω = r2 sen θ dr ∧ dθ ∧ dφ.
Atenção: estas são as convenções “da física”: θ é o ângulo medido a partir do polo norte (colatitude) e φ é o ângulo no plano xy (longitude).(a) Determine o operador dual de Hodge ∗ em todas as formas (expresso em coordenadas esféricas), calculando sua ação sobre as formas da base em cada grau.
(b) Calcule os produtos escalar e vetorial de duas 1-formas genéricas em coordenadas esféricas, usando as expressões
α · β = ∗(α ∧ ∗β),
α × β = ∗(α ∧ β).Você pode exprimir os resultados em relação a uma base ortonormal ou em relação a uma base esférica “coordenada” (não ortonormal); certifique-se de saber qual das duas está usando. (“Genéricas” significa quaisquer duas 1-formas, por exemplo em termos de suas componentes.)
No Sucuri: tudo: (a) ⋆ em todas as formas da base, e (b) α·β e α×β de duas 1-formas genéricas — na base coordenada, que o enunciado permite, e dita.
x = coordenadas(r, \theta, \phi)
g = métrica(1, r^2, r^2 \sin^2\theta)
\alpha = forma(dr)
estrela(\alpha, g)
r**2*sin(theta)*dtheta∧dphi
e ⋆dθ = sen θ dφ∧dr, ⋆dφ = dr∧dθ/sen θ, ⋆(dr∧dθ) = sen θ dφ, ⋆(dθ∧dφ) = dr/(r² sen θ), ⋆(dφ∧dr) = dθ/sen θ; ⋆1 = r² sen θ dr∧dθ∧dφ e ⋆(dr∧dθ∧dφ) = 1/(r² sen θ).
x = coordenadas(r, \theta, \phi)
g = métrica(1, r^2, r^2 \sin^2\theta)
\alpha = forma(a_1 dr + a_2 d\theta + a_3 d\phi)
\beta = forma(b_1 dr + b_2 d\theta + b_3 d\phi)
S = estrela(\beta, g)
C = cunha(\alpha, S)
estrela(C, g)
(a_{1}*b_{1}*r**2 + a_{2}*b_{2} + a_{3}*b_{3}/sin(theta)**2)/r**2
α·β = ⋆(α∧⋆β) = gijaibj; com cunha(\alpha, \beta) em vez de S, α×β = ⋆(α∧β).
55. ⋆ no espaço de Minkowski resolve
Enunciado 55 · Dual de Hodge no espaço de Minkowski
T. Dray, MTH 434/534, HW #3 (Oregon State University, inverno de 2024), problema 2 — sites.science.oregonstate.edu.
2. Dual de Hodge no espaço de Minkowski. O espaço de Minkowski de dimensão 4 tem uma base ortonormal e orientada de 1-formas dada por
{dx, dy, dz, dt},
com g(dt, dt) = −1, g(dx, dx) = g(dy, dy) = g(dz, dz) = 1 e todos os demais nulos. O “elemento de volume” (escolha de orientação) é dado por ω = dx ∧ dy ∧ dz ∧ dt.
(a) Determine o operador dual de Hodge ∗ em todas as formas, calculando sua ação sobre as formas da base em cada grau.
(b) Como muda sua resposta se for escolhida a orientação oposta, a saber,
ω = dt ∧ dx ∧ dy ∧ dz?
No Sucuri: tudo: (a) ⋆ nas formas da base, com ω = dx∧dy∧dz∧dt, e (b) a orientação oposta, que troca o sinal de todas.
x = coordenadas(x, y, z, t)
g = métrica(1, 1, 1, -1)
\alpha = forma(dt)
estrela(\alpha, g)
dx∧dy∧dz
⋆dx = dy∧dz∧dt, ⋆dt = dx∧dy∧dz, ⋆(dx∧dt) = −dy∧dz, ⋆(dx∧dy) = dz∧dt, …
x = coordenadas(t, x, y, z)
g = métrica(-1, 1, 1, 1)
\alpha = forma(dt)
estrela(\alpha, g)
-dx∧dy∧dz
(b): com as coordenadas na ordem (t, x, y, z), a orientação é dt∧dx∧dy∧dz = −ω, e cada ⋆ troca de sinal.
56. Operadores vetoriais em coordenadas parabólicas resolve
Enunciado 56 · Gradiente, rotacional, divergente e laplaciano com d e ∗
T. Dray, MTH 434/534, HW #4 (Oregon State University, inverno de 2024), problema 1 — sites.science.oregonstate.edu.
1. Coordenadas ortogonais. Escolha qualquer sistema de coordenadas ortogonais no espaço euclidiano tridimensional ℝ3 que não seja o cartesiano, o cilíndrico ou o esférico. (Você pode me procurar para sugestões.) Trabalhando numa base ortonormal, calcule o gradiente e o laplaciano de uma função arbitrária, e o rotacional e o divergente de um “campo vetorial” arbitrário (novamente, na verdade uma 1-forma), usando as expressões
∇f = df,
∇ × α = ∗dα,
∇ · α = ∗d∗α,
△f = ∇ · ∇f = ∗d∗df.Você pode conferir sua resposta em livros de referência usuais, mas deve usar a diferenciação exterior e a dualidade de Hodge nos seus cálculos.
No Sucuri: tudo: gradiente, rotacional, divergente e laplaciano pelas quatro fórmulas, em coordenadas parabólicas — e no cobase ortonormal, como o enunciado pede.
Parabólicas: ds² = (u² + v²)(du² + dv²) + u²v²dφ². ortonormal(α, g)
escreve α no cobase σi = √|gii| dxi.
x = coordenadas(u, v, \phi)
g = métrica(u^2 + v^2, u^2 + v^2, u^2 v^2)
f = f(u, v, \phi)
F = forma(f)
D = exterior(F)
ortonormal(D, g)
Derivative(f(u, v, phi), u)/sqrt(u**2 + v**2)*σ^u
∇f = df, no cobase ortonormal.
x = coordenadas(u, v, \phi)
g = métrica(u^2 + v^2, u^2 + v^2, u^2 v^2)
f = f(u, v, \phi)
F = forma(f)
D = exterior(F)
S = estrela(D, g)
T = exterior(S)
estrela(T, g)
(u**2*Derivative(f(u, v, phi), (phi, 2)) + u*v*(u*v*Derivative(f(u, v, phi), (u, 2)) + u*v*Derivative(f(u, v, phi), (v, 2)) + u*Derivative(f(u, v, phi), v) + v*Derivative(f(u, v, phi), u)) + v**2*Derivative(f(u, v, phi), (phi, 2)))/(u**2*v**2*(u**2 + v**2))
△f = ⋆d⋆df = [∂u(u∂uf)/u + ∂v(v∂vf)/v]/(u² + v²) + ∂²φf/(u²v²), o das tabelas. O rotacional ⋆dα e o divergente ⋆d⋆α de α = a du + b dv + c dφ saem igual.
57. Uma 2-forma que não se decompõe resolve
Enunciado 57 · Formas decomponíveis
T. Dray, MTH 434/534 – HW #2 (Oregon State, inverno de 2024), problema 1 “Decomposable forms”, p. 1 — sites.science.oregonstate.edu.
Denote as p-formas em ℝn por ⋀p(ℝn). Uma 1-forma típica em ℝ2 teria, portanto, a forma F = Fx dx + Fy dy ∈ ⋀1(ℝ2). Uma p-forma β ∈ ⋀p(ℝn) é dita decomponível se existem 1-formas αi ∈ ⋀1(ℝn) tais que β = α1 ∧ … ∧ αp.
(a) Mostre que todos os elementos de ⋀2(ℝ3), isto é, todas as 2-formas em ℝ3, são decomponíveis. Em outras palavras, mostre que H = Hx dy∧dz + Hy dz∧dx + Hz dx∧dy é decomponível. Dica: considere a lista anterior! Você pode citar sua solução da lista anterior sem demonstração, desde que dê uma referência explícita (“ver HW #1”). Se fizer isso, não custa anexar uma cópia da lista anterior.
(b) Encontre um exemplo de 2-forma indecomponível γ ∈ ⋀p(ℝn). Dica: não trabalhe em ℝ3…
(c) Vale γ ∧ γ = 0? Deveria valer? Pode valer?
(d) Somente para alunos de MTH 534 (ou crédito extra): mostre que todas as 3-formas em ℝ4 são decomponíveis.
Crédito extra: você consegue argumentar que todos os elementos de ⋀n−1(ℝn) são decomponíveis?
No Sucuri: tudo: (a) toda 2-forma de ℝ³ é α∧β — a decomposição, para Hx ≠ 0, conferida; os outros casos trocam as coordenadas —, (b) e (c), e (d): toda 3-forma de ℝ⁴ é α∧β∧γ, do mesmo jeito. O crédito extra, em ℝⁿ, fica com o leitor.
Dray, MTH 434, HW2 #1: toda 2-forma de ℝ³ é α∧β, mas em ℝ⁴ γ = dx∧dy + dz∧dw não é — γ∧γ = 2 dx∧dy∧dz∧dw ≠ 0, enquanto (α∧β)∧(α∧β) = 0.
\alpha = forma(1)
\beta = forma(1)
\gamma = forma(1)
\kappa = forma(1)
(\alpha \wedge \beta + \gamma \wedge \kappa) \wedge (\alpha \wedge \beta + \gamma \wedge \kappa) = 2 \alpha \wedge \beta \wedge \gamma \wedge \kappa
provar(eq1)
provado a partir de nenhuma hipótese
x = coordenadas(x, y, z)
H = forma(H_x dy \wedge dz + H_y dz \wedge dx + H_z dx \wedge dy)
\alpha = forma(H_x dy - H_y dx)
\beta = forma(\frac{1}{H_x} (H_x dz - H_z dx))
P = cunha(\alpha, \beta)
iguais(P, H)
True
(a): H = (Hxdy − Hydx) ∧ (Hxdz − Hzdx)/Hx.
x = coordenadas(x, y, z, w)
H = forma(v_1 dy \wedge dz \wedge dw - v_2 dx \wedge dz \wedge dw + v_3 dx \wedge dy \wedge dw - v_4 dx \wedge dy \wedge dz)
\alpha = forma(v_1 dy - v_2 dx)
\beta = forma(v_1 dz - v_3 dx)
\gamma = forma(\frac{1}{v_1^2} (v_1 dw - v_4 dx))
A = cunha(\alpha, \beta)
P = cunha(A, \gamma)
iguais(P, H)
True
(d): a 3-forma geral de ℝ⁴, com v1 ≠ 0, é um produto de três 1-formas.
V. O que não sai
Dizer isto é parte do trabalho. Cada item abaixo é um exercício da lista, e o motivo é o que falta ao programa — não ao exercício.
Os que saem em parte porque o enunciado pede mais que o cálculo central — geodésicas, mergulhos, volumes, transporte paralelo — não estão listados aqui um a um: a nota sob cada enunciado diz o que fica de fora.
Nenhum exercício da lista fica sem nada. O que falta ao programa, nos parciais, é isto:
- Argumentos, e não contas. Existência e suavidade (34), o fluxo de um campo (26, 47), "duas derivações que coincidem em funções e em df coincidem em tudo" (46), somar rotações infinitesimais (36), a invariância da distância pelas isometrias (81): o Sucuri confere passos, e não escreve o argumento.
- O lema geral. εε em n e p gerais (16), a fórmula fechada da contagem (61), p-formas de grau qualquer (27, 28): o Sucuri prova em cada dimensão e grau, e não por indução.
- Pull-back, e ⋆d⋆ em termos de ∇ (31, 33).
- Mudança de carta numa métrica dada (39). A lei de transformação sai (3); achar as coordenadas planas é tentativa.
- Desenhos e discussões (52, 65, 77): o que o enunciado pede além da conta.
VI. O que os exercícios ensinaram
Um leitor de notação só se testa com notação escrita por outra gente, para outro fim. Resolver estas listas achou dezesseis defeitos — oito deles silenciosos, o tipo de erro que este programa existe para não cometer. Todos corrigidos, e cada um com teste.
- O ½ que sumia (exercício 1). T(ab)X[a|cd|b] simplificava para 2·T·X + 2·T·X. Em ½(X − Y), o SymPy guarda o ½ como argumento do produto, e não no coeficiente; lendo só o coeficiente, o ½ e o sinal se perdiam. Resposta falsa, sem aviso.
- O tensor que virava função (exercício 15).
T^{ab} (…)era lido como T aplicado ao parêntese. A barreira pegou — os marcadores internos vazaram, e o programa recusou —, mas a leitura legítima não passava. - O índice que virava pergunta.
A^a (B_a + C_a)perguntava se o índice a era função. - O nome grego (exercício 39).
\phi = \phi(x)não era declaração; φ ficava constante, e a métrica −e2φdt² + e−2ψdx² saía plana, R = 0. - O campo do diffgeom (exercícios 39, 40, 45). A derivada
de uma função da coordenada saía como
Subs(…), com o campo escalar da biblioteca no lugar da coordenada — certo, ilegível, e com um objeto interno vazando para o que se copia. - Uma métrica dentro da outra (exercício 45). Calculado o FRW com k, em (t, r, θ, φ), o FRW plano, em (t, x, y, z), saía com um objeto da primeira carta no meio do resultado: o cache do SymPy devolvia, na conta de uma métrica, pedaços da conta de outra. Só apareceu porque a suíte roda os exercícios em sequência.
- O argumento grego (exercício 73).
F = F(\varpi)guardava a variável como\varpi, com a barra — outro símbolo que a coordenada. F ficava constante, e a superfície de revolução, plana. - O par εε escondido (exercício 59). Em ε × (soma), a identidade não achava o par dentro de cada termo; e o SymPy troca de lado os índices mudos ao montar um produto, e εijkεklm chegava com os índices misturados. Com a métrica declarada, agora os alinha.
- A igualdade simplificada crua (exercício 59). A diferença dos dois lados era simplificada antes de cada lado: identidades que fechavam lado a lado não fechavam juntas.
- ∂ do símbolo (exercício 51). O símbolo de Levi-Civita vale ±1 em toda carta, e ∂ dele é zero — o que o Sucuri não sabia.
- ∂ que atravessava a métrica (exercícios 59 e 66).
∂μ(∂μφ) é ∂μ(gμν∂νφ), e
a métrica está dentro da derivada; o Sucuri a punha fora, e o termo de ∂g
sumia calado. Numa carta cartesiana ∂g = 0 e a resposta coincidia — por
isso o 59 saía —, mas a carta não tinha sido dita. Agora ∂ deriva o
índice na posição declarada, com g explícito, e a carta cartesiana é
declaração:
g = métrica(cartesiana). O mesmo defeito lia gαβ∂gαβ, com um índice levantado pela contração, como ∂δ = 0. - O Γ num par contraído (exercício 71).
expandirde ∇δ(∇αVα) punha um Γ para cada índice de ∇αVα — inclusive os dois α, que são mudos: o operando é escalar. A soma dos termos falsos se cancelava, mas os índices não fechavam, e o SymPy recusava. - O mudo com o nome da derivada (exercício 10). O SymPy chama os mudos de um produto L0, L1…, e o índice de uma derivada de fora podia ter o mesmo nome; derivando fator a fator, o mudo parecia livre e repetido.
- Descer índice numa chave de cima (exercício 12). Ao trocar tensores por componentes, o SymPy desce índices errado a partir de um array de índices de cima, com métrica não diagonal: a identidade de Bianchi, verdadeira, dava equações não nulas, e o Riemann mais geral saía zero — e toda identidade saía verdadeira. Os arrays agora são de índices de baixo, e subir o SymPy faz certo.
- A divisão por d − 2 (exercício 25). O lema de Schur sai dividindo por d − 2, e a prova dizia "provado" sem dizer que em 2D não vale. Agora um denominador simbólico vira condição, dita na resposta.
- O mudo que colidia (exercício 34). Casar o índice livre de uma hipótese com um mudo do objetivo, numa hipótese que tem o seu próprio mudo por dentro — ωiaXaj = δij —, dava dois índices iguais, e a candidata era descartada calada: ωiaXalVi = Vl não se provava. Não era resposta falsa, mas prova que existia e não se achava. Os mudos do objetivo agora ganham nomes novos antes do casamento.
Fontes
- H. Reall, Part III General Relativity, notas (2022) — damtp.cam.ac.uk.
- D. Tong, General Relativity, Example Sheets 1–3 (2019) — 1, 2, 3.
- MIT 8.962 General Relativity, Problem Sets 3–5 (OCW) — ocw.mit.edu.
- S. Richard, Differential geometry, notas com exercícios (Nagoya, 2024) — math.nagoya-u.ac.jp.
- Cambridge, Part III Differential Geometry, Example Sheets (2016), e A. G. Kovalev, Part III Riemannian Geometry, Example Sheets (2017) — DG, RG.
- J. M. Cline, A Short Course in General Relativity (arXiv:2604.17441) — arxiv.org.
- C. Wendl, Differential Geometry I (HU Berlim, 2016–17), listas 6, 7, 12.
- Y. Ali-Haïmoud, General Relativity (NYU, 2019), HW6.
- T. Dray, MTH 434 e 437 (Oregon State, 2024) — 434 HW2, HW3, HW4, HW6, 437 HW5, HW6.
- J. M. Evans, Part II General Relativity (Cambridge, 2026), folhas 1, 3, 4.
- R. E. Hunt, Part IA Vector Calculus (Cambridge, 2026), folhas 1 e 4.
- A. Guth, MIT 8.962 (2018), listas 3, 4, 6.
- C. Hirata, Caltech Ph236 (2011–12), HW 4, 5, 16.
- P. van Baal, Theory of General Relativity, problem set (Leiden) — lorentz.leidenuniv.nl.
- G. 't Hooft, Introduction to General Relativity (Utrecht, 2013) — uu.nl.
- T. Hartman, Lectures on Quantum Gravity and Black Holes (Cornell, 2015) — hartmanhep.net.
- S. M. Carroll, Lecture Notes on General Relativity (gr-qc/9712019) — arxiv.org.
O manual explica cada declaração e cada verbo usado aqui: manual. O código está em github.com/RafaelCRdeLima/SUCURI.